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Milhões de brasileiros terão que trabalhar mais em 2026: a pontuação para se aposentar subiu para 93 e 103, a idade mínima aumentou e quem planejava sair este ano pode ter uma surpresa

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 16/04/2026 às 11:00
Atualizado em 16/04/2026 às 11:02
Trabalhador brasileiro planejando aposentadoria em 2026
Pontuação mínima subiu para 93 (mulheres) e 103 (homens) em 2026
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Reforma da Previdência de 2019 atualiza regras de transição: pontuação mínima sobe para 93 (mulheres) e 103 (homens), idade mínima progressiva vai para 59,5 e 64,5 anos — e milhões podem ter que adiar a aposentadoria

A partir de 1º de janeiro de 2026, as regras de transição para aposentadoria no Brasil ficaram mais rigorosas. A Emenda Constitucional nº 103/2019 prevê ajustes anuais progressivos.

A pontuação mínima subiu para 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. A soma é de idade + tempo de contribuição.

A idade mínima progressiva também subiu. Agora é de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens.

O tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. Não houve mudança nesse critério.

Quem planejava se aposentar em 2026 pela regra de transição pode ter que esperar mais. A cada ano, a exigência aumenta.

Trabalhador brasileiro calculando tempo para aposentadoria em 2026
A pontuação mínima subiu para 93 (mulheres) e 103 (homens) a partir de janeiro de 2026 — Imagem ilustrativa

As duas regras de transição que mudaram

A regra de pontos funciona assim: some sua idade ao tempo de contribuição. Se o total atingir o mínimo, você pode se aposentar.

Em 2025, o mínimo era 92 pontos (mulheres) e 102 (homens). Em 2026, subiu 1 ponto para cada.

A regra da idade mínima é diferente. Ela garante aposentadoria para quem tem longo tempo de contribuição, mesmo com idade um pouco menor.

Em 2025, a idade mínima era 59 anos (mulheres) e 64 (homens). Agora subiu meio ano para cada.

Os números atualizados para 2026

  • Regra de pontos — Mulheres: 93 pontos (idade + contribuição)
  • Regra de pontos — Homens: 103 pontos
  • Idade mínima — Mulheres: 59 anos e 6 meses
  • Idade mínima — Homens: 64 anos e 6 meses
  • Contribuição mínima — Mulheres: 30 anos
  • Contribuição mínima — Homens: 35 anos
  • Regra geral (quem não estava em transição): 62 anos (mulheres) / 65 (homens)

A regra geral não mudou: mulheres precisam de 62 anos de idade e 15 anos de contribuição. Homens precisam de 65 e 20.

Mas a regra geral só se aplica a quem começou a contribuir após novembro de 2019. Quem já contribuía antes usa as regras de transição.

Carteira de trabalho brasileira e calculadora sobre mesa
As regras de transição afetam quem já contribuía ao INSS antes de novembro de 2019 — Imagem ilustrativa

Exemplo prático: quem é atingido

Uma mulher com 55 anos e 37 anos de contribuição soma 92 pontos. Em 2025, se aposentaria. Em 2026, falta 1 ponto.

Ela terá que esperar mais 6 meses para completar os 93 pontos com 55,5 anos de idade.

Um homem com 62 anos e 40 de contribuição soma 102. Em 2025, se aposentaria pela regra de pontos. Em 2026, falta 1 ponto.

O impacto pode parecer pequeno — apenas meio ano a mais. Mas para quem já planejava a aposentadoria, a frustração é real.

Temas de economia do bolso como esse sempre geram interesse. Confira mais matérias sobre economia e finanças pessoais no CPG.

Boa notícia: isenção de IR até R$ 5.000

A partir de 2026, quem ganha até R$ 5.000 mensais está isento de Imposto de Renda. A faixa de isenção foi ampliada.

Isso beneficia a maioria dos trabalhadores e aposentados brasileiros. O 13º salário pode chegar inteiro, sem desconto de IR.

Aposentado brasileiro consultando extrato do INSS no celular
A isenção de IR até R$ 5.000 beneficia a maioria dos aposentados pelo INSS — Imagem ilustrativa

Regras continuam mudando — atenção ao planejamento

As regras de transição continuam subindo a cada 1º de janeiro. O aumento anual é de 1 ponto e meio ano de idade.

Quem está próximo da aposentadoria deve consultar o Meu INSS ou um advogado previdenciário para simular cenários.

A reforma de 2019 prevê transição até 2033. Após isso, todos seguirão a regra geral unificada.

Informações baseadas na nota oficial do INSS e reportagens da Agência Brasil. Consulte um profissional para análise individual.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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