Por estar distante das bordas tectônicas, o Brasil registra apenas tremores leves, com raros casos de maiores magnitudes
O Brasil está localizado no centro da Placa Sul-Americana. Isso o distancia das bordas tectônicas, onde ocorrem os maiores terremotos do planeta. Esses tremores fortes acontecem quando as placas tectônicas se chocam ou deslizam umas sobre as outras. Como o país está afastado dessas bordas, as chances de grandes terremotos são pequenas.
Quando o chão treme por aqui
Mesmo protegido, o Brasil já registrou tremores de terra. Eles ocorrem em menor intensidade, geralmente sem causar grandes estragos.
Esses abalos são considerados terremotos, mas a maioria é fraca. As causas desses tremores são variadas e incluem vulcanismo, movimentação das placas e falhas geológicas.
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A principal origem dos terremotos no Brasil são as falhas geológicas. São rachaduras formadas na crosta terrestre. Com o tempo, as pressões internas da Terra forçam essas falhas e provocam pequenos abalos sísmicos.
Em alguns casos, o desgaste contínuo das placas também gera vibrações tão fracas que apenas aparelhos especializados, como sismógrafos, conseguem detectar.
Epicentro e propagação das vibrações
Quando ocorre um choque entre partes das placas, forma-se o chamado epicentro. A partir dele, as vibrações se espalham. No Brasil, essa situação é rara, pois o país está longe das regiões onde essas colisões são mais comuns.
No Brasil, o Nordeste é a região com mais ocorrências de tremores. Estados como Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte concentram a maioria dos registros.
A explicação está na presença de várias falhas geológicas ativas nessas áreas. Mesmo assim, os abalos costumam ser leves e raramente oferecem riscos à população.
Os terremotos mais fortes no Brasil
Apesar da baixa frequência, alguns terremotos marcaram a história do país. Sete episódios são considerados os mais significativos.
O maior tremor ocorreu em 1955, em Serra do Trombador, no Mato Grosso, com magnitude de 6,6 na escala Richter. Não houve vítimas nem danos. No mesmo ano, em Vitória, no Espírito Santo, um abalo de 6,3 graus fez prédios e casas balançarem, mas sem feridos.
Em 1980, Pacajus, no Ceará, registrou um tremor de 5,2 graus, sentido até na capital Fortaleza. Em 1986, João Câmara, no Rio Grande do Norte, sofreu um abalo de 5,1 graus, que danificou algumas casas.
Em 2007, a divisa entre Acre e Amazonas teve um tremor de 6,1 graus. As vibrações foram percebidas nas regiões próximas, mas não causaram estragos. No mesmo ano, Itacarambi, em Minas Gerais, registrou 4,9 graus. Houve uma morte e seis feridos.
Por fim, em 2008, um tremor de 5,2 graus atingiu vários estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Não houve registros de danos.
Uma proteção natural importante
A posição do Brasil no centro da placa tectônica continua sendo sua principal defesa contra grandes terremotos. Isso mantém o risco de desastres sísmicos muito baixo no país.
Com informações de Olhar Digital.
