1. Início
  2. Curiosidades
  3. Vidro comum vira coisa do passado em 2026: janela a vácuo usada em reformas promete reduzir em 60% a 70% a perda de calor, melhora o isolamento sem trocar toda a esquadria e mantém ambientes mais estáveis por muito mais tempo
Faça um comentário 6 min de leitura

Vidro comum vira coisa do passado em 2026: janela a vácuo usada em reformas promete reduzir em 60% a 70% a perda de calor, melhora o isolamento sem trocar toda a esquadria e mantém ambientes mais estáveis por muito mais tempo

Imagem de perfil do autor Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher Publicado em 28/06/2026 às 20:05 Atualizado em 28/06/2026 às 20:20
Assista o vídeoVidro isolante a vácuo reduz perdas de calor em janelas, melhora o conforto térmico e ajuda reformas com mais eficiência energética.
Vidro isolante a vácuo reduz perdas de calor em janelas, melhora o conforto térmico e ajuda reformas com mais eficiência energética.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Tecnologia aplicada às janelas amplia o debate sobre reformas mais eficientes, ao combinar isolamento térmico avançado, adaptação a esquadrias existentes e desempenho técnico capaz de reduzir perdas de energia em imóveis residenciais, comerciais e edifícios antigos sem alterar necessariamente toda a estrutura da fachada.

O vidro isolante a vácuo, conhecido pela sigla VIG, ganhou força nas discussões sobre reformas e eficiência energética por oferecer uma alternativa ao vidro comum em janelas que concentram perdas térmicas relevantes.

Entre as lâminas de vidro, a tecnologia utiliza uma câmara praticamente sem ar para reduzir a transferência de calor entre o ambiente interno e a área externa do imóvel.

Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, o VIG tem potencial para reduzir em cerca de 60% a 70% a perda de calor em janelas típicas vendidas no mercado.

O mesmo órgão afirma que ganhos e perdas de calor por janelas respondem por 25% a 30% do uso residencial de energia com aquecimento e resfriamento.

Com esse impacto, a janela deixou de ser vista apenas como entrada de luz, ventilação ou acabamento de fachada em projetos voltados a conforto térmico e economia de energia.

Nos imóveis climatizados por longos períodos, cada ponto de troca térmica interfere na estabilidade da temperatura interna e no esforço exigido de sistemas de ar-condicionado ou aquecimento.

Como funciona o vidro isolante a vácuo

Parecida com a lógica de uma garrafa térmica, a solução aplicada ao vidro busca reduzir caminhos pelos quais o calor normalmente se desloca entre duas superfícies expostas a temperaturas diferentes.

Em vez de manter uma camada de ar ou gás entre as placas, o sistema retira quase todo o ar desse espaço, dificultando a condução e a convecção de calor.

Na prática, duas lâminas de vidro ficam separadas por pequenos espaçadores, necessários para impedir que a pressão atmosférica empurre uma placa contra a outra durante o uso.

Preservar o vácuo, manter a distância correta entre as lâminas e evitar pontes térmicas estão entre os principais desafios técnicos para garantir o desempenho do conjunto.

Comparada a uma lâmina simples, a janela com VIG oferece maior resistência à troca de temperatura e pode contribuir para ambientes internos mais estáveis ao longo do dia.

Vidro isolante a vácuo reduz perdas de calor em janelas, melhora o conforto térmico e ajuda reformas com mais eficiência energética.
Vidro isolante a vácuo reduz perdas de calor em janelas, melhora o conforto térmico e ajuda reformas com mais eficiência energética.

Em regiões frias, o ganho aparece na redução da saída de calor do ambiente interno; em locais quentes, o desempenho depende também de características de controle solar e da orientação da fachada.

Reformas com esquadrias existentes

O interesse pelo VIG cresce especialmente em reformas de imóveis antigos, onde a substituição completa das esquadrias pode ser cara, complexa ou limitada por regras de condomínio, patrimônio histórico ou padronização da fachada.

Quando a janela existente está em bom estado, melhorias de eficiência podem ser avaliadas antes da troca integral, sobretudo em projetos que buscam reduzir perdas sem descaracterizar a construção.

De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, janelas existentes em boas condições podem receber intervenções para reduzir perdas de energia e melhorar o conforto dos ambientes.

Entre as alternativas citadas pelo órgão estão vedação contra vazamentos de ar, calafetagem, weatherstripping, painéis adicionais, películas de controle solar e sombreamento externo.

Nesse cenário, o vidro a vácuo aparece como uma solução de maior desempenho para projetos que buscam avançar além do vidro simples sem exigir, em todos os casos, mudanças mais amplas.

Por ser mais fino do que algumas composições de vidro triplo, ele pode se encaixar melhor em reformas com restrição de espessura, peso ou preservação da aparência original.

Eficiência energética depende do conjunto

A escolha do vidro, isoladamente, não garante o resultado final, porque a eficiência da janela depende também da esquadria, da vedação, da instalação e das condições climáticas do local.

Além da orientação solar e do tipo de ambiente, o desempenho real precisa considerar o modo de uso do imóvel e a compatibilidade entre o produto escolhido e a estrutura existente.

Na seleção de janelas, o Departamento de Energia dos Estados Unidos recomenda observar indicadores técnicos que ajudam a comparar a capacidade de isolamento e o comportamento diante da radiação solar.

O fator U mede a taxa de transferência de calor não solar; quanto menor esse índice, maior tende a ser a resistência térmica da janela.

Já o SHGC indica quanto da radiação solar atravessa o vidro, dado importante para imóveis expostos a sol direto ou localizados em regiões mais quentes.

Essa leitura evita que uma solução eficiente para clima frio seja aplicada sem critério em um ambiente onde o principal problema está no excesso de ganho solar.

Em uma casa sujeita a baixas temperaturas, a prioridade pode ser reduzir a perda de calor; em um apartamento exposto a sol direto, o controle de ganho solar pode pesar mais.

Instalação correta evita perda de desempenho

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Mesmo um vidro de alto desempenho perde eficiência quando há frestas, falhas de fixação, caixilhos deformados ou vedação mal executada em torno da janela.

Nas reformas residenciais, parte das perdas de energia ocorre pelas bordas da janela e pelos pontos de infiltração de ar, não apenas pela superfície envidraçada.

Por isso, a instalação profissional e a compatibilidade com a esquadria são etapas decisivas para que o desempenho previsto pelo fabricante seja mantido depois da obra.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos afirma que janelas, barreiras contra intempéries e selagens devem seguir as recomendações do fabricante para funcionar corretamente.

Esse cuidado vale tanto para casas e apartamentos quanto para edifícios comerciais, escolas, hospitais e hotéis, onde o conforto térmico interfere diretamente na ocupação dos espaços.

Em fachadas amplas de vidro, sistemas com baixo isolamento tendem a mostrar seus efeitos mais rapidamente, sobretudo em períodos prolongados de calor ou frio.

Custo, garantia e aplicação correta

O vidro comum ainda segue presente em muitas obras por custo, disponibilidade e simplicidade de aplicação, mas deixou de ser a única referência quando o objetivo é desempenho térmico.

Ainda assim, em projetos que priorizam eficiência energética, conforto térmico e atualização de imóveis existentes, soluções avançadas de envidraçamento ganharam espaço no mesmo debate que envolve isolamento de paredes, coberturas e pisos.

Antes da compra, consumidores, síndicos e projetistas precisam verificar certificações, garantia, índices técnicos, compatibilidade com a esquadria e orientação de instalação do fabricante.

A promessa de reduzir perdas térmicas só se sustenta quando o produto escolhido corresponde às condições reais do edifício e recebe instalação adequada.

Com o avanço do vidro a vácuo, a janela passou a cumprir papel mais técnico nas construções, além de permitir iluminação natural e ventilação.

Esse componente também influencia o conforto, o gasto energético e a capacidade de manter ambientes internos mais estáveis por períodos mais longos.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x