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Xiaomi lançou um celular 5G com tela de 6,9 polegadas e bateria de 6.300 mAh por menos de R$ 800 e a concorrência só oferece uma atualização de sistema

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/04/2026 às 14:18
Assista o vídeoRedmi A7 Pro 5G custa R$ 770 na Índia e traz tela de 6,9 polegadas, bateria de 6.300 mAh e 4 anos de atualizações. Concorrentes oferecem apenas 1 atualização de sistema.
Redmi A7 Pro 5G custa R$ 770 na Índia e traz tela de 6,9 polegadas, bateria de 6.300 mAh e 4 anos de atualizações. Concorrentes oferecem apenas 1 atualização de sistema.
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A Xiaomi apresentou o Redmi A7 Pro 5G na Índia como o primeiro modelo “Pro” da linha Redmi A, que é a mais acessível da marca. O aparelho custa a partir de 11.499 rúpias indianas, o equivalente a cerca de R$ 770 em conversão direta, e as vendas começam em 15 de abril.

O celular chama atenção não apenas pelo preço, mas por entregar especificações que normalmente aparecem em aparelhos mais caros. A tela de 6,9 polegadas é maior do que a de muitos smartphones que custam o triplo. A bateria de 6.300 mAh é uma das maiores disponíveis em qualquer faixa de preço. E o suporte ao 5G coloca o aparelho em uma categoria que, no Brasil, raramente aparece abaixo dos R$ 1.000.

Quais são as especificações do Redmi A7 Pro 5G?

Redmi A7 Pro 5G custa R$ 770 na Índia e traz tela de 6,9 polegadas, bateria de 6.300 mAh e 4 anos de atualizações. Concorrentes oferecem apenas 1 atualização de sistema.

O processador é o Unisoc T8300, fabricado em processo de 6 nanômetros. Esse chip é menos conhecido do que os MediaTek Dimensity e Qualcomm Snapdragon que dominam o mercado, mas a fabricação em 6 nm indica que a Xiaomi priorizou eficiência energética para sustentar a bateria grande sem comprometer o desempenho básico, segundo o CanalTech.

A memória RAM é de 4 GB no padrão LPDDR4X, e o armazenamento interno pode ser de 64 GB ou 128 GB no formato UFS 2.2. Para quem precisa de mais espaço, há um slot para cartão microSD com suporte a até 2 TB, um recurso cada vez mais raro em smartphones novos.

A câmera traseira traz um sensor principal de 32 megapixels com abertura f/2.0, acompanhado de uma lente secundária cuja resolução a Xiaomi não divulgou. Na frente, a câmera de 8 megapixels cuida das selfies e chamadas de vídeo.

A tela LCD de 6,9 polegadas opera em resolução HD+ com taxa de atualização de 120 Hz e brilho máximo de 800 nits. O painel possui tripla certificação TUV para proteção contra luz azul, ausência de cintilação e adaptação ao ciclo circadiano, três proteções que costumam aparecer apenas em modelos intermediários e premium.

O sistema operacional é o HyperOS 3, baseado no Android 16. O aparelho também inclui recursos como o HyperIsland, que funciona de forma semelhante à Ilha Dinâmica da Apple, exibindo informações em tempo real na barra superior da tela.

A construção tem certificação IP52 contra poeira e respingos, pesa 210 gramas e mede 8,15 milímetros de espessura. Mantém a entrada de fone de ouvido de 3,5 milímetros e oferece Bluetooth 5.4 e Wi-Fi 5.

Por que a política de atualização é o verdadeiro diferencial?

Redmi A7 Pro 5G custa R$ 770 na Índia e traz tela de 6,9 polegadas, bateria de 6.300 mAh e 4 anos de atualizações. Concorrentes oferecem apenas 1 atualização de sistema.

Esse é o ponto que separa o Redmi A7 Pro 5G da concorrência de maneira mais significativa. A Xiaomi prometeu quatro anos de atualizações do sistema operacional e seis anos de correções de segurança. Para um aparelho que custa menos de R$ 800, essa garantia é extraordinária.

Os concorrentes diretos na mesma faixa de preço, como o Realme C83 e o OPPO K14x, oferecem apenas uma atualização de sistema após o Android 16. Na prática, isso significa que quem comprar o Redmi A7 Pro receberá o Android 17, 18, 19 e 20, enquanto os rivais ficarão parados no Android 17.

No Brasil, onde o consumidor costuma manter o mesmo celular por três a cinco anos, essa diferença é determinante. Um aparelho que para de receber atualizações perde acesso a novos recursos, fica vulnerável a falhas de segurança e eventualmente deixa de rodar aplicativos que exigem versões mais recentes do sistema. Quatro anos de suporte transformam um celular barato em um investimento de médio prazo.

Esse celular vai chegar ao Brasil?

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A Xiaomi não anunciou planos de lançamento do Redmi A7 Pro 5G no mercado brasileiro. O aparelho foi apresentado exclusivamente para a Índia, onde a linha Redmi A tem forte apelo entre consumidores de primeira viagem e usuários que buscam conectividade 5G pelo menor preço possível.

No entanto, o histórico da marca mostra que modelos bem recebidos na Índia frequentemente chegam a outros mercados emergentes, incluindo o Brasil, com ajustes de preço e configurações.

Para efeito de comparação, o celular Xiaomi mais acessível vendido no Brasil em abril de 2026 é o Redmi 14C, que aparece em lojas a partir de R$ 719. Esse modelo oferece tela de 6,88 polegadas com taxa de 120 Hz e bateria de 5.000 mAh, mas opera apenas em 4G e usa um processador mais antigo. Se o Redmi A7 Pro 5G fosse vendido aqui pelo equivalente ao preço indiano, entraria como uma das opções 5G mais baratas do país, competindo diretamente com o Samsung Galaxy A16 5G e o Motorola Moto G35 5G, que custam entre R$ 900 e R$ 1.200.

Quais são os pontos que merecem cautela?

A resolução HD+ em uma tela de 6,9 polegadas é o ponto mais frágil do conjunto. Com 720 por 1.600 pixels distribuídos em uma superfície tão grande, a densidade de pixels cai para cerca de 254 ppi. Quem está acostumado com telas Full HD vai perceber menos nitidez em textos pequenos e imagens detalhadas.

O processador Unisoc T8300 ainda não passou por testes independentes amplamente divulgados. Embora a fabricação em 6 nm seja um bom indicador, o desempenho real em jogos e aplicativos pesados só poderá ser avaliado após análises práticas. Até o momento, não há benchmarks públicos que permitam comparação direta com o MediaTek Dimensity 6300 usado nos concorrentes.

O carregamento de 15 watts também é lento para os padrões atuais. Com uma bateria de 6.300 mAh, a recarga completa deve levar mais de duas horas. Quem precisa de carga rápida vai sentir falta de tecnologias que já aparecem em aparelhos nessa faixa, como os 33 watts oferecidos pela própria Xiaomi em modelos da linha Redmi Note.

A memória RAM de 4 GB é suficiente para tarefas básicas, mas pode limitar o uso de múltiplos aplicativos ao mesmo tempo. Em comparação, vários concorrentes brasileiros na faixa de R$ 700 a R$ 1.200 já entregam 6 GB ou 8 GB de RAM.

O que esse lançamento revela sobre o mercado de celulares baratos?

O Redmi A7 Pro 5G não é o celular mais potente nem o mais bonito da sua faixa. Mas ele estabelece um novo parâmetro para o que um aparelho abaixo de R$ 800 pode oferecer: tela grande, bateria que dura dois dias, conectividade 5G e quatro anos de suporte ao sistema operacional.

Essa combinação pressiona diretamente Samsung, Motorola e Realme, que dominam o segmento de entrada no Brasil. Se a Xiaomi decidir trazer o modelo para o mercado brasileiro com um preço competitivo, a resposta das concorrentes provavelmente virá na forma de mais atualizações e baterias maiores nos seus próprios modelos acessíveis. E quem ganha com essa pressão é o consumidor. O que você acha sobre isso?

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Ailton Budal Arins
Ailton Budal Arins
22/04/2026 22:04

Redmi A7 Pro 5G. Custo e benefício.
Muito agradável esta disputa com as concorrentes..

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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