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A parte superior de uma estátua monumental atribuída ao faraó Ramsés II, pesando entre cinco e seis toneladas e com cerca de 2,2 metros, foi descoberta no sítio de Tel al-Faraoun, no Delta do Nilo, revelando uma presença mais forte do que se imaginava do grande faraó no norte do Egito

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 03/06/2026 às 15:55 Atualizado em 03/06/2026 às 15:59
A parte superior de uma estátua atribuída a Ramsés II, de 5 a 6 toneladas e 2,2 m, foi descoberta em Tel al-Faraoun, no Delta do Nilo, e revela um reuso antigo.
A parte superior de uma estátua atribuída a Ramsés II, de 5 a 6 toneladas e 2,2 m, foi descoberta em Tel al-Faraoun, no Delta do Nilo, e revela um reuso antigo.
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Sem pernas e sem base, o torso e a cabeça em calcário já pesam o equivalente a um carro grande. Os arqueólogos reconhecem o estilo de Ramsés, o Grande, mas há um detalhe revelador: o monumento provavelmente nasceu em outra cidade e foi arrastado até ali milhares de anos atrás, para ser reaproveitado.

A parte superior de uma estátua monumental atribuída ao faraó Ramsés II, pesando entre cinco e seis toneladas e com cerca de 2,2 metros de altura preservada, foi descoberta no sítio de Tel al-Faraoun, no Delta do Nilo. Segundo as autoridades egípcias, o achado revela uma presença mais forte do que se imaginava do grande faraó no norte do Egito, lançando nova luz sobre as práticas religiosas e políticas da região na Antiguidade.

A descoberta foi anunciada em 22 de abril de 2026 pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, em conjunto com o Conselho Supremo de Antiguidades, e feita por uma missão arqueológica egípcia. Antes de tudo, um esclarecimento importante: os especialistas atribuem a estátua a Ramsés II com base em características artísticas e na iconografia real, mas, como a peça está incompleta e desgastada, trata-se de uma identificação provável, e não de uma certeza absoluta, algo comum nesse tipo de achado arqueológico.

O que foi encontrado em Tel al-Faraoun

A parte superior de uma estátua atribuída a Ramsés II, de 5 a 6 toneladas e 2,2 m, foi descoberta em Tel al-Faraoun, no Delta do Nilo, e revela um reuso antigo.
A peça impressiona pelo tamanho, mesmo estando incompleta. 

Foi encontrada apenas a metade superior da estátua, ou seja, o torso e a cabeça esculpidos em calcário, faltando a parte inferior com as pernas e a base, mas o fragmento preservado já mede cerca de 2,2 metros de altura e pesa entre cinco e seis toneladas, dimensões compatíveis com o gosto de Ramsés II por monumentos grandiosos.

Apesar do estado de conservação comprometido pelo tempo, a estátua mantém elementos que permitiram aos pesquisadores associá-la ao faraó, como detalhes do tradicional toucado real e características artísticas típicas do período conhecido como Novo Império.

Os arqueólogos acreditam que a peça pode ter feito parte de uma tríade, um conjunto de três estátuas que costumava retratar o rei ao lado de divindades, arranjo comum nos templos egípcios.

Quem foi Ramsés II, o grande faraó

Para entender a importância do achado, é preciso conhecer o personagem. 

Ramsés II, também chamado de Ramsés, o Grande, foi um dos faraós mais poderosos e celebrados do Egito Antigo, tendo governado por cerca de 66 anos, entre aproximadamente 1279 e 1213 antes de Cristo, durante a 19ª dinastia, em um reinado marcado por conquistas militares e por uma intensa atividade de construção de templos e monumentos.

Justamente por seu longo reinado e sua obsessão por se eternizar em pedra, Ramsés II é um dos governantes mais representados da história egípcia, com inúmeras estátuas espalhadas pelo país.

Vale mencionar que alguns estudiosos, com base na tradição, especulam que ele teria sido o faraó associado à história bíblica de Moisés e do Êxodo, embora essa relação seja objeto de debate e não haja consenso histórico definitivo a respeito.

O mistério do transporte e do reaproveitamento

A parte superior de uma estátua atribuída a Ramsés II, de 5 a 6 toneladas e 2,2 m, foi descoberta em Tel al-Faraoun, no Delta do Nilo, e revela um reuso antigo.
Talvez o aspecto mais fascinante da descoberta esteja em sua origem. 

Estudos preliminares sugerem que a estátua não foi feita originalmente para Tel al-Faraoun, mas sim na cidade de Pi-Ramsés, a grandiosa capital fundada pelo próprio Ramsés II no Delta, sendo depois transportada para o novo local na Antiguidade para ser reutilizada em um complexo religioso, segundo as autoridades egípcias.

Esse reaproveitamento de monumentos reais era uma prática relativamente comum no Egito Antigo, refletindo tanto aspectos práticos quanto simbólicos da cultura da época.

Transportar uma peça desse porte, mesmo na Antiguidade, exigia equipes numerosas de trabalhadores, planejamento logístico e o aproveitamento das rotas fluviais ligadas ao Nilo.

O fato mostra como centros regionais mantinham conexões com as grandes capitais reais, adaptando monumentos antigos para novos usos religiosos.

O que a descoberta revela sobre a região

O achado ajuda a recontar a história de um local pouco conhecido do grande público. 

Conhecido na Antiguidade como Imet, o sítio de Tel al-Faraoun se confirma como um importante centro religioso de diferentes períodos da história egípcia, ainda que seja muito menos famoso do que destinos consagrados como Luxor e Abu Simbel, guardando um patrimônio arqueológico considerado extremamente valioso pelos especialistas.

Segundo Hisham El-Leithy, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, e Mohamed Abdel-Badie, chefe do setor de antiguidades egípcias, o achado é uma importante evidência para o estudo das dinâmicas religiosas e de poder no Delta oriental.

Após a escavação, a estátua foi transferida para um depósito em San El-Hagar, onde passará por trabalhos de restauração.

Os arqueólogos acreditam que novos monumentos e artefatos ainda podem estar enterrados na área.

A descoberta da estátua atribuída a Ramsés II em Tel al-Faraoun é mais um capítulo fascinante da inesgotável história do Egito Antigo, revelando não só a grandiosidade dos monumentos do faraó, mas também os engenhosos hábitos de transporte e reaproveitamento de obras na Antiguidade.

Ainda que a identificação seja provável e dependa de estudos futuros, o achado reforça a importância de uma região menos conhecida e alimenta a expectativa por novas revelações sob as areias do Delta do Nilo.

Afinal, mesmo depois de milênios de pesquisas, o Egito continua surpreendendo o mundo.

E você, se interessa pelos mistérios do Egito Antigo e pela história de faraós como Ramsés II? O que achou de saber que uma estátua de seis toneladas foi transportada e reaproveitada há milhares de anos? Deixe seu comentário, conte o que mais te fascina sobre o Egito e compartilhe a matéria com quem ama história, arqueologia e as civilizações antigas.

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Hilda Vital da Silva
Hilda Vital da Silva
06/06/2026 17:00

Maravilhoso parabens pela descoberta

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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