A casa curva nasceu de um hangar adaptado, tem vista para a represa, usa estrutura metálica e ainda surpreende com lavabo cheio de histórias
Imagine pegar a ideia de um hangar e transformar tudo em uma casa cheia de personalidade, com curva aparente, serralheria, vidro e um visual que enquadra a represa o tempo inteiro. O projeto é da própria arquiteta que mora e assina cada escolha, do formato ao acabamento.
A estrutura metálica foi montada em uma semana, o interior foi desenhado para funcionar dentro do formato curvo e a proposta mistura integração total com soluções práticas: duas alas, áreas sociais abertas e uma sequência de detalhes que fazem a casa parecer um tour de design com histórias em cada canto.
De hangar a casa curva: como nasceu a ideia

A inspiração veio do universo da aviação e da vontade de ter uma casa com estrutura metálica. A proposta foi direta: fazer uma casa totalmente curva, como um hangar, mas adaptada para morar, receber pessoas e viver o dia a dia.
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A decisão não foi só estética. O formato define circulação, iluminação, marcenaria e até a forma de decorar, já que as paredes curvas mudam tudo na casa, do lugar de um quadro ao desenho de um guarda-roupa.
Estrutura metálica montada em uma semana e o modelo pronto adaptado
A montagem da estrutura metálica foi descrita como rápida: em uma semana, a parte principal já estava pronta, com peças chegando preparadas e instaladas com encaixe e fixação no local.
O modelo usado já existia, e o projeto ficou muito próximo do que a arquiteta queria, inclusive com pé direito de 5,5 m no centro. A curvatura não fecha totalmente, o que ajudou na disposição de mobiliário e no funcionamento real da casa.
Duas alas para integrar sem bagunçar o descanso
A planta foi pensada para ser 100% integrada nas áreas sociais, mas com quartos organizados em duas alas. De um lado, ficam os quartos das crianças; do outro, a suíte master. A ideia é receber gente e fazer festa sem “invadir” o silêncio da área íntima.
Esse desenho cria um efeito simples e eficiente: a casa se comporta como um espaço aberto quando você quer, e vira um refúgio quando precisa de privacidade.
Portas de vidro e serralheria para abrir a casa para a represa
A entrada e o pano de vidro foram feitos com serralheria e vidro, em um vão amplo, e o sistema abre em múltiplas folhas. São quatro portas de cada lado para criar integração total, com parte fixa onde a curva começa e cortinas para controlar luz e privacidade.
O resultado é que a casa funciona como mirante: dá para cozinhar olhando a represa e manter a área externa sempre no campo de visão.
Área externa com piscina pensada para a vista

O deck e a piscina foram posicionados para aproveitar a vista da represa, com uma piscina de tamanho moderado, prainha e uma parte tipo raia. A justificativa é bem prática: piscina dá trabalho e manutenção, então a escolha foi equilibrar lazer e rotina.
Há ainda um plano de área gourmet com estrutura metálica, churrasqueira e espaço para forno de pizza, além de um banheiro pensado como área “desmontável”, com fechamento em madeira e palha e cobertura de vidro. Tudo isso amplia o uso da casa sem perder o conceito original.
Cozinha grande, cores ousadas e casa pronta para “entrar de mala”

A área social inclui cozinha e mesa de jantar grande, com cadeiras diferentes e cor assumida. A marcenaria traz tons marcantes, como MDF azul, e a bancada aparece com pedra clara. A proposta é não esconder o projeto: a casa usa cor como assinatura.
Em um momento, a arquiteta explica que a casa ficou decorada e mobiliada para facilitar venda, com itens e enxoval, no estilo “pronta para entrar de mala”, depois que os planos familiares mudaram.
O lavabo dos tucanos e o design cheio de histórias

O lavabo virou ponto alto: tucanos aparecem em um ladrilho personalizado, escolhido para trazer a natureza para dentro da casa. A paleta conversa com tons terrosos, rosa e verdes, conectando o interior ao cenário externo.
Esses elementos mostram um padrão do projeto: nada está ali por acaso. A casa mistura referências, peças garimpadas e escolhas afetivas para criar identidade.
Iluminação sem ponto central para respeitar a curva
A iluminação foi resolvida com trilhos e spots, sem um ponto central tradicional. A intenção era evitar um efeito “shopping” ou “hospital”, buscando uma casa mais aconchegante à noite, com luz direcionada e pontos indiretos.
Como as paredes são curvas e há pouca parede reta, a luz também vira ferramenta de “desenhar” o espaço, iluminando teto e áreas específicas.
Quartos com molduras, marcenaria e soluções para o curvo
Nos quartos, entram molduras, cores e um piso vinílico com paginação espinha de peixe. A curvatura exige marcenaria pensada para encaixar sem virar um problema, e a arquiteta reforça a preferência por peças que possam ser desmontadas e reaproveitadas.
Na suíte master, a proposta de cor aparece forte, com um teto marcante e combinação com tons mais frios nos armários. A ideia é transformar a casa em experiência, não em um interior genérico.
Pergunta rápida: você moraria em uma casa assim, com formato de hangar e decoração cheia de cor, ou preferiria algo mais neutro?


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