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Usando o Shinkai 6500, submersível tripulado que mergulha a até 6.500 metros, japoneses descobriram no Pacífico um vulcão submarino raro do tipo Petit Spot e surpreenderam com o achado em área remota do oceano

Publicado em 17/04/2026 às 12:00
Atualizado em 17/04/2026 às 12:06
Vulcão, Fundo do Mar, pacífico
© Crédito: Universidade de Tohoku
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Equipe japonesa identifica vulcão submarino raro perto de Minamitorishima, no Pacífico, e descoberta ajuda a ampliar o entendimento sobre o manto terrestre

Uma equipe japonesa identificou um vulcão submarino de cerca de 3 milhões de anos sob o Oceano Pacífico, perto da Ilha de Minamitorishima, em uma área remota do Japão. A descoberta importa porque amplia o conhecimento sobre o interior da Terra e a atividade vulcânica sob placas oceânicas.

Achado em área remota do Pacífico

O vulcão submarino foi localizado em uma antiga seção da Placa do Pacífico, perto da Ilha de Minamitorishima, no ponto mais oriental do Japão.

A estrutura pertence a uma classe rara chamada vulcanismo de pequeno ponto. A confirmação veio após amostragem em águas profundas.

O estudo foi publicado na revista Deep-Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers.

Vulcão submarino
Imagem: Universidade de Torku

Como os cientistas chegaram à estrutura

A investigação começou com dados batimétricos coletados pela Guarda Costeira do Japão. As informações mostraram uma formação incomum sob o fundo do mar na Ilha Marcus.

As observações iniciais apontaram uma pequena estrutura vulcânica fora do padrão do fundo oceânico naquela região.

Para aprofundar a apuração, os cientistas usaram o Shinkai 6500, um submersível tripulado capaz de mergulhar até 6.500 metros.

O veículo permitiu a inspeção direta do local e a coleta de amostras de rochas retiradas da formação suspeita.

Os pesquisadores relataram que a suspeita sobre a presença de um pequeno vulcão surgiu após a análise dos dados batimétricos obtidos pela Guarda Costeira do Japão.

As amostras recolhidas durante os mergulhos confirmaram a presença de material vulcânico e validaram a interpretação de que a estrutura era mesmo um vulcão submarino.

O trabalho indicou que a combinação entre mapeamento e amostragem direta foi essencial para confirmar a natureza do local.

O que são os vulcões de pequeno ponto

Os vulcões de pequeno porte se formam por um processo tectônico ligado à flexão das placas tectônicas.

Quando as placas oceânicas submergem e se curvam em direção ao manto, fraturas podem se abrir dentro da própria placa.

Essas fissuras criam caminhos para a subida do magma vindo de regiões mais profundas da Terra.

O Dr. Naoto Hirano, do Centro de Estudos do Nordeste Asiático da Universidade de Tohoku, afirmou que esses vulcões são jovens e surgem ao longo de fissuras na base das placas tectônicas.

Ele explicou que essas fissuras estão ligadas à deformação mecânica da Placa do Pacífico à medida que ela afunda no manto.

A origem do magma e o papel do manto

O magma dessas erupções vem da astenosfera, camada superior do manto terrestre. Pesquisadores afirmam que essa zona tem papel importante no movimento das placas tectônicas.

Também é dessa camada que vem o material que alimenta os vulcões de pequeno porte em regiões onde placas oceânicas se flexionam.

Um comunicado publicado pela Universidade de Waseda informou que estudos recentes no leste da Fossa do Japão encontraram vulcões desse tipo expelindo magma alcalino enriquecido em dióxido de carbono.

Por que a descoberta chama atenção

Os vulcões de pequeno porte são valiosos porque expõem componentes da astenosfera que não seriam acessíveis pela geologia de superfície.

O estudo dessas formações ajuda cientistas a entender melhor a composição do manto e os processos de fusão que ocorrem sob as placas tectônicas.

A estrutura recém-identificada perto de Minamitorishima amplia os locais conhecidos onde esse tipo de atividade vulcânica pode ocorrer no oceano.

Dr. Hirano afirmou que a descoberta do novo vulcão oferece uma oportunidade para explorar melhor a área e, com sorte, revelar outros pequenos vulcões.

A avaliação indica que a região pode conter outras estruturas ainda desconhecids, formadas em condições parecidas.

A descoberta reforça o valor do vulcão submarino como peça importante para estudar o comportamento das placas oceânicas e a atividade do manto profundo.

Com informações de Daily Galaxy.

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Romário Pereira de Carvalho

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