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Starlink deixa de vender antenas para consumidores dos Estados Unidos, Canadá e México, e passa a cobrar aluguel mensal do equipamento em nova estratégia para internet via satélite

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 12/06/2026 às 20:33
Atualizado em 12/06/2026 às 20:35
Assista o vídeoStarlink altera modelo de negócio e passa a oferecer antenas apenas por aluguel em diversos mercados internacionais.
Starlink altera modelo de negócio e passa a oferecer antenas apenas por aluguel em diversos mercados internacionais. (Imagem gerada por IA).
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A Starlink iniciou uma mudança significativa em sua forma de comercializar equipamentos para internet via satélite. A empresa controlada por Elon Musk deixou de vender antenas para consumidores dos Estados Unidos, México, Canadá e outros mercados, adotando exclusivamente o sistema de locação dos aparelhos.

A alteração afeta novos assinantes dos planos residenciais e cria uma nova cobrança mensal vinculada ao uso do equipamento. Segundo o Tudo Celular, a estratégia poderá ser expandida para outros países futuramente, embora ainda não tenha sido implementada no Brasil.

Com a mudança anunciada pela Starlink, os clientes que desejarem contratar o serviço residencial não poderão mais comprar a antena. Em vez disso, o equipamento será disponibilizado por meio de aluguel.

Na prática, o usuário passa a pagar uma taxa adicional de US$ 10 por mês referente ao uso da antena. Dessa forma, um plano que anteriormente custava US$ 55 mensais passa a gerar uma cobrança total de US$ 65.

Além da mensalidade, a Starlink continua exigindo uma taxa de instalação de US$ 199 para novos assinantes em determinadas modalidades.

A principal diferença está na propriedade do equipamento. Antes, os consumidores adquiriam a antena e se tornavam donos do dispositivo utilizado para acessar a rede de satélites da Starlink.

Agora, o aparelho permanece vinculado à empresa. Outra consequência destacada pela companhia é que clientes que utilizarem antenas alugadas não terão a possibilidade de pausar o serviço temporariamente.

Segundo as informações divulgadas, a nova política é válida apenas para os planos residenciais.

Principais mudanças anunciadas

  • Fim da venda de antenas em determinados mercados;
  • Cobrança mensal adicional de US$ 10 pelo equipamento;
  • Taxa de instalação de US$ 199 mantida;
  • Impossibilidade de pausar o serviço para quem aluga a antena;
  • Aplicação inicial voltada aos planos residenciais.

A mudança representa uma nova fonte de receita recorrente para a operação da Starlink. Em vez de receber um valor único pela venda do equipamento, a empresa passa a obter pagamentos mensais relacionados ao aluguel das antenas.

Starlink altera modelo de negócio e passa a oferecer antenas apenas por aluguel em diversos mercados internacionais. (Imagem do CANVA)
Starlink altera modelo de negócio e passa a oferecer antenas apenas por aluguel em diversos mercados internacionais. (Imagem do CANVA)

Os números apresentados ajudam a entender a lógica do modelo. Anteriormente, uma antena da Starlink era comercializada por US$ 499 nos Estados Unidos. Com a cobrança mensal de US$ 10, o valor equivalente ao equipamento seria recuperado após pouco mais de quatro anos de assinatura.

Somente depois desse período, segundo a análise apresentada, a receita proveniente da locação passaria a representar ganho adicional para a companhia.

Oferta especial busca atrair novos assinantes

Enquanto amplia o modelo de aluguel, a Starlink também mantém uma condição diferenciada para um dos seus pacotes.

A empresa informa em seu site oficial que clientes que aderirem ao plano Max ficam dispensados da taxa de instalação. Esse pacote possui mensalidade de US$ 130.

Assim, a companhia combina a nova política de locação com incentivos destinados aos consumidores que optarem por planos de valor mais elevado.

Expansão para outros países está nos planos

Embora a alteração já esteja em vigor em mercados como Estados Unidos, México e Canadá, a própria Starlink afirma que a estratégia poderá chegar a outras regiões futuramente.

Por enquanto, os consumidores brasileiros continuam tendo acesso ao formato tradicional de aquisição dos kits da empresa.

Ainda não há informações sobre datas ou cronogramas para uma eventual implementação do novo sistema no Brasil. A companhia apenas sinalizou que a expansão da política faz parte de seus planos.

Dessa forma, a Starlink consolida uma estratégia baseada não apenas na assinatura dos planos de conectividade, mas também na cobrança contínua pelo hardware necessário para utilizar o serviço.

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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