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Após desaparecer quase completamente da natureza no século XX, uma planta pré-histórica passou a viver isolada em estufa, sobrevive há mais de 100 anos e se tornou um dos casos mais raros da botânica

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 26/01/2026 às 13:38
Planta pré-histórica Encephalartos woodii isolada em estufa histórica no Reino Unido, único exemplar verdadeiro conhecido da espécie.
Único exemplar verdadeiro da Encephalartos woodii vive isolado em estufa no Reino Unido há mais de um século, sem possibilidade de reprodução natural.
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Espécie pré-histórica mantida em estufa no Reino Unido segue sem chance de reprodução natural e levanta alertas sobre extinção funcional

Uma história botânica rara e silenciosa chama a atenção da comunidade científica internacional. A Encephalartos woodii, considerada a planta mais solitária do mundo, vive isolada há mais de 100 anos, sem qualquer possibilidade conhecida de reprodução natural. Atualmente, o único exemplar verdadeiro da espécie está preservado em estufa no Reino Unido, sob monitoramento constante de pesquisadores.

Trata-se de uma cicadófita, grupo vegetal extremamente antigo. Há mais de 200 milhões de anos, essas plantas dominavam a paisagem terrestre, convivendo com os dinossauros durante o período Jurássico. Naquele contexto, as cicadófitas chegaram a representar cerca de 20% da vegetação do planeta, oferecendo abrigo e alimento para diversas espécies pré-históricas.

Com o avanço das eras geológicas, porém, esse cenário mudou drasticamente. Após atravessar ao menos cinco grandes eras do gelo, entre milhões e milhares de anos atrás, as cicadófitas entraram em declínio. Como resultado desse processo prolongado, a Encephalartos woodii desapareceu quase por completo da natureza, restando apenas um indivíduo conhecido.

Fonte: Wikimedia Commons

Descoberta histórica marca o início do isolamento

O único exemplar da espécie foi identificado em 1895, no sudeste da África, mais precisamente em um declive do antigo Reino Zulu. O responsável pela descoberta foi o botânico John Medley Wood, que se impressionou com o formato semelhante ao de uma palmeira e com características incomuns da planta.

Naquele período, Wood coletou hastes do espécime e as enviou para a Inglaterra, onde foram replantadas para fins científicos. Desde então, a planta passou a ser cultivada e estudada no Royal Botanic Gardens, tornando-se um caso emblemático da botânica moderna.

Com o passar das décadas, pesquisadores aprofundaram as análises e identificaram o principal obstáculo à sobrevivência da espécie. A Encephalartos woodii é uma planta dioica, ou seja, necessita de indivíduos de sexos opostos para se reproduzir. No entanto, todos os exemplares conhecidos são do sexo masculino.

Reprodução impossível mantém espécie em estado crítico

Mesmo em condições controladas, o exemplar masculino demonstra comportamentos reprodutivos claros. Em determinadas épocas do ano, abre um cone repleto de pólen e emite calor, mecanismo natural para atrair polinizadores. Ainda assim, sem a presença de uma planta fêmea compatível, a fecundação nunca ocorre.

Segundo registros botânicos do Royal Botanic Gardens, Kew, esse comportamento é observado há décadas, reforçando a condição de extinção funcional da espécie. Apesar de estar viva, a planta não consegue gerar descendentes naturais, o que compromete sua continuidade evolutiva.

Clonagem preserva a planta, mas não salva a espécie

Tecnicamente, a Encephalartos woodii não existe apenas em um único local. Ao longo do século XX, cientistas realizaram clonagens vegetativas a partir do exemplar original, distribuindo cópias genéticas para estufas em diferentes países. Dessa forma, há vários indivíduos da espécie espalhados pelo mundo.

No entanto, existe uma limitação crucial. Todos esses exemplares são clones idênticos, sem diversidade genética. Por isso, embora consigam cruzar com espécies próximas, não produzem descendentes originais da Encephalartos woodii.

Enquanto isso, expedições científicas continuam tentando localizar uma planta fêmea nas florestas africanas, especialmente na África do Sul. Até hoje, porém, nenhuma evidência concreta foi encontrada. Assim, o último exemplar verdadeiro da espécie segue vivendo de forma solitária, preservado em estufa, como um raro testemunho vivo de um passado pré-histórico.

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Cassio van den Berg - Botânico Profissional
Cassio van den Berg - Botânico Profissional
30/01/2026 11:24

Então. Essa planta só foi encontrada uma, porém essa na estufa não é a única do mundo. Diferentes partes da planta original foram distribuídas. Essa semana mesmo eu fotografei outro pedaço dela no Jardim botânico de Kirstenbosch, na África do sul, pais de origem dela. O repelente aqui é que só foi achada 1 na natureza, e não está mais lá. Mas existem diferentes pedaços em diferentes coleções e países.

Molly Alice Campbell
Molly Alice Campbell
30/01/2026 02:05

En // Cephalo // artos , is a beautiful name. For a beautiful peace of fauna. I Miss the days, of megafauna, when the earth was younger, and more fair. The world has forgotten the Lorax, that speak for the trees. But anyone looking for a mate for a tree, need only ask its forrest friends, where to find …. others like it. Or Jack Dorsey, he was on a big tree planting kick a few years ago, Mais non?

I don’t think AI will ever be able to replicate the MAGIC of the natural order of the world, since everyone knows: King Phillip Came Over For Good Spaghetti! This is an **** kingdom, y’all. If you want to get a tree a girlfriend, might I recommend checking in with Daubentonia madagascariensis? Provided there are plenty of them left, to ask (I would hope!)

Dolly the sheep is a poor imitation, of real lambing.

There is only ONE of a kind chances, in the Wild. You cannot subvert, or control Mother Nature. You can’t cheat Gaia, or Rhea, or Me.

You cannot tame, what you cannot catch.

xoxox

Eugenio
Eugenio
27/01/2026 18:42

Eu acho que no comdominio que eu moro,tem a femea dessa planta,como faço pra emviar uma foto?

Molly Alice Campbell
Molly Alice Campbell
Em resposta a  Eugenio
30/01/2026 02:06

Do you live in New Jersey, by chance?

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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