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Alguém está envenenando árvores de parque em Florianópolis com furadeira e substância roxa e a prefeitura só ficou sabendo porque uma voluntária resolveu investigar sozinha o que estava acontecendo

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 26/04/2026 às 13:40 Atualizado em 26/04/2026 às 13:46
Árvores do Parque Ilha das Conchas em Florianópolis foram perfuradas com furadeira e preenchidas com substância roxa. Voluntária denunciou o envenenamento.
Árvores do Parque Ilha das Conchas em Florianópolis foram perfuradas com furadeira e preenchidas com substância roxa. Voluntária denunciou o envenenamento.
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Mais de dez árvores do Parque Ilha das Conchas em Florianópolis foram encontradas com perfurações de furadeira preenchidas por substância roxa em caso de envenenamento que a prefeitura só descobriu após denúncia de voluntária, e que agora é investigado pela Floram e pela Guarda Municipal.

Alguém está atacando as árvores de um dos parques comunitários mais conhecidos da parte continental de Florianópolis, e a prefeitura não sabia de nada até que uma moradora decidiu investigar por conta própria. Uma voluntária que realizava vistoria informal no Parque Ilha das Conchas, no bairro Abraão, encontrou mais de dez árvores com perfurações nos troncos e uma substância de coloração arroxeada depositada dentro dos furos, cenário que levanta forte suspeita de envenenamento deliberado. A denúncia chegou à Secretaria do Meio Ambiente do Município no fim da tarde de sábado (25), e o secretário Alexandre Waltrick classificou o caso como “maldade” ao avaliar as imagens gravadas por moradores no local.

As marcas nos troncos das árvores indicam que quem realizou as perfurações utilizou equipamento mecânico. Vídeos feitos por moradores mostram furos circulares compatíveis com brocas de furadeira, e resquícios de serragem foram encontrados no solo ao lado das árvores atingidas, evidência que descarta causas naturais para os orifícios. A substância arroxeada encontrada dentro das perfurações ainda não foi identificada oficialmente, mas sua presença em mais de dez troncos no mesmo parque configura padrão que sugere ação planejada e não acidente isolado. A Floram, órgão ambiental do município, informou que o caso foi direcionado aos fiscais e que a vistoria presencial está no cronograma da próxima semana.

O que se sabe sobre o envenenamento das árvores no Parque Ilha das Conchas

Árvores do Parque Ilha das Conchas em Florianópolis foram perfuradas com furadeira e preenchidas com substância roxa. Voluntária denunciou o envenenamento.

O parque fica no bairro Abraão, na área continental da capital catarinense, e tem caráter comunitário que o torna ponto de convivência para moradores da região. A voluntária que descobriu as árvores perfuradas não tinha relação oficial com a prefeitura: tratava-se de moradora que decidiu percorrer o espaço por iniciativa própria e que se deparou com o líquido arroxeado ao examinar os troncos mais de perto. Sem essa vistoria informal, as perfurações poderiam ter permanecido sem detecção por tempo suficiente para que a substância completasse o dano que aparentemente foi projetada para causar.

O secretário Waltrick afirmou em entrevista que as equipes de fiscalização da Floram e da Guarda Municipal verificariam a situação ainda no domingo (26). O secretário declarou que a secretaria ainda não tinha informações detalhadas e que as equipes iriam ao local verificar, mas ressaltou que o que aparece nas imagens “provavelmente foi maldade” e que “certamente não é algo natural”, declarou o secretário, reconhecendo que não se trata de fenômeno natural e que a verificação de câmeras de vigilância na região pode ajudar a identificar quem perfurou as árvores. A expectativa era de que até o final do domingo a secretaria já tivesse informações preliminares sobre a natureza da substância e sobre possíveis responsáveis.

Por que alguém perfuraria árvores com furadeira e colocaria substância dentro

Árvores do Parque Ilha das Conchas em Florianópolis foram perfuradas com furadeira e preenchidas com substância roxa. Voluntária denunciou o envenenamento.

O envenenamento de árvores urbanas não é fenômeno inédito no Brasil. Casos semelhantes já foram registrados em diversas cidades do país, e a motivação mais comum é a eliminação de exemplares que proprietários de imóveis consideram incômodos por razões como sombreamento excessivo, queda de folhas sobre telhados, danos a calçadas provocados por raízes ou obstrução de fachadas comerciais. O método de perfurar o tronco com furadeira e injetar herbicida ou outra substância tóxica é utilizado justamente porque produz a morte da planta de forma gradual e pouco visível, dificultando a identificação do momento e do autor do envenenamento.

No caso do Parque Ilha das Conchas em Florianópolis, o cenário é particularmente grave porque as árvores estão em área pública de preservação comunitária. Envenenar vegetação em parque público configura crime ambiental previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), com penas que incluem multa e detenção, e o fato de que mais de dez exemplares foram atingidos no mesmo local indica que o responsável agiu de forma sistemática e não impulsiva. A motivação específica ainda é desconhecida, mas a investigação da Floram e da Guarda Municipal pode esclarecer se existe relação entre as árvores atingidas e algum interesse imobiliário, comercial ou pessoal na área.

O papel da voluntária que descobriu o ataque às árvores

A denúncia que colocou a prefeitura em ação partiu de uma pessoa sem vínculo institucional com a administração municipal. A voluntária estava fazendo o tipo de trabalho que, em tese, deveria ser realizado regularmente por equipes de manutenção e fiscalização ambiental do próprio município, e o fato de que o envenenamento de mais de dez árvores só veio à tona porque uma moradora decidiu caminhar pelo parque e olhar com atenção levanta questões sobre a frequência e a qualidade da inspeção que espaços públicos de Florianópolis recebem. As perfurações com furadeira e o depósito de substância nos troncos não são ações discretas: deixam marcas visíveis que qualquer fiscal treinado identificaria numa ronda de rotina.

O caso reforça a importância da participação comunitária na proteção de espaços públicos. A prefeitura publicou o telefone (48) 3952-0188 para que moradores denunciem situações semelhantes, reconhecendo implicitamente que a capacidade de fiscalização institucional depende da colaboração de quem frequenta os parques e áreas verdes diariamente. Para as árvores já atingidas, a velocidade da resposta determinará se os exemplares podem ser salvos: dependendo da substância utilizada e do tempo de exposição, o dano pode ser reversível se tratado rapidamente ou fatal se ignorado por mais alguns dias.

O que a prefeitura prometeu fazer para proteger as árvores e identificar o responsável

A Floram confirmou que a vistoria presencial está programada e que a investigação buscará tanto identificar a substância quanto localizar o autor das perfurações. A verificação de câmeras de segurança na região do parque é a principal linha de investigação anunciada pelo secretário Waltrick, já que o ato de perfurar mais de dez troncos com furadeira exige tempo e equipamento que poderiam ter sido registrados por sistemas de vigilância de imóveis próximos. A Guarda Municipal participa da apuração porque o caso envolve potencial crime ambiental em área pública.

Para os moradores do Abraão que utilizam o Parque Ilha das Conchas como espaço de lazer e convivência, a situação gera indignação e preocupação. As árvores de um parque comunitário são patrimônio coletivo, e o ataque deliberado contra elas afeta não apenas o ecossistema local, mas a qualidade de vida de todos que dependem da sombra, do ar limpo e da paisagem que a vegetação proporciona. Se a investigação confirmar envenenamento, Florianópolis terá que decidir não apenas como punir o responsável, mas como evitar que o mesmo aconteça novamente em outros parques da cidade.

E você, já presenciou envenenamento de árvores na sua cidade? Acha que a fiscalização ambiental deveria ser mais frequente? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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