Arqueólogos em Israel encontraram um tesouro impressionante de moedas de ouro e prata datadas do século XV. Confira os detalhes!
Arqueólogos em Israel fizeram uma descoberta impressionante nas ruínas de uma antiga sinagoga localizada perto do Mar da Galileia: um tesouro de 364 moedas de ouro e prata datadas do século XV.
A descoberta, realizada no sítio arqueológico de Huqoq, revela detalhes fascinantes sobre o comércio e a economia da região durante o período medieval.
O contexto da descoberta em Israel
O tesouro foi encontrado dentro de dois jarros escondidos sob um muro desabado da sinagoga.
-
“Vim ao velório, mas pensando no pão de queijo”: Andréia transformou cantina de cemitério no Rio em rede que faturou R$ 4,9 milhões, levou a Bomdiqueijo para o metrô e hoje faz quiosques de 8 m² girarem R$ 70 mil por mês enquanto lojas chegam a R$ 80 mil
-
Raposa rara que muitos temiam estar “desaparecida” é encontrada viva em ilha do Caribe após mais de duas décadas sem registros oficiais
-
Caminhões e escavadeiras despejaram uma montanha de cascalho nos rios da Austrália para reconstruir barreiras naturais e recuperar áreas devastadas por 150 anos de erosão
-
Sem fábrica gigante e sem franquia famosa, estudante mineira de 21 anos largou o estágio para vender geladinhos artesanais em Montes Claros e viu a brincadeira de fim de semana virar loja própria de R$ 100 mil por mês
Segundo o arqueólogo Robert Kool, curador do departamento de moedas da Autoridade de Antiguidades de Israel, a coleção contém principalmente moedas provenientes da Veneza medieval e do sultanato mameluco, que governava a região na época.
A datação das moedas sugere que foram depositadas entre 1438 e 1457, com base em análises arqueológicas e na cronologia das moedas encontradas.

A origem das moedas
Grande parte das moedas venezianas data do período em que Francesco Dandolo era doge de Veneza (1329-1339) até o governo de Francesco Foscari (1423-1457).
Essas moedas trazem a imagem de São Marcos Evangelista, figura bíblica tradicionalmente associada ao Evangelho de Marcos, e inscrições em latim com mensagens religiosas, como: “É a Ti, Cristo, que este Ducado é confiado, o qual Tu governas“.
Além das moedas venezianas, o tesouro de Israel inclui moedas cunhadas sob o reinado do sultão mameluco al-Ashraf Barsbay (1422-1438), que governava o Egito e a Síria.
Também foram encontradas moedas de outras regiões, como uma de prata da Sicília, cunhada durante o reinado de Jaime I (1285-1295), e até mesmo uma moeda da Sérvia.

A importância econômica das moedas venezianas
Durante a Idade Média, as moedas venezianas eram amplamente aceitas no Mediterrâneo oriental como meio de pagamento.
De acordo com Kool, “no final do século XIV, os ducados venezianos eram a única moeda de ouro europeia aceita no Egito mameluco e na Síria“.
Isso demonstra a influência econômica de Veneza na região e a importância de sua moeda no comércio internacional.
Os mistérios que cercam o tesouro
Ainda não se sabe quem depositou o tesouro ou por que ele foi deixado na sinagoga. Algumas hipóteses sugerem que o dinheiro poderia ter sido arrecadado para reparos no edifício religioso ou pertencer a um comerciante viajante que nunca retornou para recuperá-lo.
Outra possibilidade é que as moedas tenham sido doadas por peregrinos que visitavam o túmulo de Habacuque, profeta bíblico mencionado na Bíblia hebraica, cujo local de sepultamento está situado próximo a Huqoq.
A sinagoga deixou de ser utilizada por volta de meados do século XV, e a estrutura entrou em colapso com o passar do tempo.
Com isso, o tesouro permaneceu oculto por séculos até sua descoberta em 2018. No entanto, devido ao risco de saques, sua existência só foi revelada publicamente anos depois, conforme relatou a professora Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, que liderou a escavação.
Com informações de American Journal of Numismatics.
