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Um pacote de US$ 1 bilhão acaba de reunir países europeus, Japão e grandes bancos para reconstruir Gaza, justamente quando o Hamas deixa o comando e eleições são convocadas após quase duas décadas

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 13/07/2026 às 15:29 Atualizado em 13/07/2026 às 16:25
Rua coberta por escombros em Gaza após destruição causada pela guerra, com edifícios severamente danificados e um morador caminhando entre os destroços.
Paisagem urbana destruída na Faixa de Gaza evidencia os desafios enfrentados pelo território enquanto uma iniciativa internacional de US$ 1 bilhão busca financiar projetos de recuperação e reconstrução.
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Comissão Europeia reúne 15 parceiros internacionais para financiar a recuperação de Gaza, enquanto mudanças políticas redesenham o futuro administrativo do território palestino.

A Comissão Europeia anunciou, nesta segunda-feira (13), um pacote internacional de 883,6 milhões de euros para a Faixa de Gaza.

O valor corresponde a aproximadamente US$ 1 bilhão e será destinado a projetos iniciais de recuperação do território palestino.

A chamada Iniciativa Equipe Gaza reúne 15 parceiros internacionais.

O grupo inclui 12 países europeus, o Japão, o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento.

O lançamento ocorreu durante a reunião do Grupo de Doadores para a Palestina, realizada em Bruxelas.

Segundo a Comissão Europeia, os recursos apoiarão projetos já iniciados e ações planejadas para atender a população de Gaza.

Iniciativa internacional concentra recursos para a recuperação de Gaza

A proposta busca organizar os investimentos internacionais destinados à reconstrução do território.

O programa também pretende integrar governos e instituições financeiras em uma estratégia comum de apoio.

Os principais pontos anunciados incluem:

  • Financiamento de projetos de recuperação já em andamento;
  • Apoio financeiro a iniciativas ainda planejadas;
  • Coordenação dos investimentos internacionais;
  • Assistência direta à população da Faixa de Gaza.

A Comissão Europeia informou que o mecanismo permitirá concentrar recursos em projetos considerados prioritários.

O Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento também participarão da coordenação financeira da iniciativa.

Mahmoud Abbas convoca eleições legislativas para novembro

Mudanças políticas também avançam nos territórios palestinos.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou na quinta-feira (9) um decreto convocando eleições legislativas.

A votação foi marcada para 28 de novembro.

A realização do pleito representará a primeira eleição legislativa palestina em quase duas décadas.

A agência oficial Wafa informou que o decreto inclui eleitores de Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza.

O documento prevê eleições livres e diretas para escolher os integrantes do Conselho Legislativo Palestino.

Hamas dissolve estrutura de governo mantida desde 2007

O anúncio eleitoral ocorreu três dias depois de uma mudança importante no comando de Gaza.

O Hamas anunciou, na segunda-feira (6), a dissolução do órgão responsável pela administração do território.

A estrutura havia sido mantida pelo grupo durante quase duas décadas.

O chefe do governo ligado ao Hamas, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo durante uma coletiva de imprensa.

A saída abriu caminho para que um comitê palestino de tecnocratas assuma o governo civil de Gaza.

A Faixa de Gaza era administrada pelo Hamas desde 2007.

O grupo assumiu o controle após confrontos com o Fatah, partido de Mahmoud Abbas sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

Grupo afirma que transferência busca reduzir sofrimento da população

O diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas em Gaza, Ismail Thawabta, explicou a decisão.

O dirigente afirmou que a medida busca aliviar o sofrimento provocado pela guerra em curso.

Thawabta também mencionou o atraso na reconstrução, o cerco contínuo e o fechamento das passagens de fronteira.

A permanência das forças israelenses no território também foi citada pelo representante.

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, declarou que a mudança pretende reduzir justificativas para interferências israelenses.

Qassem também reafirmou o compromisso do grupo de transferir todas as responsabilidades administrativas em Gaza.

Segunda fase do cessar-fogo permanece sem avanço

O futuro político de Gaza continua ligado às negociações do cessar-fogo.

O acordo entrou em vigor em 10 de outubro de 2025.

A primeira fase permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas.

Palestinos presos por Israel foram libertados como parte da troca.

A segunda etapa permanece estagnada há meses.

Essa fase prevê o desarmamento do Hamas e a retirada progressiva das forças israelenses da Faixa de Gaza.

Israel reforçou sua presença militar no território durante o período.

O governo israelense e o Hamas continuam trocando acusações sobre possíveis violações da trégua.

Proposta discutida no Cairo inclui força internacional de paz

Facções palestinas reuniram-se com mediadores no Cairo em meados de junho.

O encontro resultou na apresentação de uma proposta para avançar na segunda fase do cessar-fogo.

O plano foi apresentado pelo Conselho de Paz liderado pelos Estados Unidos.

A proposta inclui mecanismos para definir o futuro político e administrativo da Faixa de Gaza.

Os principais pontos discutidos foram:

  • Reconstrução do território;
  • Desarmamento do Hamas;
  • Retirada progressiva das forças israelenses;
  • Implantação de uma força internacional de paz.

As negociações permanecem ligadas à reorganização administrativa, à segurança e à reconstrução de Gaza.

A criação do pacote internacional acrescenta uma nova frente ao debate sobre o futuro do território palestino.

Fontes: Comissão Europeia, Banco Mundial, Banco Europeu de Investimento, agência Wafa e comunicados oficiais das partes envolvidas.

A cooperação internacional e a mudança no comando de Gaza poderão acelerar a reconstrução do território? Deixe sua opinião nos comentários.

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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