Caso envolvendo multas de trânsito atribuídas a uma idosa de 92 anos, que não dirige há 18 meses e mantém o veículo imobilizado, levou autoridades belgas a abrir investigação interna após registros de infrações em cidades diferentes durante dezembro de 2025
Apesar de ter 92 anos e não dirigir há cerca de um ano e meio, Fernanda Vandewalle começou a receber multas de trânsito desde dezembro de 2025, associadas a um veículo que estava imobilizado, situação que levou autoridades belgas a abrir uma investigação interna.
Multas de trânsito registradas em locais distintos
A aposentada, natural de Bissegem, na Bélgica, foi surpreendida com duas multas de trânsito por excesso de velocidade, que totalizam € 126,84. As infrações teriam ocorrido em 18 de dezembro de 2025, em Farciennes, e em 29 de dezembro de 2025, em Bruxelas, conforme os documentos recebidos.
Uma terceira notificação já estaria em processamento, aumentando o número de multas de trânsito atribuídas à idosa. Os registros indicam cidades diferentes, o que reforça o caráter incomum do caso relatado pela família.
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Veículo parado e placa não furtada
O veículo envolvido nas multas de trânsito é um Mitsubishi Colt que permanece estacionado na casa da filha de Fernanda Vandewalle. Segundo a família, o automóvel não foi utilizado no período das infrações e não houve registro de furto ou troca da placa.
Dessa forma, a circulação do carro em Farciennes ou Bruxelas é considerada tecnicamente inexplicável. A própria idosa ironizou a situação ao afirmar que não teria condições físicas de percorrer tais distâncias na sua idade.
Impacto familiar e entraves administrativos
O neto de Fernanda Vandewalle afirmou enfrentar dificuldades burocráticas para contestar as multas de trânsito e preservar o nome da avó. Segundo ele, o processo para correção dos registros é complexo e exige múltiplos contatos com órgãos responsáveis.
A família sustenta que não há qualquer fundamento para as autuações e busca esclarecimentos formais sobre a origem das notificações.
Apuração oficial e recomendação às partes
O departamento de infrações de trânsito informou ter iniciado uma investigação interna para analisar o caso. As autoridades orientaram que nenhuma das multas de trânsito seja paga durante o processo, a fim de evitar que o pagamento seja interpretado como reconhecimento de culpa enquanto a apuração segue em curso.
