1. Início
  2. / Construção
  3. / Uma das maiores hidrelétricas do Brasil passa por cirurgia de R$ 1,2 bilhão, atinge quase 50% das obras, moderniza seis turbinas e prepara a usina de 1.710 MW para uma nova era até 2029
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 2 comentários

Uma das maiores hidrelétricas do Brasil passa por cirurgia de R$ 1,2 bilhão, atinge quase 50% das obras, moderniza seis turbinas e prepara a usina de 1.710 MW para uma nova era até 2029

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 25/02/2026 às 20:23
Assista o vídeo
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
42 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Em Goiás e Minas Gerais, a Spic Brasil realizou investimento de R$ 1,2 bilhão na modernização da usina de 1.710 MW para ampliar eficiência e segurança, provocando avanço de quase 50% no projeto e chamando atenção do setor elétrico brasileiro.

A modernização de uma das maiores hidrelétricas do país está avançando em ritmo acelerado.

A Usina Hidrelétrica São Simão, com potência instalada de 1.710 MW, está próxima de atingir 50% de execução do projeto de modernização conduzido pela Spic Brasil.

O empreendimento, em operação desde 1978, passa por uma ampla atualização tecnológica que promete reforçar a confiabilidade do sistema elétrico nacional.

Usina estratégica opera desde 1978 e passou à Spic em 2018

Localizada na divisa entre Goiás e Minas Gerais, a UHE São Simão é considerada um ativo estratégico para a geração de energia no Brasil.

A Spic Brasil assumiu a operação da usina em 2018, após adquirir a concessão em leilão de relicitação.

Desde então, a companhia iniciou um plano robusto de investimentos para renovar equipamentos e estruturas fundamentais da hidrelétrica.

O projeto já soma R$ 1,2 bilhão aplicados no processo de modernização.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Seis unidades geradoras serão concluídas até 2029

A empresa prevê finalizar as obras nas seis unidades geradoras até 2029. Desde outubro de 2025, a terceira unidade geradora está paralisada para passar pelo processo de modernização.

Agora, a previsão é que essa unidade retorne à operação em agosto deste ano, reforçando gradualmente a capacidade plena da usina.

O cronograma demonstra que a modernização ocorre de forma planejada para minimizar impactos na geração de energia.

Projeto é dividido em sete pacotes construtivos

A modernização da São Simão está estruturada em sete pacotes construtivos. Três já foram concluídos. Esse  primeiro envolveu a reforma dos pórticos e das pontes rolantes.
Já o segundo contemplou a substituição dos transformadores elevadores principais.
Por sua vez, o terceiro incluiu a modernização do vertedouro e da unidade hidráulica da tomada de água.

Essas etapas foram consideradas fundamentais para garantir segurança operacional e atualização estrutural da usina.

Obras em andamento envolvem retrofit e melhorias estruturais

Os demais pacotes seguem em andamento.Desse modo, o quarto pacote concentra as obras de engenharia que acompanham todo o processo de modernização e envolvem especialistas e empresas do setor elétrico.

Enquanto isso, o quinto prevê a modernização da casa de força e da tomada de água, incluindo o retrofit das unidades geradoras.

Mas o pacote seis ainda não foi iniciado e prevê atualização dos sistemas de iluminação, aterramento e proteção contra descargas elétricas.

Por fim, o sétimo pacote, introduzido no fim de 2025, contempla as obras civis associadas ao projeto.

A divisão em etapas permite que a usina continue operando enquanto passa por uma transformação tecnológica profunda.

Modernização amplia eficiência e segurança no sistema elétrico

Segundo a CEO da Spic Brasil, Adriana Waltrick, o avanço de quase 50% no projeto reforça o compromisso da empresa com a renovação tecnológica da usina.

A expectativa é ampliar eficiência, confiabilidade e segurança, garantindo que a São Simão continue contribuindo de forma sólida com o sistema elétrico brasileiro.

O investimento também fortalece a vida útil do empreendimento e prepara a hidrelétrica para os próximos anos de operação.

A modernização da UHE São Simão mostra como grandes ativos do setor elétrico estão sendo atualizados para acompanhar novas exigências de desempenho e segurança. Com R$ 1,2 bilhão já investidos e conclusão prevista para 2029, o projeto se consolida como um dos mais relevantes em curso no país.

Você acredita que a modernização de grandes hidrelétricas é essencial para garantir segurança energética no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários.

Inscreva-se
Notificar de
guest
2 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Marco Antônio Soares de Moraes
Marco Antônio Soares de Moraes
27/02/2026 12:53

Obviamente que sim ! Os Lagos poderiam tbm ser aproveitados com painéis solares e esta energia poderia ser de algumas maneira adicionada ao sistema. Se tivessem tbm baterias para armazenamento a energia entraria em momentos de pico de consumo no sistema.

FRANCISCO CAETANO ROSA FILHO
FRANCISCO CAETANO ROSA FILHO
26/02/2026 10:13

Claro que sim, e preciso modernizar para conseguir atender os mais variados desafios de demandas energeticas.

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Ir para o vídeo em destaque
2
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x