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46% das pessoas que moram de aluguel no RS querem se mudar; veja os motivos segundo pesquisa

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 17/11/2025 às 13:30
Casal empacota caixas em apartamento em Porto Alegre, representando pesquisa sobre gaúchos que querem mudar de imóvel.
Pesquisa revela que 46% dos gaúchos que moram de aluguel querem se mudar; preço alto, renda e busca por espaço explicam o movimento.
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Crescimento de renda, busca por mais espaço e altos custos de locação explicam por que quase metade dos inquilinos gaúchos pretende trocar de imóvel nos próximos meses, segundo levantamento da Loft e da Offerwise

O mercado de locação no Rio Grande do Sul segue aquecido, mas o desejo de mudança cresce entre os inquilinos. Segundo a pesquisa “Raio X do aluguel no Brasil”, realizada pela Loft em parceria com a Offerwise, 46% dos gaúchos que moram de aluguel pretendem se mudar nos próximos meses. O percentual supera a média nacional, que é de 41%, revelando uma tendência regional mais intensa.

O levantamento, que ouviu 1,3 mil pessoas em todo o país entre 26 de setembro e 6 de outubro de 2025, inclui 300 locatários em 39 municípios gaúchos. A amostra representa com precisão o perfil dos inquilinos brasileiros, especialmente nos maiores estados, e revela dados importantes sobre as mudanças de comportamento habitacional no país.

O tamanho do imóvel e o preço do aluguel são os principais fatores

De acordo com Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o preço e a condição do imóvel estão entre os principais gatilhos para a troca de moradia. A pesquisa mostra que 29% dos entrevistados desejam um imóvel com mais espaço, enquanto 26% apontam o valor atual do aluguel como principal motivo para se mudar.

Takahashi explica que o movimento não necessariamente reflete insatisfação com o imóvel atual, mas sim aspiração por uma moradia melhor: “A minha leitura é de que eles querem que o próximo imóvel seja melhor ou mais barato, muito mais do que o atual imóvel esteja ruim”. Segundo ele, os inquilinos buscam melhor qualidade de vida e adequação à nova fase familiar ou financeira.

Ciclo de vida influencia nas decisões de mudança

O professor Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que esses desejos estão diretamente ligados ao ciclo de vida das pessoas. Conforme ele explica, estabilidade e crescimento de renda costumam gerar novas aspirações, como um imóvel maior, mais novo ou em melhor localização.

“Quando a renda cresce, é natural que o morador queira melhorar sua condição de moradia. As variáveis do ciclo de vida de uma pessoa ou família influenciam as variáveis do bem locado”, destaca o especialista.

Além disso, conforme o levantamento da Loft, mulheres com filhos aparecem entre os perfis que mais buscam imóveis com mais espaço, enquanto os jovens lideram o grupo que aponta o preço alto do aluguel como principal motivo para mudar.

Jovens são os mais pressionados pelo custo do aluguel

O estudo também mostra que o custo do aluguel pesa mais para os jovens, especialmente aqueles que estão no início da carreira e enfrentam salários mais baixos. Takahashi observa que essa faixa etária ainda está aprendendo a equilibrar renda e despesas fixas, o que torna o aluguel um desafio.

“Quem mais reclama do preço do imóvel são os mais jovens. É um público que ainda está entrando no processo do primeiro aluguel e entendendo como funciona sua capacidade de pagamento”, explica o gerente da Loft.

Ajzental complementa que, diante da renda mais limitada, qualquer aumento de custo pode levar o inquilino a buscar uma alternativa mais barata: “Quanto mais jovem, menor a renda. E, quando as despesas crescem mais rápido do que o salário, ocorre o chamado downgrade, a troca por um imóvel mais simples”.

Dados revelam preferências e intenções dos gaúchos

A pesquisa identificou que, entre os gaúchos que pretendem se mudar:

  • 68% querem continuar morando de aluguel;
  • 26% planejam comprar um imóvel próprio;
  • 2% pretendem viver em imóveis cedidos.

As mulheres se destacam entre as que desejam comprar a casa própria, com 41% das inquilinas indicando essa intenção, enquanto 82% dos homens afirmam querer continuar alugando.

Esses dados mostram um retrato claro das diferenças de perfil e comportamento entre gêneros e faixas etárias, revelando como o sonho da casa própria ainda é forte, mas encontra barreiras financeiras no cenário atual.

Mercado de locação segue em alta no RS

O cenário econômico atual também ajuda a explicar o aumento do interesse por locações. Com os juros altos e a dificuldade de acesso ao crédito imobiliário, muitos potenciais compradores acabam adiando o sonho da casa própria.

Segundo Ajzental, o mercado de aluguel continua aquecido justamente porque o financiamento ficou mais caro: “Quem compra a casa própria compra duas coisas: o imóvel e o financiamento. Se os dois estão mais caros, a compra fica mais distante. Assim, o aluguel vira a única alternativa viável para a classe média”.

A informação foi divulgada pelo portal GZH, com base no levantamento da Loft e Offerwise, que reforçam a tendência de permanência do aluguel como principal forma de moradia entre os brasileiros — especialmente entre os gaúchos de classe média, que enfrentam alta de juros, custos de construção e renda limitada.

Nos últimos anos, o aluguel deixou de ser apenas uma fase transitória para muita gente e passou a representar uma escolha quase obrigatória. A combinação de juros altos, crédito restrito e aumento do custo de vida tem feito com que muitas famílias adiem o sonho da casa própria. Enquanto isso, cresce o desejo de encontrar um imóvel mais confortável, com mais espaço e que caiba no orçamento — algo que se tornou um verdadeiro desafio em tempos de incerteza econômica.

Para uns, a mudança simboliza um novo começo, uma tentativa de equilibrar finanças e qualidade de vida. Para outros, é um sinal de frustração, já que o mercado impõe barreiras cada vez maiores para quem deseja sair do aluguel. Entre o sonho e a realidade, o que mais se vê é uma geração inteira tentando se adaptar a um cenário que muda rápido demais.

E você, acha que vale a pena continuar investindo no aluguel até o mercado se estabilizar ou prefere se arriscar e buscar a casa própria mesmo com os custos altos?

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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