Em Karachi, a Colônia Leiteira de Landhi concentra a maior produção de leite do mundo e abriga um projeto internacional que transforma toneladas de resíduos animais em energia e fertilizante, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo a economia local
A Colônia Leiteira de Landhi, também chamada de Colônia Bhains, fica no distrito de Malir, em Karachi. Ela é conhecida porque abastece mais de 80% do leite consumido na cidade. Essa estrutura gigantesca tornou o local essencial para o abastecimento diário, além de representar um polo econômico importante na região.
A Agência Neozelandesa para o Desenvolvimento Internacional financiou um projeto piloto para transformar resíduos animais em energia e fertilizante.
A iniciativa nasceu com a intenção de reduzir a poluição e melhorar as condições de vida de quem vive na colônia.
-
Inter ganha sinal verde nos Estados Unidos e prepara uma virada internacional que pode levar 5,5 milhões de clientes da Conta Global para dentro de uma nova estrutura bancária própria
-
Pix cresce sem derrubar cartões e dados revelam virada inesperada no mercado brasileiro de pagamentos digitais
-
A PEC da hora flexível, que permitiria pagar o trabalhador apenas pelas horas efetivamente trabalhadas, começou a tramitar no Senado e já gera debate, com a oposição defendendo mais liberdade de escolha e sindicatos alertando para o risco de precarização do emprego
-
Ingressos da Copa do Mundo despencam antes da estreia, viram dor de cabeça para a Fifa e levantam a pergunta que ninguém queria fazer: vai sobrar cadeira vazia?
Além disso, o plano tentava enfrentar o acúmulo crescente de resíduos, que era um problema antigo no distrito.
Como tudo começou
A colônia está nos arredores de Karachi. Ela foi fundada em 1958 em uma área de 752 acres e foi projetada para abrigar 15.000 animais. A proposta inicial era criar um espaço organizado para concentrar a produção leiteira.
Hoje, porém, o cenário mudou muito. A região abriga cerca de 1.500 fazendas distribuídas por 6,5 km². Essa expansão ocorreu porque a demanda de leite cresceu muito nas últimas décadas.
O rebanho atual chega a aproximadamente 400.000 animais, sendo 95% búfalos e 5% vacas. Há também ovelhas e cabras, mas em número desconhecido.
Essa estrutura gigante produz cerca de quatro milhões de litros de leite todos os dias. É uma quantidade que destaca a colônia como a maior do mundo nesse segmento.

Rotina dos criadores de búfalos
Os búfalos são a principal fonte de leite no Paquistão. O padrão se repete na colônia. Cada produtor costuma ter até 200 animais, o que mostra como a produção é pulverizada entre muitas famílias.
A maioria dos animais é mantida apenas no período de lactação. Portanto, entre 10% e 12% do rebanho é substituído mensalmente.
Quando o ciclo acaba, muitos animais são vendidos para criadores ou para abate. Apenas uma parte é mantida para reprodução.
Esse movimento constante também ajuda a explicar a intensidade das trocas com Punjab e Sindh, regiões ricas em gado.
O desafio dos resíduos da maior colônia de búfalos do mundo
O volume de esterco acompanha o tamanho do rebanho. Todos os dias, cerca de 7.200 toneladas de dejetos são produzidas. Antes do projeto, não havia tratamento adequado.
Isso gerava acúmulo, mau cheiro e descarte no mar. A falta de alternativas pressionava o meio ambiente e a saúde pública.
Por isso, a ideia de converter esterco em energia se tornou crucial. Ela prometia resolver um problema ambiental sério e ainda gerar benefícios econômicos.
A usina de geração de energia
A primeira usina termelétrica movida a gás de esterco foi planejada com capacidade de 25 MW. A usina transformaria o esterco em metano e também geraria fertilizante.
Portanto, o projeto ajudaria Karachi a enfrentar sua necessidade urgente de eletricidade.
A usina também produz 1.500 toneladas de fertilizante natural por dia. Esse volume reforça como o esterco passou a ter valor econômico.
A inauguração do projeto contou com a presença do Ministro do Comércio da Nova Zelândia, Phil Goff, e do Nazim de Karachi, Syed Mustafa Kamal.
A cerimônia destacou o impacto regional da iniciativa, que buscava unir sustentabilidade e desenvolvimento social.

O início da parceria internacional
O plano começou em 2005, quando a NZAID investiu até US$ 500.000. Em abril de 2007, o projeto foi inaugurado oficialmente.
Na ocasião, Phil Goff afirmou que as organizações envolvidas podiam se orgulhar da iniciativa. Ele também destacou que a parceria fortalecia ainda mais as relações entre Nova Zelândia e Paquistão.
Syed Feroz Shah, diretor da National Engineer Corporation, informou que este foi o segundo projeto de crédito de carbono do país. Esse detalhe reforça a dimensão ambiental da proposta.
Outras colônias de gado em Karachi
Karachi abriga outras áreas de produção leiteira, como a Sociedade de Laticínios Al-Momin, a Colônia Nagori, a Colônia Surjani, a Colônia Bilal e a Colônia Saif. Todas ajudam a sustentar a cadeia produtiva da cidade.
Com informações de Wikipedia.

-
-
-
-
22 pessoas reagiram a isso.