Apple surpreende o mercado com vendas recordes de iPhone, receita de quase US$ 144 bilhões e lucro de US$ 42 bilhões no trimestre fiscal, superando previsões de analistas e consolidando um dos períodos financeiros mais fortes já registrados pela companhia.
A Apple iniciou o ano fiscal com um desempenho que superou as expectativas de Wall Street, impulsionada principalmente por vendas históricas de iPhone. A Apple registrou receita de US$ 143,76 bilhões e lucro líquido de US$ 42,1 bilhões em apenas três meses.
Esse resultado colocou a Apple em um dos trimestres mais lucrativos de sua trajetória recente, com crescimento relevante em várias frentes e forte avanço da base de dispositivos ativos, reforçando a força do ecossistema da companhia.
iPhone lidera explosão de resultados da Apple
O grande motor do trimestre da Apple foi o iPhone. A receita com o principal produto da empresa chegou a US$ 85,27 bilhões, alta de 23% na comparação anual e bem acima das estimativas do mercado.
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Segundo a Apple, a demanda foi impulsionada pelos modelos iPhone 17 lançados em setembro. O desempenho marcou uma virada importante em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as vendas do iPhone haviam mostrado fraqueza.
O executivo-chefe Tim Cook destacou que a procura pelo iPhone foi excepcional, reforçando que o produto voltou a puxar o crescimento da Apple de forma contundente.
Receita e lucro superam previsões de Wall Street
A Apple registrou lucro por ação de US$ 2,84, superando a estimativa média do mercado, que era de US$ 2,67. No mesmo trimestre do ano anterior, o indicador havia sido de US$ 2,40.
A margem bruta também avançou, atingindo 48,2%, acima da projeção de 47,5%. Os números mostram que a Apple não apenas vendeu mais, como conseguiu manter rentabilidade elevada mesmo com volumes maiores.
Base ativa de dispositivos atinge novo patamar
A Apple informou que sua base ativa de dispositivos, que inclui iPhones, Macs e outros produtos, chegou a 2,5 bilhões de unidades em uso no mundo. O número era de 2,35 bilhões no ano anterior.
Esse dado é relevante porque indica o potencial de expansão do segmento de serviços da Apple, já que cada dispositivo ativo representa uma porta de entrada para assinaturas, publicidade e outras fontes recorrentes de receita.
China impulsiona crescimento regional da Apple
A Apple registrou desempenho especialmente forte na China, incluindo Taiwan e Hong Kong. A receita na região avançou 38%, alcançando US$ 25,53 bilhões, com o iPhone novamente como principal destaque.
Segundo a Apple, houve crescimento expressivo nas atualizações de aparelhos na China continental, além de aumento no número de consumidores que migraram de outras marcas para o ecossistema da empresa.
Nem todas as linhas acompanharam o ritmo do iPhone
Apesar do trimestre forte, algumas áreas da Apple tiveram desempenho mais moderado. A receita com Macs somou US$ 8,39 bilhões, queda de 7% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.
Já o iPad apresentou resultado positivo, com crescimento de 6% nas vendas, atingindo US$ 8,6 bilhões. Cerca de metade dos compradores do tablet no período eram novos usuários do produto, segundo a Apple.
Wearables e serviços mostram comportamentos diferentes
A divisão de Wearables, Casa e Acessórios da Apple, que inclui Apple Watch, AirPods e Vision Pro, registrou receita de US$ 11,49 bilhões, queda de 2% na comparação anual.
Por outro lado, o segmento de Serviços da Apple avançou 14% e atingiu US$ 30,01 bilhões. A empresa destacou o aumento da audiência do Apple TV, crescimento de assinaturas e maior contribuição de publicidade e garantias. Os serviços seguem como peça central da estratégia de longo prazo da Apple.
As ações da Apple reagiram de forma moderada após a divulgação do balanço, com alta de 0,8%, enquanto investidores analisam a sustentabilidade desse ritmo de crescimento nos próximos trimestres.
Você acha que a Apple consegue manter esse nível de vendas de iPhone e lucro nos próximos resultados ou esse trimestre foi um ponto fora da curva?
