A antiga Ponte do Rio Vitim, na Transbaikália, mede 570 metros, tem dois metros de largura, não possui corrimãos, permanece congelada grande parte do ano e liga Kuanda ao exterior
Escondida na Sibéria, na Rússia, a Ponte do Rio Vitim cruza o Rio Vitim e chama atenção por risco extremo, largura mínima e uso improvisado por moradores da região da Transbaikália.
O que é a Ponte do Rio Vitim
O rio Vitim é um importante afluente do Rio Lena, e a ponte atravessa seu curso com estrutura metálica antiga coberta por tábuas de madeira deterioradas.
A passagem tem apenas dois metros de largura, não possui corrimãos e é estreita até para um carro comum, exigindo extrema precisão dos motoristas.
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Ponte de quase R$ 400 milhões no Brasil ficou pronta para ligar cidades, gerar empregos e reduz travessia de 30 para 2 minutos; com 1,24 km, entra entre as maiores do país e acaba com décadas de filas nas balsas.
Para atravessar, é necessário seguir por uma faixa mínima suspensa sobre água congelada, sem qualquer dispositivo de segurança que impeça quedas laterais.
A superfície de madeira frequentemente fica escorregadias por causa da neve e do gelo constantes, aumentando o risco durante a maior parte do ano.
Dimensões e condições da travessia
A ponte integra a desafiadora estrada BAM, considerada uma das rotas de aventura mais difíceis do planeta, especialmente durante o inverno siberiano rigoroso.
Com 570 metros de comprimento e situada a 15 metros acima da água, a estrutura mal comporta um veículo e permanece congelada por longos períodos.
A travessia leva cerca de 3 minutos, mesmo para um motorista experiente, devido à necessidade de manter alinhamento preciso constante.
Completar o percurso é considerado façanha, a ponto de 34 pessoas criarem uma página no Facebook dedicada exclusivamente à experiência extrema.
Origem e construção da ponte
A ponte foi construída na década de 1980 para uso ferroviário, o que explica a ausência total de barreiras de proteção laterais.
A estrutura metálica recebe travessas ferroviárias simplesmente apoiadas, sem conexão entre si, aumentando a instabilidade durante a passagem de veículos.
Alega-se que não houve reparos nas quatro décadas desde sua construção, deixando a manutenção sob responsabilidade de quem decide atravessar.
Quem se aventura precisa, muitas vezes, substituir tábuas danificadas por conta própria antes de tentar cruzar o rio congelado.
Importância para a vila de Kuanda
A ponte conecta a pequena vila de Kuanda ao restante da região, sendo a única ligação terrestre direta disponível para seus moradores.
O projeto original previa integração à ferrovia principal Baikal-Amur, mas nunca foi concluído conforme planejado.
Com isso, os 1.500 habitantes passaram a utilizar a antiga estrutura ferroviária como acesso cotidiano, apesar dos riscos evidentes.
Esses antecedentes ajudam a explicar por que a ponte permanece ativa, mesmo em condições precárias e sem qualquer modernização estrutural.
Com informações de Dangerousroads.

