1. Início
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / CEO de empresa espacial afirma que humanos vão morar na Lua ainda nesta década e que a base será um habitat inflável com suporte à vida em um lugar onde ninguém pisou há mais de 50 anos
Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 6 comentários

CEO de empresa espacial afirma que humanos vão morar na Lua ainda nesta década e que a base será um habitat inflável com suporte à vida em um lugar onde ninguém pisou há mais de 50 anos

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 26/04/2026 às 01:40
Atualizado em 26/04/2026 às 02:09
O CEO da Voyager prevê humanos vivendo na Lua até 2032 em habitat inflável. A NASA redesenhou o Artemis e projeta pouso em 2028. Saiba o que muda.
O CEO da Voyager prevê humanos vivendo na Lua até 2032 em habitat inflável. A NASA redesenhou o Artemis e projeta pouso em 2028. Saiba o que muda.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
97 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Dylan Taylor, CEO da Voyager Technologies, prevê humanos vivendo na Lua por volta de 2032 em base com habitat inflável, enquanto a NASA redesenhou o programa Artemis e projeta a missão 4 para o primeiro pouso humano no polo sul lunar em 2028, mais de 50 anos após a Apollo 17.

O CEO da empresa de tecnologia espacial Voyager Technologies acredita que a Lua terá moradores permanentes antes do fim desta década. Dylan Taylor afirmou em entrevista à CNBC que pessoas estarão vivendo e trabalhando no satélite natural da Terra por volta de 2030 ou 2032, previsão que ganha contexto após o sucesso da missão Artemis 2, que elevou a expectativa global por novas missões tripuladas à Lua e colocou o retorno humano à superfície lunar como objetivo concreto e não mais como aspiração distante. Para Taylor, a corrida pela Lua está apenas começando, e a base que permitirá habitação prolongada será provavelmente um habitat inflável equipado com sistemas de suporte à vida capazes de manter seres humanos num ambiente onde não há atmosfera, água líquida nem proteção natural contra radiação.

A previsão do CEO coincide com um momento de reorganização nos planos da NASA. A missão Artemis 3, que originalmente levaria astronautas de volta à superfície da Lua, foi redefinida como voo tripulado de testes em órbita terrestre com previsão para meados de 2027, e o primeiro pouso humano do programa ficou para a Artemis 4, agora projetada para 2028 com foco no polo sul lunar. O adiamento reflete desafios técnicos que uma auditoria recente da NASA identificou, mas não altera a trajetória geral: a humanidade caminha para retornar à Lua mais de 50 anos depois da última pegada deixada pela Apollo 17 em 1972, e desta vez a intenção é ficar.

O que Dylan Taylor prevê como base para humanos morarem na Lua

O CEO da Voyager prevê humanos vivendo na Lua até 2032 em habitat inflável. A NASA redesenhou o Artemis e projeta pouso em 2028. Saiba o que muda.

A visão do CEO da Voyager Technologies para habitação lunar passa por estruturas infláveis, tecnologia que ocupa pouco espaço durante o transporte e se expande ao chegar ao destino, criando ambientes internos com volume suficiente para acomodar tripulações por períodos prolongados. Habitats infláveis são considerados uma das soluções mais viáveis para a Lua porque podem ser lançados compactados dentro de foguetes e depois pressurizados na superfície, gerando espaços habitáveis sem a necessidade de construir estruturas rígidas com materiais levados da Terra, processo que seria exponencialmente mais caro e complexo. O suporte à vida dentro dessas bases incluiria sistemas de reciclagem de ar e água, proteção contra a radiação cósmica e regulação térmica para enfrentar variações de temperatura que na Lua oscilam entre 127°C durante o dia e menos 173°C à noite.

A localização mais provável para essa base é o polo sul da Lua, região que concentra o interesse científico por abrigar crateras permanentemente sombreadas onde existe gelo de água. Esse gelo poderia ser extraído e processado para fornecer água potável, oxigênio respirável e até hidrogênio para combustível, recursos que tornariam a base parcialmente autossuficiente e reduziriam a dependência de suprimentos enviados da Terra. Taylor não especificou se a Voyager Technologies participará diretamente da construção dessas bases, mas a empresa já opera no setor com o projeto Starlab, estação espacial comercial que está programada para substituir a Estação Espacial Internacional quando esta for aposentada em 2030.

Por que a NASA adiou o pouso na Lua e o que isso muda nos planos

O CEO da Voyager prevê humanos vivendo na Lua até 2032 em habitat inflável. A NASA redesenhou o Artemis e projeta pouso em 2028. Saiba o que muda.

O cronograma do programa Artemis passou por revisões que afetam diretamente o prazo para que humanos voltem a pisar na Lua. A Artemis 3, antes planejada como missão de pouso, foi rebaixada para voo de testes tripulados em órbita terrestre previsto para meados de 2027, decisão que transferiu o primeiro contato humano com a superfície lunar para a Artemis 4, agora estimada para 2028. Uma auditoria da NASA apontou que o pouso poderia atrasar até três anos além do planejado original, cenário que colocaria a meta de Taylor de moradores na Lua até 2032 dentro de uma janela apertada mas não impossível.

O sucesso da Artemis 2, que levou astronautas ao redor da Lua sem pousar, demonstrou que os sistemas fundamentais do programa funcionam. O foguete SLS e a cápsula Orion completaram a missão tripulada que era pré-requisito para todas as etapas seguintes, validando a capacidade da NASA de enviar pessoas à vizinhança lunar com segurança. A questão que resta não é se humanos voltarão à Lua, mas quando o sistema de pouso estará pronto para levá-los à superfície e, posteriormente, quando a infraestrutura permitirá que permaneçam lá por períodos que justifiquem a classificação de “morar” em vez de apenas “visitar”.

O que a Voyager Technologies tem a ver com o futuro da Lua

A Voyager Technologies abriu capital em junho do ano passado e se posiciona como empresa de infraestrutura espacial com projetos que vão além da órbita terrestre. O Starlab, principal iniciativa da empresa, é a estação espacial comercial projetada para assumir as funções da ISS após sua aposentadoria em 2030, e a experiência acumulada nesse projeto dá à empresa conhecimento técnico sobre sistemas de suporte à vida em ambiente espacial que poderia ser transferido para habitats lunares. Dylan Taylor também prevê que data centers operacionais no espaço estarão em funcionamento dentro de cinco anos, visão que indica a amplitude das ambições da empresa.

O CEO reconhece que desafios técnicos significativos permanecem. Manter seres humanos vivos na Lua por períodos prolongados exige soluções para problemas que a ISS enfrenta em escala menor na órbita terrestre: radiação, microgravidade (na Lua é um sexto da terrestre), poeira lunar abrasiva que danifica equipamentos e pulmões, e o isolamento psicológico de viver a 384 mil quilômetros da civilização mais próxima. Cada um desses obstáculos tem solução teórica, mas nenhum foi testado na prática por períodos superiores a alguns dias, e o intervalo entre 2028 e 2032 é curto para resolver tudo simultaneamente.

O que significa para a humanidade voltar à Lua depois de mais de 50 anos

A última vez que um ser humano pisou na Lua foi em dezembro de 1972, quando os astronautas da Apollo 17 deixaram o satélite após três dias de exploração. Desde então, mais de meio século se passou sem que nenhuma nação enviasse tripulantes de volta, intervalo que transformou o pouso lunar de conquista rotineira em feito histórico que uma geração inteira conhece apenas por fotografias e vídeos. O retorno planejado pelo programa Artemis e a previsão de Taylor de moradores permanentes até o início da próxima década representam não apenas avanço tecnológico, mas mudança de paradigma: a Lua deixaria de ser destino de expedições breves para se tornar local de trabalho e pesquisa contínua.

Para Taylor, a corrida pela Lua está apenas começando. Se sua previsão se confirmar e humanos estiverem vivendo em habitats infláveis na superfície lunar por volta de 2032, a década de 2030 será lembrada como o período em que a humanidade deixou de ser espécie exclusivamente terrestre e deu o primeiro passo concreto para se tornar civilização multiplanetária. A Lua é o laboratório mais acessível que temos para aprender a viver fora da Terra, e cada base construída lá será ensaio para o desafio muito maior que vem depois: Marte.

E você, acredita que humanos vão morar na Lua ainda nesta década ou acha que os prazos são otimistas demais? Deixe sua opinião nos comentários.

Inscreva-se
Notificar de
guest
6 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Elenilton Andrade
Elenilton Andrade
29/04/2026 21:19

ATE PODEM TENTAR MAS JÁ MAIS VÃO CONSEGUIR MORAR NA LUA MUITO MENOS EM MARTE, É UMA MENTIRA DIZER QUE EM 72 ALGUEM PISOU NA LUA, EM VEZ DE CUIDARWM E PROTEGEREM O PLANETA TERRA QUE NUNCA VAI EXESTIR OUTRO IGUAL, QUEREM EMPORCALHAR OUTROS PLANETAS DEUS NÃO VAI PERMITIR. TALVEZ EU NEM ESTEJA MAIS VIVO PARA VER ,MAS ISSO NÃO VAI ACABAR BEM,

Éder
Éder
27/04/2026 15:22

Deveriam ir lá esse ano morar já que estiveram lá na idade da pedra, quando não existiam celulares, tablets, iPad, TV digital. Os carros que andavam os maís modernos eram Fusca, a Variant, o Fiat 47. Era para estar já em júpiter com o avanço da tecnologia automotiva, tecnológica, agrícola, empresarial, industrial nem se fala. Parece que espacial não conseguiu seguir o mesmo exemplo. Até regrediu, muito estranho. Porquê foram e “pisaram na Lua hoje fazem um vôo em volta…. Da mesma. Rsrtstfsfs

Amigo
Amigo
Em resposta a  Éder
29/04/2026 02:12

Quanta ignorância em um só comentário, então entende **** nenhuma do espaço sidera e só falou m****l!!!

Fábio
Fábio
27/04/2026 04:54

Parem de delirar. Nunca viverão lá fora.
Quem viver, verá!

Amigo
Amigo
Em resposta a  Fábio
29/04/2026 02:12

Vc quem delirou, putzzz!!!

Tags
Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
6
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x