Caso em Rio Grande ganhou destaque após Luciano Hang relatar que um prato de R$ 24 foi confundido com artefato indígena, paralisou obra da Havan por 150 dias e reacendeu críticas à burocracia no Brasil
Um prato de R$ 24 levou à paralisação de uma obra da Havan por 150 dias em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, após ser confundido com artefato indígena, caso relembrado por Luciano Hang.
Prato de R$ 24 virou centro do impasse
O empresário afirmou que a construção ficou interrompida por cerca de seis meses depois que um prato de cerãmica foi encontrado no local. A suspeita inicial era de que a peça pudesse ter origem indígena.
Hang relatou que o caso simboliza, para ele, o peso da burocracia no país. O episódio ocorreu antes da construção da unidade da Havan na cidade gaúcha de Rio Grande.
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Peça foi associada a ritual religioso
No vídeo, o empresário disse ter comprovado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que se tratava de um prato comum da marca catarinense Oxford. A peça era vendida no site da Havan por valor médio de R$ 24.
“Encontraram um prato de cerâmica e acharam que era um artefato indígena. Resultado? A obra ficou parada por 150 dias. No final, descobriram que era apenas um prato comum” — conta.
“Foram meses de trabalho interrompido por um erro que poderia ter sido resolvido com mais agilidade e bom senso” — afirmou Hang nas redes sociais.
Ainda conforme Hang, o objeto teria sido usado durante um ritual religioso realizado no terreno. A explicação encerrou o mal-entendido que mantinha a obra parada e permitiu a retomada do projeto.
Atrasômetro marcou a paralisação
Em 31 de outubro de 2019, Hang colocou no local uma placa chamada “atrasômetro”, usada para marcar o tempo de interrupção da construçõa. A ação foi apresentada por ele como protesto contra a demora na liberação.
O empresário afirmou que foram meses de trabalho suspenso por um erro que, em sua avaliação, poderia ter sido solucionado com mais agilidade e bom senso.
Loja saiu do papel em 2021
A unidade da Havan em Rio Grande recebeu o número 162 da rede. A loja foi finalmente inaugurada em 29 de julho de 2021, depois da resolução do impasse envolvendo o prato de R$ 24.
O valor do investimento não foi divulgado no relato. Ainda assim, Hang costuma citar que cada nova unidade da Havan exige cerca de R$ 100 milhões para sair do papel.
Hang voltou a criticar a burocracia
Ao relembrar o caso nas redes sociais, o empresário de Brusque voltou a defender menos burocracia e mais eficiência no Brasil. Ele também afirmou que o país precisa se espelhar no que funciona.
Hang declarou que costuma considerar a burocracia uma das grandes responsáveis pelo atraso nacional e associou o excesso de entraves à corrupção.
Com informações de NSC Total.
