Com alta de 7,5% nos acidentes elétricos no primeiro semestre de 2025, totalizando 1.168 ocorrências no Brasil e 110 em Minas Gerais, sendo 17 mortes por choque elétrico, Cemig alerta para cinco riscos elétricos domésticos frequentemente ignorados pela população
A Cemig alertou que riscos elétricos presentes na rotina doméstica contribuíram para 1.168 acidentes no Brasil no primeiro semestre de 2025, alta de 7,5%, segundo a Abracopel, incluindo 110 casos em Minas Gerais e 17 mortes por choque elétrico.
Riscos elétricos crescem e preocupam autoridades do setor
A eletricidade está presente em praticamente todas as atividades do cotidiano. A Cemig informa que muitos riscos elétricos são subestimados por fazerem parte da rotina, o que ajuda a explicar números considerados alarmantes de acidentes no país.
De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade Abracopel, no primeiro semestre de 2025 foram registrados 1.168 acidentes de origem elétrica no Brasil. O número representa alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024.
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Em Minas Gerais, o levantamento aponta 110 acidentes no semestre, com 17 mortes decorrentes de choque elétrico. Diante desse cenário, a Cemig destaca cinco situações comuns vistas como inofensivas, mas que representam riscos elétricos reais à segurança das famílias.
Tirar roupas da máquina ligada aumenta riscos elétricos
Ambientes úmidos aumentam significativamente o risco de choque elétrico. Retirar roupas da máquina de lavar ainda ligada à tomada pode provocar descargas, principalmente se houver falhas de aterramento ou ausência do dispositivo DR, obrigatório em áreas molhadas.
Recentemente, houve acidentes fatais nessas circunstâncias na Bahia e em Santa Catarina. A combinação de água, eletricidade e falhas na instalação amplia os riscos elétricos e expõe moradores a situações potencialmente fatais.
Uso de T’s e benjamins sobrecarrega instalação e amplia riscos elétricos
A sobrecarga de tomadas é apontada como uma das principais causas de incêndios residenciais. Benjamins e T’s forçam a instalação elétrica, aquecem fios e podem gerar curtos-circuitos.
A prática é comum no Brasil, mas exige mudança de hábito urgente para evitar acidentes. A sobrecarga contribui para o aumento dos riscos elétricos dentro das residências e pode resultar em danos materiais e vítimas.
Celular carregando e instalações antigas elevam riscos elétricos
O uso de celulares e tablets enquanto estão sendo carregados expõe o usuário a riscos elétricos e superaquecimento do aparelho. O perigo aumenta quando o carregamento ocorre próximo a tecidos como sofás, camas e cortinas, que facilitam a propagação de incêndios.
Não observar se a rede comporta a potência de chuveiros, micro-ondas, fritadeiras elétricas, ar-condicionado e aquecedores também amplia riscos elétricos. Instalações inadequadas podem causar aquecimento excessivo da fiação e provocar incêndios.
Grande parte dos acidentes ocorre em residências com fiação envelhecida e sem revisão periódica. Com o aumento de aparelhos elétricos nas casas, instalações antigas deixam de suportar a carga necessária.
Fios e cabos fora do padrão, muitas vezes de má qualidade, agravam o risco de choques e incêndios, problema apontado pela Abracopel como uma das principais causas do cresciemnto dessas ocorrências.
Segundo o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, a prevenção passa por hábitos simples como revisar periodicamente a instalação elétrica, evitar improvisações, utilizar equipamentos certificados, instalar o dispositivo DR e contar com profissionais qualificados para qualquer intervenção elétrica.
“Segurança no uso da energia elétrica não é um ato pontual. É um hábito que salva vidas”, reforça José Firmo do Carmo Júnior.
Fonte: CEMIG

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