Reportagem mostrou como uma criança transformou habilidade com edição de vídeos em curso online, levantando discussões sobre internet, aprendizado precoce, orientação familiar e caminhos para empreendedores
Cinco anos atrás, uma história exibida no jornal Fala Brasil, da Record, chamou atenção por um motivo simples e raro: um menino de apenas 7 anos conseguiu transformar um conhecimento que muitas crianças usam só por diversão em algo com cara de projeto, produto e negócio. Na época, a reportagem do R7 apresentou o garotinho como um pequeno empreendedor que decidiu ensinar aquilo que já dominava: edição de vídeos.
Como nasceu a ideia?
A ideia nasceu de um fenômeno que já estava em alta e só cresceria: crianças cada vez mais conectadas, aprendendo rápido e consumindo conteúdo digital o tempo todo.
Em vez de ficar apenas do lado de quem assiste, ele foi para o outro lado da tela. Segundo a matéria, o menino criou uma cartilha para explicar, passo a passo, como editar vídeos e organizou esse conteúdo em formato de curso online, com estrutura de ensino mesmo, indo além de “dicas soltas” na internet.
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O que mais surpreendeu, naquele momento, foi o contraste entre idade e execução. A reportagem tratou o projeto como um exemplo de criança que não apenas navega nas plataformas, mas consegue transformar habilidade em produto, algo que normalmente se associa a adultos ou adolescentes.
O conteúdo ganhou destaque justamente por mostrar que, com orientação e foco, o ambiente digital pode virar espaço de aprendizado prático e até geração de renda.
O caso também repercutiu em vídeo, reforçando a curiosidade do público com a ideia de um “curso feito por criança para ensinar uma habilidade de gente grande”.
As informações são do R7.
Você também pode gostar: Menino atravessa quatro países a pé, percorre 2,8 mil km e sai da Itália até Londres para dar um abraço inesquecível na avó

Em 2020, um caso chamou a atenção. Se é verdade que avós fazem qualquer coisa pelos netos, a história do menino britânico Romeo Cox, então com 11 anos, mostra que o amor também pode caminhar no sentido inverso.
Morando com a família em Palermo, na região da Sicília, Itália, o menino decidiu atravessar a pé as fronteiras da Itália, Suíça, França e Inglaterra apenas para dar um abraço em sua avó Rosemary, de 77 anos, que vive na pequena cidade histórica de Witney, em Oxfordshire, Reino Unido.
A jornada, que parece saída de um livro de aventuras, nasceu da saudade acumulada ao longo de meses e se transformou em uma experiência de conexão familiar, superação e empatia.
Uma caminhada movida pela saudade
Acompanhado do pai, Phil, então com 46 anos, Romeo iniciou a travessia no dia 20 de junho. O percurso de 2,8 mil km foi concluído em 21 de setembro, quando os dois chegaram a Londres.
No entanto, o encontro com Rosemary só aconteceu no dia 4 de outubro, pois pai e filho precisaram cumprir 14 dias em quarentena antes do tão esperado abraço.
A distância entre neto e avó começou a crescer no ano anterior, quando os pais de Romeo se mudaram da Inglaterra para a Itália.
Com a pandemia do novo coronavírus, nenhuma visita pôde ser feita desde então. A caminhada surgiu, portanto, como resposta direta a esse vazio afetivo.
Um desafio de caminhada que virou causa solidária
A ideia, segundo a família, parecia uma loucura no início. Mesmo assim, Phil decidiu encarar a aventura por enxergar nela uma chance de passar mais tempo ao lado do filho.
Além disso, a dupla aproveitou a caminhada para arrecadar fundos para instituições de apoio a refugiados.
De acordo com o site britânico Mirror, a arrecadação rendeu cerca de R$ 80 mil e foi inspirada por um amigo de Romeo, Randolph, que migrou de Gana para a Itália.
“Ele caminhou ainda mais, mas sem comida, sem água e com medo”, contou o garoto, reforçando o desejo de transformar a própria experiência em algo maior.
“Nunca pensamos em desistir”
Em entrevista ao The Sun, Romeo relatou que a ansiedade para ver a avó aumentava a cada dia do trajeto. Mesmo diante das dificuldades, a vontade de seguir em frente permaneceu intacta.
“Nós nos perdemos algumas vezes. Dormimos debaixo de um ninho de vespas, o que não era uma boa ideia, e ficamos com os pés ensanguentados, mas nunca pensamos em desistir”, afirmou.
Já em conversa com o Daily Mail, o menino descreveu o momento do reencontro. “Chegando mais perto da casa da vovó, comecei a correr e deixei meu pai para trás. Demos o melhor abraço de todos, eu realmente senti falta dela.”
Rosemary, que passou o isolamento social sozinha, disse ter ficado emocionada e orgulhosa. No início, ela sequer acreditou na dimensão da jornada.
Para a avó, ver o neto depois de tanto tempo foi especial e inesquecível.
Além da longa caminhada, pai e filho dividiram pequenos momentos cotidianos ao longo do percurso, reforçando laços que, segundo eles, se tornaram ainda mais fortes durante a travessia.
Com informações de Gazeta do Povo.


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