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Apple encarece MacBooks e iPads após memória disparar até 98%, perde vantagem sobre rivais e mostra como o boom da inteligência artificial já chegou ao bolso do consumidor

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 25/06/2026 às 11:00 Atualizado em 25/06/2026 às 11:03
Dispositivo eletrônico com tela verde e teclado em ambiente minimalista, ilustrando o aumento de preços de MacBooks e iPads após a alta no custo da memória.
Imagem ilustrativa de dispositivo eletrônico em cenário minimalista, usada para representar o reajuste nos preços de MacBooks e iPads anunciado pela Apple após a forte alta dos custos de memória.
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Reajustes anunciados pela Apple em 25 de junho atingem MacBooks, iPads, HomePod e Apple TV após forte alta nos custos de memória e armazenamento

A Apple aumentou os preços de MacBooks e iPads nesta quinta-feira, 25 de junho, diante da escalada dos custos de memória e armazenamento.

Segundo a empresa, o avanço dos data centers de inteligência artificial elevou rapidamente a demanda por componentes utilizados em computadores, tablets e outros eletrônicos.

A companhia afirmou que conseguiu absorver os gastos durante algum tempo. A pressão sobre os custos, porém, levou ao reajuste de diferentes produtos.

O iPhone não foi incluído nas mudanças anunciadas pela fabricante. O aparelho permanece como a principal fonte de receita da empresa.

MacBook Neo fica US$ 100 mais caro poucos meses após o lançamento

O MacBook Neo, modelo mais barato da Apple, passou de US$ 599 para US$ 699.

Lançado em março de 2026, o notebook foi desenvolvido para competir com computadores acessíveis equipados com Windows e com os Chromebooks.

O novo preço retirou a vantagem de US$ 100 que o aparelho mantinha sobre o Dell XPS 13.

Lançado no mês anterior, o modelo da Dell também custa US$ 699 e disputa diretamente o mesmo público.

A mudança ainda colocou o MacBook Neo acima do preço de alguns Chromebooks comercializados por Lenovo e Asus.

Apple aplica reajustes de até US$ 300 em MacBooks e iPads

Os valores publicados no site da Apple mostram aumentos em modelos básicos e configurações mais avançadas.

Entre os principais reajustes anunciados estão:

  • MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699;
  • MacBook Air com 512 GB: de US$ 1.099 para US$ 1.299;
  • MacBook Pro com 1 TB: de US$ 1.699 para US$ 1.999;
  • iPad Air com 128 GB: de US$ 599 para US$ 749.

Os aumentos chegam a US$ 300, conforme a configuração escolhida pelo consumidor.

A Apple também elevou os preços das duas versões do HomePod e do dispositivo de transmissão Apple TV.

Os novos valores desses aparelhos, entretanto, não foram detalhados pela companhia no anúncio.

As ações da Apple recuavam 0,7% nas negociações de pré-abertura da bolsa após a divulgação dos reajustes.

Tim Cook já havia alertado sobre custos maiores com memória

A Apple informou, em abril de 2026, que seus estoques ajudaram a manter a margem de lucro acima das expectativas do mercado.

O alerta sobre os custos, contudo, já havia sido apresentado aos investidores.

Durante uma conferência com analistas no fim de abril, o CEO Tim Cook declarou que a empresa esperava despesas significativamente maiores com memória.

O executivo também afirmou que o impacto desses componentes aumentaria progressivamente sobre os negócios da fabricante.

A companhia confirmou, em junho, que chegou ao ponto de não conseguir mais absorver integralmente a elevação dos gastos.

Inteligência artificial dispara procura por chips de memória

A expansão da inteligência artificial tem provocado uma forte corrida por chips utilizados em servidores e data centers.

Fabricantes de memória, como a Micron, passaram a priorizar encomendas ligadas ao setor de IA, incluindo pedidos de empresas como a Nvidia.

A estratégia impulsionou os resultados das fabricantes. A oferta destinada a computadores, tablets e smartphones, por outro lado, foi reduzida.

O desequilíbrio obrigou empresas de eletrônicos a repassarem parte dos custos adicionais aos consumidores.

A Micron anunciou, na quarta-feira, 24 de junho, US$ 22 bilhões em compromissos de longo prazo com clientes interessados em garantir o fornecimento.

Preço da memória DRAM sobe até 98% em 2026

Dados da consultoria TrendForce mostram que os preços da memória DRAM avançaram até 98% no primeiro trimestre de 2026.

A projeção para o trimestre atual indica uma nova alta entre 58% e 63%.

A DRAM está presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos. Qualquer aumento expressivo pode afetar diretamente os custos de produção.

Especialistas passaram a chamar o fenômeno de “RAMageddon”, em referência à velocidade e à intensidade dos reajustes.

A construção acelerada de data centers voltados à inteligência artificial aparece como um dos principais motores dessa pressão.

Mercado de smartphones e computadores pode encolher

A consultoria IDC estima que o mercado mundial de smartphones poderá registrar queda de quase 14% em 2026.

O resultado representaria a maior retração anual já observada no segmento.

As vendas globais de computadores, por sua vez, deverão diminuir 11,3% no mesmo período.

Preços mais altos podem limitar a procura por novos aparelhos, especialmente entre consumidores que buscavam modelos de entrada.

Ben Bajarin, CEO da Creative Strategies, avalia que o mercado de memória continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo.

O reajuste promovido por uma empresa com uma cadeia de suprimentos eficiente aumenta a preocupação sobre o restante da indústria.

Aumento da Apple pode antecipar reajustes em outras marcas

A decisão da Apple reforça que os efeitos do avanço da inteligência artificial não estão restritos às grandes empresas de tecnologia.

Consumidores de notebooks, tablets e outros eletrônicos já começam a sentir os reflexos da corrida global por componentes.

Outros fabricantes poderão adotar reajustes semelhantes caso a oferta de memória permaneça limitada e os custos continuem subindo.

A Apple declarou que reconhece que a mudança não representa uma notícia bem-vinda. A empresa também afirmou que trabalha para encontrar soluções.

Na sua opinião, outras fabricantes também aumentarão os preços de notebooks, tablets e smartphones por causa da inteligência artificial? Deixe seu comentário!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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