Segundo o ndmais, o maior centro de distribuição da América Latina pertence à Havan, ocupa 1,5 milhão de metros quadrados em Barra Velha, no litoral norte catarinense, movimenta cerca de 3 milhões de produtos diariamente para quase 190 lojas e acaba de anunciar uma ampliação de 50 mil metros quadrados com investimento de R$ 100 milhões.
Quem passa pela BR-101 na altura de Barra Velha, cidade de aproximadamente 50 mil habitantes no litoral norte de Santa Catarina, dificilmente imagina que ali funciona o maior centro de distribuição da América Latina. O complexo pertence à rede varejista Havan e é responsável por abastecer quase 190 lojas espalhadas pelo Brasil, operando numa escala que coloca a pequena cidade catarinense no mapa da logística continental. São cerca de 3 milhões de produtos movimentados por dia através de uma estrutura que combina automação pesada com um contingente de 1.500 trabalhadores.
A dimensão do terreno ajuda a compreender o tamanho da operação: 1,5 milhão de metros quadrados, o equivalente a mais de 200 campos de futebol. Dentro desse perímetro, sete quilômetros de esteiras automatizadas transportam mercadorias entre setores de recebimento, armazenagem e expedição, alimentando uma cadeia que precisa funcionar sem interrupção para manter as prateleiras das lojas abastecidas de norte a sul do país. E como se o tamanho atual não bastasse, o complexo acaba de anunciar uma ampliação que vai incorporar mais 50 mil metros quadrados à operação.
O que faz desse complexo o maior centro de distribuição da América Latina

A escala do centro de distribuição da Havan em Barra Velha não se resume à extensão do terreno. A operação logística movimenta diariamente um volume de produtos equivalente ao que muitas redes varejistas processam em semanas inteiras. Os 3 milhões de itens que passam pelo complexo a cada 24 horas incluem desde roupas e calçados até eletrodomésticos e artigos de decoração, refletindo o modelo de megaloja que caracteriza a rede.
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Para dar conta desse fluxo, a infraestrutura conta com equipamentos de movimentação de cargas de grande porte. O complexo opera com três transelevadores, sistemas automatizados com capacidade para armazenar até 100 paletes cada um, que organizam o estoque verticalmente e reduzem o tempo entre o recebimento da mercadoria e sua separação para envio. Os sete quilômetros de esteiras não são apenas uma curiosidade numérica: representam a espinha dorsal de um sistema onde cada minuto de parada significa atraso na reposição de produtos em lojas que vão do Rio Grande do Sul ao Amazonas.
Barra Velha: a cidade pequena por trás da operação gigante

Barra Velha é conhecida principalmente por suas praias e pelo turismo de veraneio. Com cerca de 50 mil habitantes, a cidade tem uma economia que historicamente girou em torno do comércio local, da pesca e do setor imobiliário voltado para veranistas. A presença do maior centro de distribuição da América Latina em seu território cria um contraste que chama atenção: uma operação logística continental funcionando numa cidade onde boa parte da população se conhece pelo nome.
O impacto econômico do complexo sobre o município é significativo. Além dos 1.500 empregos diretos gerados dentro do centro de distribuição, a operação movimenta uma cadeia de serviços que inclui transporte rodoviário, alimentação, manutenção de equipamentos e segurança patrimonial. Para uma cidade do porte de Barra Velha, esse ecossistema representa uma fatia relevante da arrecadação municipal e da renda das famílias locais, tornando a relação entre a cidade e o complexo logístico muito mais profunda do que a simples vizinhança geográfica.
Ampliação de R$ 100 milhões sinaliza aposta no crescimento
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, divulgou nas redes sociais que o centro de distribuição em Barra Velha está passando por uma ampliação de 50 mil metros quadrados. O investimento anunciado é de R$ 100 milhões, valor que será direcionado à construção de novas áreas de armazenagem e processamento de produtos dentro do complexo que já é o maior da América Latina. A expansão representa um acréscimo de cerca de 3% à área total do terreno, mas o ganho operacional tende a ser proporcionalmente maior, já que as novas estruturas devem incorporar tecnologias de automação mais recentes.
A decisão de ampliar o complexo reflete a estratégia de crescimento da rede varejista, que se aproxima das 190 unidades em operação no Brasil. Cada nova loja inaugurada aumenta a demanda sobre o centro de distribuição, exigindo maior capacidade de recebimento, separação e expedição de produtos. Sem a ampliação, o risco seria transformar o próprio centro de distribuição em gargalo logístico, limitando a velocidade de expansão da rede. Com o investimento, a Havan aposta que a infraestrutura de Barra Velha continuará dando conta do ritmo de crescimento pelos próximos anos.
Automação e escala humana lado a lado
Um dos aspectos mais reveladores do centro de distribuição da Havan é a convivência entre automação de ponta e trabalho humano em grande escala. Os sete quilômetros de esteiras e os transelevadores automatizados cuidam da movimentação pesada, mas são as 1.500 pessoas que operam, supervisionam e corrigem o sistema no dia a dia. Em centros de distribuição desse porte, a tecnologia elimina tarefas repetitivas e reduz erros, mas não substitui a capacidade humana de lidar com exceções, resolver problemas em tempo real e garantir que cada produto siga para o destino correto.
Essa combinação entre máquinas e pessoas é o que permite ao complexo de Barra Velha processar 3 milhões de itens por dia sem colapsar. Em períodos de pico, como datas comemorativas e grandes promoções, a pressão sobre o sistema aumenta consideravelmente, exigindo que tanto os equipamentos quanto as equipes operem com eficiência máxima. A ampliação anunciada deve aliviar parte dessa pressão, criando espaço físico para acomodar volumes ainda maiores e, possivelmente, gerando novas vagas de trabalho na região.
O centro de distribuição que poucos conhecem, mas muitos dependem
Milhões de brasileiros compram produtos nas lojas da Havan sem saber que cada item passou por Barra Velha antes de chegar à prateleira. O maior centro de distribuição da América Latina opera em relativo anonimato, sem a visibilidade que uma fábrica de automóveis ou uma refinaria costuma ter, mas com um papel igualmente essencial na engrenagem do varejo nacional. A ampliação de R$ 100 milhões reforça a importância estratégica desse complexo para a operação da rede e para a economia da pequena cidade que o abriga.
Você sabia que o maior centro de distribuição da América Latina ficava numa cidade de 50 mil habitantes em Santa Catarina? Conte nos comentários o que mais surpreendeu você nessa história: o volume de 3 milhões de produtos por dia, os sete quilômetros de esteiras ou o fato de tudo isso acontecer em Barra Velha. Queremos saber a sua opinião.

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