Selecionada em concurso internacional, estudante da Rede Adventista do Rio de Janeiro exibirá duas obras no Carrossel do Louvre, espaço dedicado a novos talentos, em outubro de 2024

Aos 10 anos, Sophia Helena Moreira de Oliveira já vive uma conquista que muitos artistas levam décadas para alcançar. A estudante da Rede Adventista de Educação, moradora de Madureira, no Rio de Janeiro, foi selecionada em um concurso internacional e terá duas obras expostas no Carrossel do Louvre, em Paris, em outubro de 2024.
A informação foi divulgada pelo portal oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, que destacou a trajetória da menina desde os primeiros desenhos no Colégio Adventista de Jacarepaguá até a conquista internacional no museu mais visitado do mundo.
Além disso, o feito não representa apenas uma vitória pessoal. Ele simboliza, sobretudo, a força do talento brasileiro que ultrapassa fronteiras e ganha espaço em um dos centros culturais mais importantes do planeta.
-
“Não parece a Índia”: arquiteto britânico elogia planejamento urbano, limpeza e segurança dessa cidade planejada em um país com 1.476.625.576 habitantes
-
Enquanto o nome Trump volta ao mercado imobiliário de alto padrão, Ivanka Trump anuncia o projeto Sazan; ilha mediterrânea deve reunir hotéis, praias, lazer e residências exclusivas
-
Desempregado e com um filho para sustentar, Joab transformou café quente em recomeço: acorda às 2h, vende na Anhanguera, deixa motoristas pagarem depois pelo “Pix da confiança” e conquista a internet mesmo quando alguns seguem viagem sem depositar
-
Triângulo das Bermudas: mistério real está no fundo da Terra e não nos navios desaparecidos; cientistas encontram camada rochosa de 20 km sob o Atlântico, formada há mais de 30 milhões de anos a quase 50 km de profundidade
O talento descoberto ainda na infância
A história de Sophia começa cedo. Ainda aos 6 anos, enquanto estudava no Pré II do Colégio Adventista de Jacarepaguá, sua professora percebeu que havia algo diferente nos traços da aluna. Diferentemente das outras crianças da mesma idade, Sophia demonstrava habilidades artísticas acima da média.
Diante disso, a professora entrou em contato com a mãe, Daniele Moreira, e recomendou que investisse no dom da filha. A partir daquele momento, o que era apenas uma habilidade natural começou a ganhar direcionamento e incentivo.
Com o passar dos anos, o talento se tornou cada vez mais evidente. Aos 7 anos, Sophia pediu à mãe sua primeira tela. Foi ali que surgiu um de seus primeiros quadros: a figura de Jesus, posteriormente exposta em uma feira do Clube de Aventureiros, programa infantil da Igreja Adventista do Sétimo Dia que promove atividades recreativas, educativas e espirituais.
Posteriormente, aos 9 anos, ela iniciou aulas em um ateliê especializado. No primeiro dia, começou a pintar sua primeira tela profissional com tinta acrílica, intitulada “A casa de Friburgo”. Segundo relatos, tanto a professora quanto os colegas ficaram impressionados com a maturidade artística da menina.
Atualmente, Sophia produz paisagens, animais e obras abstratas em tinta acrílica. Seu objetivo, segundo ela própria, é transmitir alegria, pensamentos positivos e interesse pela arte e cultura por meio de suas pinturas.
De Madureira para o Carrossel do Louvre
Madureira, bairro tradicional do subúrbio carioca, agora passa a integrar simbolicamente o mapa artístico internacional. Isso porque Sophia foi selecionada em um concurso global que escolhe jovens talentos para exposição no Carrossel do Louvre, espaço anexo ao famoso museu francês dedicado à valorização de novos artistas.
A exibição está marcada para outubro de 2024, e duas obras da jovem brasileira estarão presentes no evento. Assim, aos 10 anos, ela se torna uma das artistas mais jovens do Brasil a ter trabalhos apresentados nesse circuito internacional.
O presidente da Associação Rio Sul (ARS), pastor Geovane Souza, destacou a relevância do feito. Segundo ele, ver crianças descobrindo seus talentos e dedicando-os a Deus gera um profundo senso de missão cumprida.
Além disso, o diretor da Rede Adventista do centro-sul do Rio de Janeiro, professor Robledo Moraes, reforçou que a educação adventista busca identificar e desenvolver altas habilidades. Ele citou, inclusive, uma reunião realizada em 2018 com a doutora Cristina Delou, especialista brasileira em altas habilidades, que afirmou que todas as escolas possuem alunos com potencial elevado o desafio é identificá-los e estimulá-los adequadamente.
Portanto, a trajetória de Sophia também evidencia a importância do ambiente escolar no desenvolvimento de talentos.
Fé, disciplina e visão de futuro
Embora ainda seja uma criança, Sophia demonstra maturidade ao falar sobre sua conquista. Ao receber a notícia da seleção para o Louvre, relatou ter sentido ansiedade e medo, mas também confiança. Segundo ela, procura entregar suas preocupações nas mãos de Deus, acreditando que Ele dirige sua vida.
Criada em um lar adventista, a menina sempre esteve envolvida com as atividades da igreja. Consequentemente, vê na arte uma forma de testemunhar sua fé e impactar positivamente outras pessoas.
Enquanto muitas crianças de sua idade se dedicam exclusivamente a brinquedos ou jogos eletrônicos, Sophia prefere passar horas desenhando e pintando. Para ela, cada quadro representa não apenas técnica, mas também propósito.
Além do Carrossel do Louvre, seus trabalhos já foram expostos na galeria Design.art e na Aliança Francesa, em Friburgo. Dessa forma, a exposição em Paris surge como continuidade de uma trajetória que já vinha sendo construída com dedicação e constância.
E, embora ainda esteja no início da jornada, Sophia já demonstra que talento, quando aliado a incentivo familiar, educação estruturada e disciplina, pode romper qualquer fronteira geográfica.
Você acredita que investir no talento de uma criança pode mudar completamente o rumo da vida dela?


-
-
4 pessoas reagiram a isso.