Com produção confirmada para o primeiro trimestre de 2027 em São José dos Pinhais, a Volkswagen Tukan terá 4,75 m de comprimento, 2,80 m de entre-eixos, duas carrocerias e versões com motores 1.0, 1.4 e sistema híbrido leve de 48 Volts para disputar espaço entre Strada e Toro
A Volkswagen confirmou a picape intermediária Tukan com cerca de 4,75 m de comprimento e 2,80 m de entre-eixos, produção prevista para o primeiro trimestre de 2027 em São José dos Pinhais e posicionamento entre Strada e Toro, sucedendo a Saveiro.
Dimensões definem posicionamento entre Strada e Toro
Com aproximadamente 4,75 metros de comprimento, 2,80 m de entre-eixos, menos de 1,80 m de largura e 1,70 m de altura, a Tukan foi dimensionada para ocupar faixa intermediária do segmento. O porte sustenta a estratégia de competir com versões superiores da Strada e configurações básicas da Toro.
A proposta busca atender dois perfis distintos. De um lado, consumidores que priorizam robustez e uso profissional. De outro, clientes interessados em versões mais equipadas, voltadas ao lazer, sem sair do segmento intermediário.
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Duas carrocerias e foco em trabalho e lazer
A Tukan será vendida em versões de cabine simples e cabine dupla. A configuração de trabalho terá design simplificado e elementos voltados ao uso intenso, mirando diretamente o mercado hoje atendido pela Saveiro, incluindo frotas e empresas.
Nessa versão, a picape contará com suspensão traseira por eixo rígido com molas semielípticas. A solução tem como objetivo elevar robustez e capacidade de carga, atendendo exigências de quem utiliza o modelo na lida diária.
Nas variantes de cabine dupla, a proposta será mais voltada ao lazer. O desenho será mais arrojado, com paleta de cores chamativas, rodas de visual diferenciado e acabamento interno com materiais mais requintados.
Produção no Paraná e base compartilhada com o T-Cross
Toda a produção será concentrada na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, onde o T-Cross já é montado. A Tukan compartilhará com o SUV compacto a estrutura dianteira da carroceria monobloco, a partir da plataforma MQB A0.
A chegada da picape representa o primeiro modelo inédito da marca no segmento desde Saveiro e Amarok, originalmente apresentadas em 2010. Em 2018, houve expectativa em torno da Tarok, mas o projeto não avançou para a produção.
Motores previstos e estreia do sistema híbrido leve
As versões de entrada com cabine simples devem utilizar o motor 200 TSI, 1.0 turbo flex de três cilindros, com até 128 cv. Já as intermediárias devem contar com o 250 TSI, 1.4 turbo flex de quatro cilindros, com 150 cv e 25,5 kgfm, operando em ciclo Otto e câmbio automático de seis marchas.
Dentro do anúncio de eletrificação da marca, a Tukan deve ser o primeiro produto nacional com motor híbrido flex. O conjunto previsto é o 1.5 TSI Evo2 com sistema híbrido leve de 48 Volts, 150 cv e 25,5 kgfm, associado ao câmbio DSG de sete marchas.
Esse sistema será inicialmente importado do México. A estratégia integra a ampliação da oferta de produtos híbridos leves, plenos e plug-in prevista para os próximos lançamentos da marca.
Nome, identidade visual e cronograma alterado
O nome Tukan foi revelado em homenagem ao tucano, ave típica do Brasil. A escolha reforça a tendência da fabricante de utilizar a letra T na denominação de seus modelos, como Tera, T-Cross, Taos, T-Roc, Tiguan e Touareg.
No visual, a inspiração virá de SUVs como Tera e Tiguan, especialmente na dianteira. Teaser recente indicou opções de pintura bicolor e santantônio com assinatura “Tukan”, além da tonalidade Amarelo Canarinho, associada a edições especiais do Gol.
A previsão inicial de estreia era o primeiro semestre de 2026. O cronograma foi alterado e a produção em série começará apenas no primeiro trimestre de 2027, com vendas logo na sequência, consolidando a estrtegia de reposicionamento da marca no segmento.

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