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A Austrália caça raposas sem parar, gasta milhões, convoca civis armados, mas trava diante de um dilema assustador: matar o predador invasor salva espécies nativas ou abre caminho para gatos selvagens causarem um colapso ecológico ainda pior no país inteiro

Publicado em 14/01/2026 às 20:17
controle de raposas e raposas na Austrália: em Victoria, gatos selvagens avançam; dingo fence revela o dilema do manejo ecológico.
controle de raposas e raposas na Austrália: em Victoria, gatos selvagens avançam; dingo fence revela o dilema do manejo ecológico.
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Na Austrália, o controle de raposas invasoras virou campanha permanente: em Victoria, mais de 400 mil animais foram abatidos com gastos superiores a 4 milhões de dólares. Só que estudos com 1.232 pontos de câmeras mostram que, onde a raposa cai, o gato selvagem cresce até 3,7 vezes de novo

Na Austrália, a guerra contra a raposa invasora saiu do papel e virou rotina de Estado. Autoridades oferecem recompensas, mobilizam caçadores e agricultores, estimulam ações armadas e tentam reduzir uma praga que se espalhou por quase todo o continente, inclusive perto de cidades como Melbourne e Sydney, no estado de Victoria.

O problema é que a Austrália enfrenta um dilema ecológico real: derrubar a raposa pode abrir espaço para a explosão de gatos selvagens, um predador igualmente introduzido, hoje presente em mais de 99,9% do território, incluindo ilhas. Em certas florestas, a retirada da raposa já foi associada a aumento de densidade e mudança de comportamento dos gatos, com risco direto para mamíferos nativos noturnos.

Por que a Austrália virou um campo de batalha contra raposas

A Austrália não chegou a este ponto por acaso. Raposas não são nativas do país: foram levadas por colonizadores europeus e introduzidas em 1845 em Nova Gales do Sul, não por necessidade econômica, mas como passatempo importado, a caça à raposa.

Pouco tempo depois, animais foram soltos na região de Melbourne e arredores e, em menos de 20 anos, o governo de Victoria já era obrigado a classificá-las oficialmente como praga.

Em menos de um século, a expansão virou um fato consumado. As raposas se espalharam por quase todo o continente, atravessaram florestas, fazendas, pradarias e chegaram aos limites suburbanos, onde há alimento e abrigo em abundância.

Estimativas recentes apontam cerca de 1,7 milhão de raposas na Austrália, distribuídas por mais de 80% do continente e ao menos 50 ilhas, sendo raras no norte australiano e na Tasmânia.

Um ecossistema único, pouco preparado para predadores como a raposa

A Austrália tem uma particularidade que torna cada invasão mais perigosa: mais de 80% das espécies animais e vegetais são endêmicas, ou seja, existem apenas ali.

O isolamento geográfico moldou um continente com cangurus, coalas, ornitorrincos e wombats, mas com baixa convivência histórica com predadores como raposas, lobos e linces.

Essa ausência de coevolução pesa no comportamento das presas. Muitas aves fazem ninhos no chão, pequenos mamíferos cavam tocas rasas e várias espécies reagem lentamente, sem um instinto forte de fuga diante de um predador furtivo.

O sistema, por milhões de anos, funcionou com outro equilíbrio: pequenos escavadores mantinham o solo saudável, aves e mamíferos espalhavam sementes e insetos eram controlados de forma natural.

O “fosso do predador” e o sumiço pós-incêndio no sul da Austrália

Um dos sinais mais perturbadores relatados por biólogos no sul da Austrália é o chamado “fosso do predador”.

Mesmo após incêndios florestais de grandes proporções, algumas espécies ainda eram vistas nos primeiros dias, como pequenos mamíferos escavadores, incluindo bandicoots e betongs. Mas, depois de apenas um ou dois meses, as armadilhas fotográficas deixavam de registrar qualquer indivíduo.

Com aves que nidificam no solo, o padrão foi ainda mais evidente: os ninhos permaneciam, mas ovos e filhotes desapareciam completamente, repetindo temporada após temporada.

O ponto central é que não se tratava de uma perda imediata pelo fogo, e sim de um desaparecimento posterior, associado à pressão de predadores introduzidos.

O tamanho do estrago e as espécies que entram na conta da Austrália

O impacto econômico também aparece nas estimativas citadas para a Austrália: uma espécie invasora com esse perfil é associada a aproximadamente 227,55 milhões de dólares em perdas por ano e é classificada como uma das ameaças ecológicas mais graves do país. Só que o dano mais difícil de medir é o ecológico.

A raposa, descrita como ameaça direta para pelo menos 14 espécies de aves, 48 espécies de mamíferos, 12 espécies de répteis e duas espécies de anfíbios, entra no radar quando a lista de vulneráveis ganha nome e sobrenome: papagaio de barriga laranja, papagaio noturno, bilby-grande, numbat, betang, bandicoot e a tartaruga-do-pântano-ocidental.

Muitas dessas espécies, hoje, não conseguem mais sustentar populações no continente e sobrevivem apenas em ilhas costeiras pequenas ou dentro de reservas cercadas com estruturas à prova de predadores.

Como a raposa consegue devastar a Austrália sem ser um “superpredador”

As raposas não precisam ser grandes para causar estrago. Na Austrália, quase qualquer animal com peso de até cerca de 5 kg pode virar presa, incluindo pequenos mamíferos, aves no chão, répteis, insetos grandes e até filhotes de coala quando surge oportunidade.

Em média, uma raposa consome cerca de 400 g de alimento por noite. No acumulado, isso chega a aproximadamente 150 kg por ano.

O detalhe que muda tudo é o “excesso de matança”: uma raposa pode matar vários animais numa única noite e consumir apenas uma parte, deixando o restante para trás ou enterrando como estoque. Em ecossistemas onde presas não evoluíram com esse ritmo de caça, o resultado é desproporcional.

Há ainda um componente de alcance. A raposa caça no chão, vasculha vegetação baixa e foi registrada subindo em árvores até cerca de 4 metros de altura, o suficiente para alcançar ninhos e filhotes.

Árvores, arbustos densos e galhos baixos, que por muito tempo funcionaram como refúgios, perdem valor como proteção quando esse predador se instala.

Números atribuídos à Austrália e a escala do abate anual

A dimensão do impacto aparece em estimativas que atribuem às raposas na Austrália a morte de cerca de 300 milhões de animais nativos por ano.

O detalhamento desses números torna o quadro ainda mais pesado: aproximadamente 88 milhões de répteis, 111 milhões de aves e 368 milhões de mamíferos seriam mortos anualmente por raposas.

Independentemente de variações locais, a mensagem é a mesma: não é um dano pontual, é um esgotamento contínuo.

No ritmo descrito, regiões inteiras entram em ciclo de desaparecimento e recuperação cada vez mais difícil, especialmente quando predadores encontram áreas abertas e presas que não reconhecem sinais de risco.

O benefício incômodo: raposas também atacam invasores que já dominam a Austrália

O dilema australiano nasce do fato de que a raposa não caça apenas nativos. Na Austrália, ela também consome espécies invasoras como camundongos domésticos e coelhos, além de, em alguns casos, atingir gatos selvagens jovens ou enfraquecidos.

Estimativas citadas para esse efeito falam em cerca de 259 milhões de animais invasores consumidos por ano, principalmente ratos domésticos e coelhos.

Isso cria um cenário em que raposas viram competidoras diretas de gatos selvagens, que hoje ocupam mais de 99,9% do território australiano, incluindo ilhas.

Quando a raposa some, a competição diminui e o gato, altamente adaptável, tende a expandir território e pressão sobre presas nativas.

O que as câmeras revelaram em Victoria sobre o avanço dos gatos selvagens

Em Victoria, no sudoeste do estado, pesquisas associadas à Universidade de Melbourne investigaram como programas de conservação que controlam raposas podem alterar o jogo.

O trabalho relatou que, em florestas secas, gatos passaram a caçar à noite quando as raposas foram controladas, o que potencialmente aumenta o acesso a mamíferos nativos noturnos.

A equipe apontou também achados anteriores: após remoção de raposas, a densidade de gatos selvagens aumentou em florestas úmidas da região de Otway Ranges.

Em outra área, a região de Glenelg, no sudoeste de Victoria, densidades de gatos selvagens foram descritas como frequentemente maiores em florestas com controle de raposas a longo prazo do que em florestas sem esse controle.

Para chegar a esses padrões em Victoria, pesquisadores e gestores instalaram câmeras de monitoramento repetidas vezes em 1.232 locais, em duas regiões florestais do sudoeste do estado.

Depois, analisaram e etiquetaram meticulosamente milhões de fotografias, identificando gatos individualmente pelos padrões únicos de pelagem.

Os dados mostraram que a densidade de gatos selvagens era frequentemente maior onde as raposas eram atraídas com iscas, variando de um aumento leve até 3,7 vezes maior.

A Austrália controlou raposas por décadas e só recentemente tratou gatos como invasor formal

O contraste de políticas ajuda a explicar por que Victoria se vê pressionada em duas frentes. O controle de raposas em algumas regiões do estado ocorre há décadas, com foco em proteger fauna nativa vulnerável.

Já os gatos selvagens só foram declarados espécie invasora estabelecida em terras da Coroa em Victoria em 2018, e programas de controle em larga escala ainda são descritos como muito limitados.

Esse atraso abre uma janela perigosa: reduzir raposas sem reduzir gatos pode apenas trocar o predador dominante, mantendo a perda de fauna, mas por um agente diferente e, em alguns contextos, mais difícil de conter.

Raposa e gato juntos: o peso combinado da predação na Austrália

Há uma estimativa citada para o peso conjunto de raposas e gatos selvagens na Austrália: cerca de 2,6 bilhões de mamíferos, aves e répteis mortos por ano, com uma ressalva explícita de que as contas dependem da quantidade real de raposas e gatos em cada região.

Dentro desse quadro, um dado chama atenção: na área de Otways, em florestas úmidas densas, foi registrado aproximadamente um gato selvagem por quilômetro quadrado, descrito como o maior número já registrado para floresta nativa no continente.

Em florestas secas do sudoeste de Victoria, o número citado foi de cerca de 0,3 gato por quilômetro quadrado, embora em algumas florestas com controle de raposas os gatos tenham aparecido em densidade duas vezes maior.

A cidade como incubadora de raposas na Austrália

Enquanto governos gastam para reduzir raposas, a Austrália cria ambientes urbanos que favorecem o animal.

Estudos comparativos descritos para áreas urbanas e selvagens em cidades como Melbourne e Sydney apontam que a densidade de raposas nas cidades pode ser de 3 a 5 vezes maior do que em áreas silvestres.

O contraste aparece até no corpo: uma raposa em ambiente selvagem costuma pesar em torno de 5 a 6 kg, enquanto raposas urbanas podem chegar a 7 a 8 kg, com corpo mais longo e crânio mais largo, sinalizando adaptação a um ambiente com comida previsível o ano inteiro.

Lixo doméstico, aterros, latas de parques, além de camundongos, coelhos e aves urbanas, formam uma cadeia estável de energia. Zonas suburbanas, meio floresta e meio área residencial, viram habitat ideal com galerias pluviais, parques e terrenos abandonados como abrigo.

O resultado é um paradoxo: a Austrália investe milhões para eliminar raposas e, ao mesmo tempo, sustenta condições para elas prosperarem dentro das cidades.

Dingos, a cerca de 5.600 km e a liberação de predadores menores

No tabuleiro australiano, existiu um freio natural acima das raposas: o dingo, um cão selvagem presente como predador de topo por milhares de anos.

Em regiões centrais e do norte da Austrália onde populações de dingos permanecem estáveis, aparece um padrão descrito como consistente: densidades de raposas ficam significativamente menores, e pequenos mamíferos nativos, especialmente marsupiais com menos de 5 kg, sobrevivem melhor.

O que derrubou esse controle foi econômico. A expansão da criação de ovelhas transformou o dingo em ameaça direta ao setor, principalmente por ataques a cordeiros, e a resposta foi eliminá-lo em larga escala.

O símbolo máximo foi a construção da dingo fence, uma barreira com aproximadamente 5.600 km, criada para manter dingos fora das regiões de pastoreio no sudeste. Só que há um detalhe decisivo: a cerca não impede raposas. Elas são menores, escavam melhor e passam por frestas.

Com dingos bloqueados e raposas circulando, dentro da cerca os dingos quase desapareceram e a raposa ganhou espaço como predador dominante. É o que a ecologia chama de liberação de mesopredador: quando o predador de topo some, predadores menores se expandem e podem causar dano ainda maior.

Por que a Austrália atira, dá recompensa e ainda assim não consegue vencer

Quando a Austrália assume o papel de controle direto, o método mais usado vira o tiro. A caça costuma acontecer à noite: caçadores em caminhonetes usam holofotes para varrer pastagens e bordas de floresta, e disparam quando os olhos refletem a luz.

Na teoria, parece simples. Na prática, campanhas concentradas podem reduzir a população local em cerca de 30% a 50% nos primeiros meses, mas o efeito não se sustenta.

Raposas mais velhas aprendem rápido: evitam luz artificial, ruído de motor, mudam horários de atividade e podem viajar quilômetros para escapar de áreas onde a pressão foi alta. Em muitos locais, após 6 a 12 meses, a densidade volta perto do nível original.

Além disso, em muitos estados, não é um ato livre: participar exige licença e treinamento em métodos de tiro considerados humanitários.

Mesmo assim, o tamanho da operação em Victoria ilustra a escalada: em menos de 3 anos, o estado gastou mais de 4 milhões de dólares para eliminar 400.000 raposas, e ainda restavam muitas no território.

O motor da recuperação é biológico. Cada fêmea pode dar à luz de quatro a seis filhotes por ano, o que significa que qualquer “vazio” no território é preenchido rapidamente.

Armadilhas, venenos e o custo social de controlar raposas na Austrália

Quando o tiro falha como solução de longo prazo, entram armadilhas e iscas, especialmente em áreas urbanas e suburbanas onde o uso de armas ou venenos pode ser restrito. Só que armadilhas exigem mão de obra, custam caro e dependem de alta habilidade.

E há outro problema: raposas são extremamente inteligentes. Existem relatos de indivíduos evitando armadilhas e câmeras por mais de quatro anos, mesmo com mudanças repetidas no desenho do sistema.

O risco mais sensível é o colateral: armadilhas podem capturar acidentalmente espécies nativas ameaçadas, o que leva governos a restringirem o uso, reduzindo ainda mais a eficácia em larga escala.

O método mais controverso citado para a Austrália é o veneno conhecido como composto 1080. Ele é descrito como incolor e sem gosto, misturado em iscas de carne e distribuído à mão ou lançado de aeronaves.

Raposas seriam especialmente sensíveis ao 1080, enquanto algumas espécies nativas têm tolerância maior por compostos semelhantes ocorrerem naturalmente em certas plantas.

Em campanhas de grande escala, resultados iniciais podem ser fortes. Na Tasmânia, no início da década de 2010, mais de 3.700 iscas foram distribuídas em 120.000 hectares, abrangendo centenas de fazendas, com o objetivo de eliminar raposas antes de se estabelecerem.

Houve relatos de reduções iniciais superiores a 80% a 90% nas áreas tratadas. Mas o efeito não dura: após 1 a 2 anos, raposas de regiões vizinhas começam a ocupar o vazio.

O custo social, porém, pesa: cães domésticos, especialmente cães de trabalho em fazendas, têm taxa de mortalidade descrita como próxima de 100% se consumirem isca com 1080.

Um erro em aviso, sinalização ou posicionamento pode virar tragédia para animais de estimação, alimentando pressão pública, petições e debates éticos.

Fumigação, tecnologia e animais de guarda: soluções locais, não continentais

Há ainda métodos mais direcionados, como injetar monóxido de carbono em tocas identificadas para eliminar ninhadas.

A vantagem é ser altamente específico, com impacto mínimo em outras espécies e sem resíduos prolongados no ambiente.

A desvantagem é operacional: é preciso encontrar a toca, acertar o momento e aceitar que cada intervenção afeta um grupo pequeno, insuficiente para a escala da Austrália.

Quando a resposta vira tecnologia, aparecem luzes intermitentes, ultrassom, sistemas a laser e dispositivos com sensores térmicos e de movimento. Em campo, funcionam no início, porque raposas evitam áreas iluminadas ou com sinalizadores.

Depois, muitas retornam ao comportamento normal em 2 a 4 semanas, ao perceberem que não existe perigo real. Para manter efeito, seria necessário variar locais e padrões constantemente, elevando custo e esforço.

Animais de guarda, como cães e até alpacas, entram como barreira contra perdas em fazendas, especialmente para cordeiros e aves.

Funciona em propriedades específicas, mas não escala para milhões de quilômetros quadrados de território produtivo.

O dilema final que trava a Austrália: salvar nativos sem liberar o predador seguinte

A Austrália aprendeu, do jeito mais duro, que controlar um predador introduzido pode desencadear efeitos em cascata.

Manter raposas significa continuar a pressão direta sobre aves, mamíferos e répteis nativos que não desenvolveram defesa natural.

Eliminar raposas sem controlar gatos pode permitir que o segundo predador cresça, fique mais ousado e altere horários de caça, ampliando risco para espécies noturnas.

Em Victoria, as evidências reunidas com câmeras em 1.232 pontos e milhões de imagens reforçam que o problema não é escolher um inimigo só.

O desafio é proteger a fauna nativa de raposas e gatos ao mesmo tempo, em um país onde os invasores já se espalharam por praticamente tudo, do interior às bordas urbanas.

Na sua opinião, a Austrália deveria intensificar o controle simultâneo de raposas e gatos selvagens, mesmo que isso custe mais e envolva métodos mais polêmicos?

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Roberto Vieira
Roberto Vieira
16/01/2026 21:22

Lamentável, pela morte de animais raposa e gatos incentivar a matança é o ****mulo. A raposa é dócil igual a um cão muito carinhosa. Indignado por essa atitude. Desequilibram ecossistema e põe na conta dos pobres animais em seus habitat ele predam aves para alimentar-se não por dinheiro diversão. Como fazem esses sanguinário. Homo sapiens ” civilizados, racionais “.

Analú
Analú
15/01/2026 21:34

Esses boçais australianos matam os bichinhos sem dó nem piedade. Gente rude e cruel! Tomara que a ilha afunde

Analú
Analú
15/01/2026 21:30

Esses auatralianos boçais e ignorantes matam os bichos sem dó nem piedade. Tomara que a Ilha afunde!!!

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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