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Aos 101 anos, dona Hafiza segue renovando a CNH e mantendo a rotina no volante, passa por junta médica no Detran, garante habilitação até os 104, sem multas, e vira símbolo de autonomia na velhice

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 09/02/2026 às 20:52
Assista o vídeoIdosa de 101 anos renova CNH no Detran-MS após junta médica, sem multas, mantém rotina ao volante e garante habilitação válida até os 104.
Idosa de 101 anos renova CNH no Detran-MS após junta médica, sem multas, mantém rotina ao volante e garante habilitação válida até os 104.
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Renovação da CNH aos 101 anos chama atenção por unir idade avançada, avaliação médica rigorosa e manutenção da rotina ao volante em Campo Grande, com habilitação válida por mais três anos, ausência de multas e confirmação oficial do Detran-MS, transformando um procedimento burocrático em exemplo concreto de mobilidade e independência na velhice.

Aos 101 anos, a campo-grandense Hafiza Abussafi Ennes renovou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) após passar por avaliação médica no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul.

Após a aprovação no procedimento, ela recebeu autorização para seguir habilitada por mais três anos, até completar 104, dentro dos critérios definidos pela legislação de trânsito.

A renovação, confirmada pelo órgão estadual, ocorreu no dia do aniversário da motorista, na agência central do Detran-MS, em Campo Grande, o que ampliou a atenção em torno do atendimento.

O episódio ganhou destaque pela combinação entre idade avançada e manutenção da rotina ao volante, sempre dentro das exigências previstas para condutores que precisam comprovar aptidão para dirigir.

Na sala de espera, o clima mudou quando a informação de que uma centenária renovava a CNH começou a circular entre os usuários do serviço.

Conforme entrevistas publicadas à época, pessoas que aguardavam atendimento reagiram com aplausos ao perceberem que Hafiza concluía o processo no balcão, sem qualquer tipo de tratamento fora do rito administrativo.

Renovação da CNH no dia do aniversário

Idosa de 101 anos renova CNH no Detran-MS após junta médica, sem multas, mantém rotina ao volante e garante habilitação válida até os 104.
Idosa de 101 anos renova CNH no Detran-MS após junta médica, sem multas, mantém rotina ao volante e garante habilitação válida até os 104.

Em vez de transferir a renovação para outra data, Hafiza optou por cumprir a etapa no próprio aniversário, transformando o compromisso em parte da agenda do dia.

A escolha, descrita em reportagens locais, deu forma a uma cena simples e direta, facilmente reconhecível por quem acompanhava o atendimento.

Uma idosa chega ao órgão de trânsito, refaz os exames exigidos e deixa o local com o documento válido por mais três anos.

Durante o processo, foi realizada avaliação por junta médica, etapa obrigatória para verificar condições de saúde e aptidão, conforme as regras aplicáveis ao perfil do condutor.

No caso dela, a liberação ocorreu após a checagem dos requisitos e a atualização do prontuário, segundo relato feito pela própria motorista em entrevista.

Ao comentar o atendimento, Hafiza atribuiu a decisão exclusivamente à análise feita no momento do exame, sem apontar qualquer exceção.

“O médico fez os exames novamente, viu que eu não tenho multa e nem infração, e renovou por mais três anos”, afirmou.

Autonomia e mobilidade na velhice

O interesse em torno da história também se explica porque ela dispensa discursos abstratos sobre envelhecimento.

Nos registros jornalísticos, o que se observa é uma sequência concreta de ações ligadas à rotina.

Ela agenda o atendimento, vai até a agência, passa pelos exames e mantém, dentro do que foi autorizado, a possibilidade de se deslocar com o próprio carro para compromissos do dia a dia.

Em cidades como Campo Grande, deslocamentos curtos para consultas, mercado, farmácia e compromissos pessoais frequentemente determinam o grau de dependência ou autonomia na organização da agenda.

Por essa razão, para parte do público, a CNH acaba funcionando como símbolo de independência, e não apenas como um documento de trânsito.

Ainda assim, a repercussão não se sustenta apenas pelo significado simbólico.

A atenção cresce porque o caso reúne elementos verificáveis, como a confirmação do Detran-MS, a data do atendimento e o prazo de validade concedido.

Esse conjunto contribuiu para afastar a lógica de relato informal e manteve a história ancorada em informações objetivas.

Motoristas idosos e dados do Detran-MS

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Embora a imagem de uma motorista centenária pareça incomum, o próprio Detran-MS já divulgou números que ajudam a contextualizar o cenário no estado.

De acordo com levantamento do órgão, Mato Grosso do Sul registrou 208 condutores com mais de 90 anos que renovaram a habilitação nos últimos cinco anos.

Mesmo diante desse universo, o Detran-MS informou, nas reportagens sobre a renovação, que Hafiza era apontada como a condutora mais antiga em exercício em Campo Grande naquele período.

Essa combinação entre dados oficiais e a identificação de um caso específico ampliou o alcance da história para além do noticiário local.

Avaliação médica e validade da habilitação

As publicações que noticiaram a renovação destacaram um aspecto central do processo.

Não houve exceção administrativa.

A autorização foi concedida após avaliação médica, e a validade do documento foi definida com prazo determinado, conforme ocorre quando a análise profissional estabelece as condições para dirigir e a periodicidade de reavaliação.

Além disso, a forma como Hafiza trata o tema contribuiu para sustentar o interesse do público.

Em entrevistas, ela não apresentou o episódio como algo extraordinário, mas como parte de uma rotina que inclui tarefas e compromissos médicos.

“Entra no carro, me acompanha até o médico, que conversamos. Estou apressada”.

Essa naturalidade também aparece em outra fala reproduzida na cobertura jornalística.

“Você acha que vale a pena viver até os 100 anos ou mais?”. “Pode ser que sim, mas, é muito trabalhoso”.

Ao reunir data, procedimento, confirmação oficial e falas registradas em entrevista, o caso de Hafiza se consolidou como uma narrativa de mobilidade em idade avançada, sem perder de vista o critério central da segurança.

A condução permanece permitida apenas quando os requisitos exigidos são avaliados e atendidos no momento da renovação.

Em situações como essa, o que deveria pesar mais no debate público.

A idade estampada no documento ou o resultado objetivo da avaliação que atesta, naquele momento, a aptidão para dirigir com responsabilidade?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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