O Rio de Janeiro prevê aportes de R$50 bi em 5 anos com encerramento de 21 plataformas de petróleo. O descomissionamento das estruturas será realizado pela Petrobras
O Rio de Janeiro deverá receber 50 bilhões de reais em investimentos dentro dos próximos quatro ou cinco anos com o encerramento definitivo de 21 plataformas de petróleo antigas na Bacia de Campos, afirmou o secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Lucas Tristão. Recentemente, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa iria investir no Rio, 54 bilhões de dólares , mas não detalhou os valores que poderiam ser empenhados em descomissionamento.
Todas as 21 unidades que serão encerradas definitivamente no Rio pertencem à Petrobras ou estão a serviço da empresa, segundo o secretário, que prevê que a atividade gere 50 mil postos de trabalho, algo importante para o Estado, o maior produtor brasileiro de petróleo que enfrenta sérios problemas econômicos.
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“O mais interessante é que tudo isso não vai influenciar nem na arrecadação dos royalties, nem na produção de petróleo, porque o pré-sal acaba de jorrar óleo e gás”, disse Tristão, destacando a alta produtividade de poços da importante província produtora, diferentemente de muitas áreas da Bacia de Campos, já em declínio.
As petroleiras são obrigadas a realizar o descomissionamento de plataformas, que prevê atividades de desinstalação e desmontagem de equipamentos quando a atividade em um campo deixa de ser viável ou então quando a vida útil da unidade de produção chega ao fim.
No início do mês, o gerente de Descomissionamento da Petrobras, Eduardo Zacaron, disse durante evento que a companhia iria iniciar o descomissionamento de dez plataformas mais antigas no Brasil até 2020, sendo seis delas na Bacia de Campos, no Rio: FPSOs Cidade do Rio de Janeiro, Cidade Rio das Ostras, P-7, P-12, P-15 e P-33. As demais unidades que serão descomissionadas estão em Sergipe e no Espírito Santo.
A FPSO Cidade do Rio de Janeiro, que está fora de operação, registrou trincas no casco, com vazamento de cerca de mil litros de óleo residual, informou a Petrobras nesta segunda-feira. A empresa não entrou em detalhes se as trincas se devem ao envelhecimento do equipamento.
Em meio ao cenário de mais campos de petróleo e gás esgotados, a ANP deverá publicar até outubro uma atualização da regulamentação para desativação de instalações, devolução de áreas, alienação e reversão de bens.
“Nós já estamos nos preparando para receber esses projetos”, afirmou o secretário, explicando que o Estado quer se colocar como uma referência no descomissionamento de plataformas, cumprindo regras ambientais mundiais, atendendo a preservação do meio ambiente, da fauna e da flora marítima.
Tristão ressaltou que o segmento de descomissionamento no Rio poderá até mesmo ir além das plataformas de petróleo. Segundo ele, há cerca de 100 embarcações abandonadas na Baía de Guanabara, que demandariam serviços de descomissionamento para dar um fim adequado a esses equipamentos.
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