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Antaq discute problemas na movimentação de cargas nos portos brasileiros, devido à falta de contêineres e altos custos com frete internacional

29 de abril de 2022 às 10:53
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Apesar dos portos brasileiros possuírem um grande déficit de contêineres, o principal problema que cerca as operações de movimentação de cargas no Brasil, atualmente, são os altos custos com frete internacional e a falta de previsibilidade no mercado, segundo a Antaq
Foto: Porto de Santos. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)




Apesar dos portos brasileiros possuírem um grande déficit de contêineres, o principal problema que cerca as operações de movimentação de cargas no Brasil, atualmente, são os altos custos com frete internacional e a falta de previsibilidade no mercado, segundo a Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários, também conhecida como Antaq, comentou durante a última terça-feira, (26/04), sobre as questões que dificultam a logística de movimentação de cargas no Brasil e afirmou que os altos custos de frete internacional e a falta de previsibilidade do mercado são os principais problemas dos portos brasileiros. Ao contrário da falta de contêineres no país, como muitos complexos portuários acabam pensando.

Falta de contêineres no Brasil não é o principal problema dos portos brasileiros e Antaq dá destaque aos altos custos que estão presentes na cadeia de frete internacional

Uma das discussões mais presentes dentro do setor portuário brasileiro nos últimos meses é a falta de contêineres no país e como esse problema vem afetando a cadeia logística de movimentação de cargas no mercado nacional. No entanto, a Antaq abriu uma discussão sobre outras questões mais importantes no segmento portuário atual e afirmou que esse não é o principal motivo das exportações brasileiras estarem apresentando uma queda durante os últimos meses. 

Assim, a Antaq ressalta o aumento do frete internacional e a falta de previsibilidade para o embarque e o desembarque de cargas em algumas regiões como os principais desafios enfrentados pelo mercado nacional. A agência ainda destacou, em uma nota oficial, que “Na exportação, as cargas têm se acumulado nos portos esperando o embarque. Já na importação, a cadeia produtiva nacional tem sofrido com a ausência de matérias-primas que deixam de chegar no país no tempo programado”.

Além disso, um outro problema muito presente nos últimos meses que vem contribuindo para esses resultados na logística de movimentação de cargas nos portos brasileiros é o fechamento de portos em decorrência da pandemia de covid-19 e o congestionamento de navios no exterior afetam diretamente os portos brasileiros porque as linhas de navegação são altamente conectadas. No entanto, essa é uma questão que vem sendo resolvida ao longo do último ano e não impacta tão fortemente o país como os altos custos de frete internacional, por exemplo, e a falta de contêineres no Brasil. 

Crise de contêineres que afeta o Brasil é motivada pelo mercado internacional e não pode ser taxada como uma questão de logística meramente interna, segundo a Antaq

Ainda falando sobre a principal questão do setor de portos atualmente no Brasil, o alto custo de frete internacional, a Antaq comentou que grande parte desse problema vem sendo causado pela crise de contêineres, mas que essa é uma questão do mercado internacional. Assim, essa falta dos equipamentos foi motivada pela alta demanda nos grandes portos exportadores, como Ásia, Estados Unidos e a Europa, que são mais rentáveis comparado a outros países, como o Brasil.

Além disso, esses países ainda contam com uma grave questão logística que é a falta de motoristas para as operações de transporte de cargas dentro das próprias nações, o que também impacta na logística final da movimentação de cargas entre os portos internacionais. Com isso, os exportadores são penalizados com atrasos na entrega de produtos, alta de preço do frete e cobranças pelo tempo de permanência da carga nos portos, causando um problema em cadeia nos portos de todo o mundo. 

Por isso, a Antaq tranquiliza o setor de portos brasileiros em relação aos problemas com os contêineres e se dispõe a continuar se esforçando para a redução dos altos custos do frete internacional ao longo dos próximos meses no país.


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