Volkswagen investe na criação do seu novo centro de desenvolvimento de híbridos com etanol e Brasil será referência para os demais países emergentes

Valdemar Medeiros
por
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13-07-2021 12:01:51
em Indústria e Construção Civil
Volkswagen - etanol - híbridos - investimento Fábrica da Volkswagen no Paraná – créditos: domtotal

Volkswagen aplica investimentos em seu novo centro de P&D que utilizará etanol e outros biocombustíveis em carros híbridos, fazendo do Brasil referência para os demais países emergentes

A Volkswagen está aplicando uma série de investimentos em seu novo centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que utilizará etanol e outros biocombustíveis em carros híbridos. O objetivo da montadora alemã é buscar uma combustão mais eficientes e novas soluções híbridas, focando no mercado de países emergentes. O investimento é uma resposta da Volkswagen para o atraso que é esperado na transição global para os elétricos, inclusive no território indiano.

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De acordo com Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América Laina, sediar o novo Centro de P&D para etanol no Brasil, coloca a América Latina em evidência no “mundo Volkswagen”.

Segundo o executivo, poder desenvolver, liderar e exportar soluções tecnológicas através do uso da energia limpa dos biocombustíveis como o etanol, se caracteriza como uma estratégia complementar às motorizações de carros elétricos, híbridos e a combustão nos mercados emergentes.

Di Si afirma que no investimento, a Volkswagen atuará em parceria com o Governo, agroindústria e universidades para que se possa trabalhar com o que há de melhor para o futuro automotivo. O próprio executivo da Volkswagen na América Latina já havia dado alguns “spoilers” sobre tal assunto, indicando que a empresa não tinha o mesmo posicionamento em relação aos países europeus.

Etanol e carros híbridos são a única saída, afirma a Volkswagen

O plano da Volkswagen para Europa é ser 100% neutra em emissões de carbono entre 2033 e 2035, data em que a União Europeia possivelmente banirá a venda de carros com motores a combustão.

Já no caso dos mercados emergentes, como o do Brasil, a empresa explica que a falta de investimentos em infraestrutura de recarga, energia renovável e renda, impossibilita a eletrificação. Sendo assim, o etanol surge como uma única opção viável para os carros híbridos.

De acordo com um estudo da World Wildlife Fund (WWF) no Brasil, até 2030, 72% de demanda nacional de biocombustíveis será suprida apenas se as pastagens degradadas atualmente receberem uma otimização para não comprometer a produção de alimentos.

Expectativas para o futuro automotivo do Brasil

O estudo mostra que atualmente, 1,2% do território nacional é usado para cultivar cana-de-açúcar, com 0,8% usados para a produção de etanol e 92% da cana colhida vem do Centro-Sul e 8% do Nordeste.

Então, para o Brasil, é possível esperar motores da série EA211, utilizando a tecnologia TSI com ciclo Miller, injeção dupla de alta pressão e turbina de geometria variável. Além disso, poderá ser utilizada a hibridização leve com 12V ou 48V, tendo em vista que ela não será mais utilizada na Europa daqui a 10 anos.  

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Valdemar Medeiros
Formado em Segurança do trabalho, especialista em marketing de conteúdo em conjunto de ações de SEO e Universitário de Publicidade e Propaganda.