Comissão Europeia reúne 15 parceiros internacionais para financiar a recuperação de Gaza, enquanto mudanças políticas redesenham o futuro administrativo do território palestino.
A Comissão Europeia anunciou, nesta segunda-feira (13), um pacote internacional de 883,6 milhões de euros para a Faixa de Gaza.
O valor corresponde a aproximadamente US$ 1 bilhão e será destinado a projetos iniciais de recuperação do território palestino.
A chamada Iniciativa Equipe Gaza reúne 15 parceiros internacionais.
-
O agro brasileiro embarcou US$ 87,1 bilhões em seis meses, bateu recorde histórico e a China levou um terço
-
Supermercados fechados aos domingos: estudo revela mudança inesperada no comportamento dos consumidores de estado brasileiro
-
Um corredor de 33 km no Golfo Pérsico faz o petróleo saltar 4% e ameaça o corte de diesel que a Petrobras acabou de dar
-
Texas alcança PIB de US$ 2,9 trilhões, supera economias como Itália, Rússia e Canadá e já se aproxima da França, mesmo tendo menos da metade da população do país europeu
O grupo inclui 12 países europeus, o Japão, o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento.
O lançamento ocorreu durante a reunião do Grupo de Doadores para a Palestina, realizada em Bruxelas.
Segundo a Comissão Europeia, os recursos apoiarão projetos já iniciados e ações planejadas para atender a população de Gaza.
Iniciativa internacional concentra recursos para a recuperação de Gaza
A proposta busca organizar os investimentos internacionais destinados à reconstrução do território.
O programa também pretende integrar governos e instituições financeiras em uma estratégia comum de apoio.
Os principais pontos anunciados incluem:
- Financiamento de projetos de recuperação já em andamento;
- Apoio financeiro a iniciativas ainda planejadas;
- Coordenação dos investimentos internacionais;
- Assistência direta à população da Faixa de Gaza.
A Comissão Europeia informou que o mecanismo permitirá concentrar recursos em projetos considerados prioritários.
O Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento também participarão da coordenação financeira da iniciativa.
Mahmoud Abbas convoca eleições legislativas para novembro
Mudanças políticas também avançam nos territórios palestinos.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou na quinta-feira (9) um decreto convocando eleições legislativas.
A votação foi marcada para 28 de novembro.
A realização do pleito representará a primeira eleição legislativa palestina em quase duas décadas.
A agência oficial Wafa informou que o decreto inclui eleitores de Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza.
O documento prevê eleições livres e diretas para escolher os integrantes do Conselho Legislativo Palestino.
Hamas dissolve estrutura de governo mantida desde 2007
O anúncio eleitoral ocorreu três dias depois de uma mudança importante no comando de Gaza.
O Hamas anunciou, na segunda-feira (6), a dissolução do órgão responsável pela administração do território.
A estrutura havia sido mantida pelo grupo durante quase duas décadas.
O chefe do governo ligado ao Hamas, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo durante uma coletiva de imprensa.
A saída abriu caminho para que um comitê palestino de tecnocratas assuma o governo civil de Gaza.
A Faixa de Gaza era administrada pelo Hamas desde 2007.
O grupo assumiu o controle após confrontos com o Fatah, partido de Mahmoud Abbas sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
Grupo afirma que transferência busca reduzir sofrimento da população
O diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas em Gaza, Ismail Thawabta, explicou a decisão.
O dirigente afirmou que a medida busca aliviar o sofrimento provocado pela guerra em curso.
Thawabta também mencionou o atraso na reconstrução, o cerco contínuo e o fechamento das passagens de fronteira.
A permanência das forças israelenses no território também foi citada pelo representante.
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, declarou que a mudança pretende reduzir justificativas para interferências israelenses.
Qassem também reafirmou o compromisso do grupo de transferir todas as responsabilidades administrativas em Gaza.
Segunda fase do cessar-fogo permanece sem avanço
O futuro político de Gaza continua ligado às negociações do cessar-fogo.
O acordo entrou em vigor em 10 de outubro de 2025.
A primeira fase permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas.
Palestinos presos por Israel foram libertados como parte da troca.
A segunda etapa permanece estagnada há meses.
Essa fase prevê o desarmamento do Hamas e a retirada progressiva das forças israelenses da Faixa de Gaza.
Israel reforçou sua presença militar no território durante o período.
O governo israelense e o Hamas continuam trocando acusações sobre possíveis violações da trégua.
Proposta discutida no Cairo inclui força internacional de paz
Facções palestinas reuniram-se com mediadores no Cairo em meados de junho.
O encontro resultou na apresentação de uma proposta para avançar na segunda fase do cessar-fogo.
O plano foi apresentado pelo Conselho de Paz liderado pelos Estados Unidos.
A proposta inclui mecanismos para definir o futuro político e administrativo da Faixa de Gaza.
Os principais pontos discutidos foram:
- Reconstrução do território;
- Desarmamento do Hamas;
- Retirada progressiva das forças israelenses;
- Implantação de uma força internacional de paz.
As negociações permanecem ligadas à reorganização administrativa, à segurança e à reconstrução de Gaza.
A criação do pacote internacional acrescenta uma nova frente ao debate sobre o futuro do território palestino.
Fontes: Comissão Europeia, Banco Mundial, Banco Europeu de Investimento, agência Wafa e comunicados oficiais das partes envolvidas.
A cooperação internacional e a mudança no comando de Gaza poderão acelerar a reconstrução do território? Deixe sua opinião nos comentários.
