Centro de Convenções West Bund, em Xangai, combina design em forma de diamante e inteligência artificial para criar espaço tecnológico às margens do rio Huangpu voltado a eventos e inovação
Um prédio em Xangai, na China, chama atenção pelo formato de diamante e pelo uso de inteligência artificial no projeto. Localizado às margens do rio Huangpu, o Centro de Convenções West Bund foi concebido como espaço para eventos tecnológicos, simbolizando avanços recentes no design arquitetônico.
Design do prédio orientado por tecnologia
O edifício integra soluções modernas desenvolvidas com apoio de inteligência artificial, empregada como ferramenta central no processo criativo conduzido por arquitetos experientes e equipes técnicas multidisciplinares.
O projeto buscou equilibrar estética, funcionalidade e sustentabilidade, respeitando limitações do terreno e diretrizes estabelecidas previamente pelos profissionais responsáveis pela concepção arquitetônica final.
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A empresa SOM (Skidmore, Owings & Merrill) adotou a tecnologia para testar alternativas de forma e estrutura, sem delegar decisões finais exclusivamente aos sistemas automatizados.
Segundo a própria empresa, o método permitiu avaliar rapidamente combinações geométricas complexas, otimizando o uso de materiais e a eficiência estrutural ao longo do desenvolvimento.
Processo de criação assistido por IA
A inteligência artificial foi aplicada dentro de um fluxo de trabalho assistido, no qual algoritmos ajudaram a ajustar ângulos da fachada e volumes gerais do edifício.
Esse processo inovador resultou em um layout compacto e vertical, pensado para maximizar desempenho estrutural, sustentabilidade e experiência do usuário no espaço interno.
A empresa afirma que a abordagem também otimizou a integridade estrutural, mantendo coerência visual e funcional em um projeto de alta complexidade urbana.
Apesar do uso intensivo de tecnologia, os arquitetos permaneceram no controle criativo, definindo parâmetros e avaliando criticamente cada solução sugerida.
Limites e papel dos arquitetos
Em entrevista à CNN, Scott Duncan, sócio de design da SOM, ressaltou que a IA não substituí o julgamento humano no processo arquitetônico.
Segundo Scott Duncan, o algoritmo ainda não distingue o que é belo, funcionando como ferramenta para economizar tempo e refinar propostas existentes.
Duncan destacou que a tecnologia oferece precisão difícil de alcançar manualmente, especialmente em cálculos estruturais e ajustes geométricos complexos durante o desenvolvimento.
O projeto se insere em um contexto mais amplo de experimentação tecnológica na arquitetura chinesa, onde soluções digitais vêm sendo incorporadas gradualmente a grandes empreendimentos.
Com informações de R7.
