Empreendedora de Natal reaproveitou 1,3 tonelada de lonas descartadas e transformou o material em mais de 4 mil bolsas e acessórios sustentáveis.
Em 2026, a história da potiguar Mychelle Magalli da Silva ganhou destaque na Exame por unir empreendedorismo, economia circular e impacto social em Natal, no Rio Grande do Norte. A ex-professora criou a Virô Bolsas Sustentáveis, uma marca que transforma lonas de eventos e outros materiais descartados em bolsas, estojos, mochilas e acessórios personalizados.
O negócio chama atenção pelos números: segundo a Exame, a empresa já desviou mais de 1,3 tonelada de resíduos de aterros, reaproveitou 2,5 mil metros quadrados de lonas e produziu mais de 4 mil peças para clientes como Sebrae-RN, Sesi, Shopping Midway Mall, Funcern e Grupo Estácio.
Ex-professora de Natal encontrou nas lonas descartadas uma forma de transformar lixo em negócio sustentável
Antes de empreender, Mychelle Magalli da Silva trabalhou por mais de 15 anos na educação infantil. O contato com atividades manuais, reaproveitamento de materiais e artesanato já fazia parte da rotina escolar, mas a virada profissional veio depois de um período de depressão e afastamento da sala de aula.
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Segundo a Exame, em 2019 ela comprou uma máquina de costura inicialmente pensando em produzir roupas. O caminho mudou quando encontrou lonas descartadas após eventos locais e começou a transformar os primeiros retalhos em bolsas e estojos.
O que começou como teste manual ganhou demanda nas redes sociais. As primeiras encomendas mostraram que havia mercado para um produto feito de resíduo, mas com acabamento, utilidade e narrativa ambiental.
Lonas de eventos, banners e materiais costuráveis viraram matéria-prima de bolsas, mochilas e brindes corporativos
A Virô Bolsas Sustentáveis nasceu com uma lógica simples: pegar materiais que seriam descartados e transformá-los em produtos com nova função. O Muda o Mundo Nordeste descreve a marca como uma iniciativa potiguar de moda circular que transforma lonas de eventos em bolsas, estojos, mochilas e acessórios sustentáveis. A proposta é trabalhar com materiais que normalmente seguiriam para descarte incorreto, aterros ou lixo comum.
O modelo também ganhou força no mercado corporativo. Empresas que antes descartavam banners e lonas passaram a usar esse resíduo como base para brindes, kits e ações socioambientais. Em 2024, a Agência Sebrae de Notícias do Rio Grande do Norte mostrou um exemplo direto dessa lógica: lonas usadas no Carnatal foram destinadas à produção de dois mil estojos escolares para alunos da rede pública de Natal.
Apoio do Sebrae ajudou a transformar artesanato em operação com processo, escala e rastreabilidade
A profissionalização do negócio passou pelo Sebrae-RN. Segundo a Exame, a instituição apoiou Mychelle na organização financeira, no posicionamento empresarial e na ampliação do catálogo. A empresa também participou de programas de impacto, como o Impacta RN e o Regenera Sebrae, iniciativa em parceria com a Yunus Social Business voltada a negócios de impacto socioambiental com base tecnológica ou digital.
Esse processo permitiu avançar em máquinas, padronização, controle de produção e mensuração de impacto. A rastreabilidade passou a ser um diferencial importante, especialmente para clientes corporativos que precisam comprovar ações de sustentabilidade.
Negócio saiu do reaproveitamento artesanal e passou a operar como solução de logística reversa para empresas
O ponto mais forte da pauta é que a Virô não vende apenas bolsas sustentáveis. A empresa entrega uma solução de logística reversa. Na prática, uma empresa gera banners, lonas ou materiais de comunicação visual em eventos. Depois, em vez de mandar tudo para o lixo, esses resíduos são enviados para a Virô, que transforma o material em brindes corporativos, estojos, bolsas ou peças personalizadas.
Esse modelo torna o resíduo parte da narrativa da própria empresa. O material que antes seria problema ambiental vira produto com história, função e valor de marca.
Marca também criou rede de renda para mulheres que trabalham com costura em Natal
Além do impacto ambiental, a Virô Bolsas Sustentáveis desenvolveu uma frente social. Segundo a Exame, a operação emprega mulheres em situação de vulnerabilidade e oferece formação técnica em costura e upcycling. O Agora RN também informou que mulheres trabalham na produção de forma descentralizada, em casa, com remuneração por produção e suporte da empreendedora.
Esse ponto amplia o peso jornalístico da pauta: não é apenas um negócio de reciclagem, mas uma operação que conecta resíduo, renda, capacitação e empreendedorismo feminino.
De Natal para vitrines maiores, empresa tenta transformar impacto ambiental em produto desejado pelo mercado
O reconhecimento da marca cresceu com participações em feiras, programas e premiações. A Exame informa que Mychelle conquistou o segundo lugar na etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025, na categoria Microempreendedora Individual, além de participar de iniciativas como Sebrae Impacta 2024, Celeiro de Soluções na COP30, Conexão ODS, Brasil Mostra Brasil e Midway Fashion Days.
A marca também entrou no radar de eventos ligados à moda sustentável. Segundo a Exame, a Virô estaria no Inspira Mais, em Porto Alegre, em janeiro de 2026, e voltaria a São Paulo em julho para buscar novos compradores e conexões comerciais.
O que torna a Virô uma pauta forte para Google Discover
A força dessa história está na combinação entre número, origem local e transformação visual. O resíduo é fácil de imaginar: lonas, banners e materiais de eventos. O produto final também é concreto: bolsas, estojos, mochilas e acessórios. Entre uma ponta e outra, há números fortes, como 1,3 tonelada desviada de aterros, 2,5 mil metros quadrados de lonas reaproveitados e mais de 4 mil peças produzidas.
É o tipo de pauta que funciona porque mostra uma virada improvável: algo feito para ser descartado depois de poucos dias de evento volta ao mercado como produto durável, personalizado e com apelo sustentável.
