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Visita de Trump à China pode revelar o futuro que assusta operários: fábricas escuras, robôs trabalhando sem parar e empregos industriais desaparecendo diante dos olhos dos Estados Unidos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 12/05/2026 às 22:07 Atualizado em 12/05/2026 às 23:56
Visita de Trump à China mira investimentos enquanto fábrica escura da Gree mostra avanço de robôs e IA na indústria.
Visita de Trump à China mira investimentos enquanto fábrica escura da Gree mostra avanço de robôs e IA na indústria.
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A visita de Trump à China coloca em foco a busca por investimentos chineses para modernizar fábricas americanas, enquanto a unidade automatizada da Gree mostra como robôs, inteligência artificial e linhas de produção 24 horas já reduzem a necessidade de trabalhadores tradicionais.

A visita de Trump à China deve ter entre suas prioridades a busca por investimentos chineses para modernizar fábricas americanas, mas a experiência da Gree em Zhuhai mostra um cenário de automação e menos empregos.

Fábrica escura na visita de Trump à China

Nos arredores de Zhuhai, no sul da China, a Gree, maior fabricante chinesa de ar condicionado, mantém uma fábrica escura operando 24 horas por dia, sete dias por semana, controlada por inteligência artificial.

Dentro do galpão, braços robóticos amarelos se movem sincronizados em linha de montagem de 457 metros, unindo cerca de 4.000 componentes a cada 10 segundos para unidades de ar condicionado.

Robôs, dados e exportações

No centro da operação, telas gigantes exibem dados em tempo real sobre produção, vendas globais e entregas. Cerca de 60% da produção da Gree é exportada, com vendas significativas na América do Norte.

A China responde por cerca de 30% da produção industrial global, com expectativa de chegar a quase 50% nos próximos quatro anos. A empresa também já fez propaganda na Times Square.

Chen Huadong, gerente geral da Gree, afirma que as fábricas inteligentes do futuro terão robôs com suporte de IA por toda parte, trabalhando em tempo real. Ele também diz que a Gree fabrica aparelhos e fábricas de qualidade.

Empregos mudam com automação

Uma fábrica do tamanho da unidade da Gree normalmente empregaria cerca de 10.000 trabalhadores. A fábrica escura precisa de apenas 1.000, e um terço deles é formado por engenheiros.

Chen avalia que o trabalho físico diminuirá, enquanto crescerão habilidades ligadas à manutenção de equipamentos de IA. Para ele, futuras linhas exigirão engenheiros para projetar, planejar, instalar, inspecionar e manter sistemas automatizados.

A visita de Trump à China coloca essa transformação no centro da disputa por investimentos, fábricas modernas e empregos industriais.

Com informações de CBS.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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