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Bandeira amarela: conta de luz terá aumento de 7% em 2025, aponta Aneel

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 06/12/2025 às 18:42 Atualizado em 06/12/2025 às 18:48
Aneel estima aumento de 7% na conta de luz em 2025; energia sobe acima da inflação com impacto da bandeira tarifária e da bandeira amarela.
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Aneel estima aumento de 7% na conta de luz em 2025; energia sobe acima da inflação com impacto da bandeira tarifária e da bandeira amarela.

Os consumidores devem preparar o orçamento para uma alta expressiva: a conta de luz pode subir 7% em 2025, segundo projeção divulgada pela Aneel nesta sexta-feira (05/12/2025).

A estimativa, que vale para todo o país, supera a inflação prevista para o período e ocorre em um momento em que a bandeira tarifária está na cor amarela, encarecendo a energia para todos os brasileiros.

O aumento, explica a agência, decorre principalmente do crescimento dos custos da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e de uma devolução menor do tributo PIS/Cofins, originalmente estimada para reduzir tarifas.

Com isso, a Aneel responde à pergunta que mais preocupa consumidores: por que a conta de luz vai ficar mais cara? A autarquia atribui o efeito tarifário ao comportamento dos encargos setoriais e aos ajustes regulatórios que impactam diretamente o bolso do consumidor.

Inflação menor, mas energia mais cara: projeção da Aneel supera IPCA e IGP-M

Embora a tarifa de energia deva avançar 7%, os principais indicadores inflacionários do país apontam para números mais modestos.

De acordo com o boletim InfoTarifa 2025, da própria Aneel, o IGP-M — conhecido como “inflação do aluguel” — deve registrar recuo de 0,5% no período. Já o IPCA, índice oficial de inflação, deve subir 4,4%, ainda abaixo do reajuste tarifário.

Essa diferença mostra que a pressão na conta de luz não está ligada apenas à inflação clássica, mas principalmente aos encargos que financiam políticas públicas do setor elétrico e ao comportamento das bandeiras tarifárias ao longo do ano.

CDE cresce e pressiona a conta de luz em 2025

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é o principal fator que puxará as tarifas para cima.

Segundo a Aneel, os valores necessários para cobrir subsídios, políticas de universalização do acesso à energia e incentivos para determinados segmentos ficaram mais altos do que o previsto anteriormente.

Além disso, a agência afirma que “a devolução realizada do tributo PIS/COFINS foi inferior ao anteriormente estimado”, o que impede uma redução adicional na tarifa média.

Na prática, isso significa que parte do alívio esperado para os consumidores não se concretizou.

Bandeira tarifária amarela: conta sobe menos que em novembro, mas segue mais cara

Desde dezembro, as contas passaram para a bandeira tarifária amarela, com cobrança menor do que no mês anterior, quando estava ativada a bandeira vermelha patamar 1.

A bandeira atual gera custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kW/h, bem abaixo dos R$ 4,46 cobrados anteriormente na bandeira vermelho.

Mesmo assim, o sistema de bandeiras permanece como um dos fatores que influenciam diretamente a conta de luz, funcionando como um alerta para períodos de maior custo de geração de energia.

O que esperar para 2025

Com inflação controlada, mas pressões crescentes nos encargos do setor elétrico, o consumidor deve enfrentar um cenário desafiador em 2025.

A expectativa da Aneel é de que o reajuste médio fique acima das projeções econômicas gerais, reforçando a importância de uso consciente da energia e acompanhamento das mudanças na bandeira tarifária.

Enquanto isso, o mercado observa com atenção os próximos boletins da agência, que podem ajustar — para cima ou para baixo — as projeções divulgadas.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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