Encontro entre Xi Jinping e Donald Trump teve clima de cordialidade em Zhongnanhai, mas deixou sem detalhes os acordos comerciais e manteve no centro das tensões temas como Taiwan, Irã, tarifas, investimentos chineses e compra de aviões Boeing.
Xi Jinping afirmou que seus encontros com Donald Trump abriram uma nova relação bilateral entre China e Estados Unidos, apesar de tensões sem solução e acordos pouco detalhados. A declaração foi feita em Zhongnanhai, sede reservada do Partido Comunista Chinês.
O líder chinês classificou a visita como histórica. Ao receber Trump, disse que os governos estabeleceram uma relação estratégica construtiva e estável, tratada como marco, e afirmou que as conversas produziram resultados de cooperação.
Xi Jinping cita consenso econômico
A agência oficial Xinhua informou, na sexta-feira, antes da partida de Trump no Air Force One, que os dois países alcançaram consenso para manter relações econômicas e comerciais estáveis. O comunicado mencionou cooperação em diferentes áreas.
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Nenhum dos lados divulgou os termos dos acordos comerciais. Os anúncios podem ocorrer nos próximos dias. As conversas de quinta-feira duraram cerca de duas horas e meia, com tom positivo, mas também incluíram temas sensíveis.
Entre os pontos discutidos estavam comércio, Taiwan e a guerra no Irã. A reunião ocorreu após recepção calorosa e cerimônias organizadas na capital chinesa, em ambiente de hospitalidade marcado por Zhongnanhai.
Encontro teve cenário simbólico
O complexo, ao lado da Cidade Proibida, é considerado local de prestígio e acesso restrito. Poucos líderes americanos já estiveram ali, incluindo Richard Nixon, George W. Bush e Barack Obama.
Xi e Trump caminharam pelo local, conversaram e pararam para observar jardins, árvores e rosas. O presidente chinês falou sobre a história do complexo por intérprete e ofereceu enviar sementes das rosas elogiadas por Trump.
Trump disse que aquelas eram as rosas mais bonitas já vistas. Apesar da cordialidade pública, a relação entre as duas maiores economias do mundo segue pressionada por questões difíceis.
Taiwan, Irã, Boeing e tarifas
Na primeira reunião, Xi Jinping fez seu alerta mais duro a um presidente americano sobre Taiwan, afirmando que condução inadequada do tema poderia provocar choques entre as superpotências.
Trump afirmou à Fox News que Xi ofereceu ajuda sobre o Irã, algo que a China não confirmou. A Casa Branca informou que ambos concordaram que o Estreito de Ormuz deve ficar aberto para o fluxo de energia.
Trump também disse que a China aceitou comprar 200 aviões da Boeing. O número ficou abaixo do limite mais alto de negociação, que poderia incluir 500 unidades do 737 Max e aeronaves de fuselagem larga.
Scott Bessent afirmou à CNBC que os países discutem acelerar investimentos chineses.
Com informações de finance.
