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A trégua depois do último ciclone acabou: nova frente fria atinge cinco estados entre sábado e domingo com até 100 milímetros de chuva, risco de granizo e rajadas de vento que podem causar estragos do Rio Grande do Sul até São Paulo

Publicado em 12/04/2026 às 15:31
Atualizado em 12/04/2026 às 15:36
Nova frente fria atinge cinco estados com temporais de até 100 mm, granizo e rajadas. Sul é o mais afetado neste domingo.
Nova frente fria atinge cinco estados com temporais de até 100 mm, granizo e rajadas. Sul é o mais afetado neste domingo.
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Uma nova frente fria deve mudar o tempo no Brasil entre a noite de sábado (11) e o domingo (12), colocando Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo na rota de temporais com acumulados de até 100 mm, granizo e rajadas de vento, segundo o INMET.

Uma nova frente fria começa a reorganizar a atmosfera sobre o Brasil a partir da noite deste sábado (11) e coloca cinco estados em alerta: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma área de baixa pressão está ganhando força sobre o Sul do país e deve produzir pancadas fortes, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo ao longo do fim de semana. As projeções indicam acumulados de até 100 milímetros nas áreas mais afetadas, o suficiente para provocar alagamentos, enxurradas e cortes de energia.

O timing é particularmente ruim para quem esperava um fim de semana tranquilo depois dos transtornos causados pelo último ciclone. A nova frente fria chega antes que muitas cidades do Sul tenham se recuperado completamente, e o padrão de instabilidade previsto pelo INMET é claro: nuvens carregadas sobre o oeste e o centro-sul gaúcho já no sábado à noite, avançando para Santa Catarina e Paraná ao longo do domingo. Mato Grosso do Sul e São Paulo ficam na borda do sistema, com pancadas mais localizadas mas ainda relevantes.

Como a nova frente fria se forma e por que traz temporais

A nova frente fria nasce quando uma área de baixa pressão organiza a atmosfera e cria uma faixa de encontro entre o ar mais quente que domina o interior do Brasil e o ar mais frio que avança do sul. É dessa colisão que surgem as condições para chuvas intensas, trovoadas e vento: o ar quente sobe rapidamente, forma nuvens de grande desenvolvimento vertical e, quando a instabilidade é forte o suficiente, produz granizo. No mapa meteorológico, o sistema aparece como uma linha técnica; na vida real, ele se manifesta como mudança brusca no céu em questão de horas.

Neste episódio, a nova frente fria começa a ganhar força entre a tarde e a noite de sábado, primeiro sobre o Sul do país. Ao longo do domingo, o sistema avança e espalha a instabilidade em direção ao norte, alcançando o sul de Mato Grosso do Sul e o oeste de São Paulo. O ponto fundamental para quem mora nesses cinco estados é entender que o núcleo mais intenso fica na Região Sul, enquanto os outros dois estados recebem os efeitos laterais da nova frente fria, com pancadas localizadas mas ainda potencialmente perigosas.

Onde a nova frente fria oferece maior risco neste fim de semana

O setor mais preocupante fica entre o oeste do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina já no sábado à noite. Cidades como Uruguaiana e Chapecó entram em uma faixa de maior sensibilidade, com chance real de temporais organizados, vento mais intenso e queda de granizo. No domingo, a chuva se espalha pelo território gaúcho e alcança áreas do Paraná, incluindo trechos do oeste e sudoeste do estado.

Essa distribuição geográfica explica por que o alerta menciona cinco estados, mas o foco principal da nova frente fria permanece no Sul. Em Mato Grosso do Sul e em parte de São Paulo, o sistema não deve reproduzir o mesmo padrão de chuva ampla e organizada observado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O cenário mais provável para esses dois estados é de pancadas localizadas com temporais isolados, especialmente no decorrer da tarde de domingo, afetando áreas próximas de Campo Grande, Ponta Porã e Presidente Prudente.

Quanto pode chover e quais são os riscos concretos

As projeções do INMET indicam que os maiores acumulados da nova frente fria devem se concentrar entre o oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, com volumes entre 50 mm e 100 mm até o fim do domingo nas áreas mais favorecidas pela instabilidade. O problema principal não está apenas no total de chuva, mas na velocidade com que ela pode cair: quando o acumulado vem em poucas horas, o risco de alagamentos, enxurradas, cortes de energia e danos a estruturas frágeis aumenta significativamente.

O vento merece atenção especial. Em temporais mais organizados, como os que a nova frente fria deve produzir no Sul, as rajadas podem provocar transtornos rápidos, principalmente em áreas urbanas, com queda de galhos, placas e estruturas metálicas. Também não se descarta queda de granizo, um tipo de ocorrência comum quando a atmosfera está muito instável e há nuvens de grande desenvolvimento vertical. O domingo pode terminar com problemas localizados em parte do Sul, e a recomendação do INMET é que moradores dessas regiões redobrem a atenção.

A nova frente fria vai trazer frio intenso desta vez?

Apesar de o nome sugerir queda de temperatura, esta nova frente fria não deve repetir a sensação de frio mais forte observada no início da semana. O efeito dominante deste episódio tende a ser mais de instabilidade atmosférica do que de uma massa polar intensa. O destaque do fim de semana é a chuva, os temporais e o vento, não uma derrubada ampla e agressiva das temperaturas no centro-sul do país.

Essa distinção importa porque muitas pessoas associam automaticamente qualquer nova frente fria a uma onda de frio. Nem sempre funciona assim. Algumas frentes entram mais carregadas de chuva e vento, enquanto o ar frio que vem atrás delas é mais modesto. Neste caso, o fim de semana será marcado pela mudança no céu, pelas pancadas e pelos temporais, sem que as temperaturas caiam de forma dramática na maior parte dos cinco estados afetados. Quem mora no Rio Grande do Sul pode sentir algum resfriamento após a passagem da nova frente fria, mas nada comparável a episódios polares mais intensos.

Recomendações para quem mora nos cinco estados afetados

O INMET e a Defesa Civil reforçam orientações práticas para quem vive nas áreas atingidas pela nova frente fria. Evitar enfrentar ruas alagadas e áreas com enxurrada é a regra mais importante, pois a maior parte dos acidentes fatais em temporais ocorre quando pessoas tentam atravessar pontos de alagamento a pé ou de carro. Durante rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores nem próximo de placas e estruturas metálicas que possam ser arrancadas.

Outras medidas preventivas incluem retirar objetos soltos de quintais, varandas e sacadas antes da chegada da nova frente fria, desligar aparelhos da tomada se houver trovoadas e redobrar a atenção com telhados e veículos expostos em caso de granizo. Em situações de emergência, os números da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193) devem ser acionados imediatamente. Acompanhar as atualizações na página de alertas do INMET é a forma mais segura de saber se a intensidade do sistema mudou ou se novos estados foram incluídos na área de risco.

A nova frente fria chega neste fim de semana com temporais de até 100 mm, granizo e rajadas de vento em cinco estados. Você mora em alguma dessas regiões? Já sentiu os efeitos do último ciclone? Conte nos comentários como está a situação na sua cidade.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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