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Turista de Nova York acha um diamante do tamanho de um dente humano após três semanas de buscas em parque vulcânico dos EUA; pedra rara de 2,30 quilates virou o terceiro maior achado do ano em famosa cratera de 83 acres

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/05/2026 às 18:57
Atualizado em 30/05/2026 às 19:14
Assista o vídeoTurista de Nova York acha diamante de 2,30 quilates no Crater of Diamonds, parque vulcânico dos EUA onde visitantes ficam com gemas raras.
Turista de Nova York acha diamante de 2,30 quilates no Crater of Diamonds, parque vulcânico dos EUA onde visitantes ficam com gemas raras.
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Nova-iorquina passou semanas procurando uma pedra natural para transformar em aliança de noivado e encontrou um diamante raro no Crater of Diamonds, parque dos EUA onde visitantes podem levar para casa as gemas descobertas no solo.

A nova-iorquina Micherre Fox, de 31 anos, encontrou um diamante branco de 2,30 quilates no Crater of Diamonds State Park, em Murfreesboro, no Arkansas, após passar cerca de três semanas procurando uma pedra natural para usar em sua aliança de noivado.

A descoberta ocorreu em 29 de julho de 2025, último dia da viagem, quando Fox caminhava pelo campo de busca do parque e percebeu um brilho no chão, em uma área identificada por funcionários como parte da drenagem oeste.

Segundo o Arkansas State Parks, a pedra tinha tamanho aproximado ao de um dente canino humano e, no momento do registro, foi classificada como o terceiro maior diamante encontrado no parque em 2025, entre mais de 350 pedras contabilizadas naquele ano até então.

O achado foi batizado de Fox-Ballou Diamond, em referência aos sobrenomes de Micherre Fox e de seu noivo.

Em declaração divulgada pelas autoridades do parque e reproduzida por agências internacionais, ela disse que se ajoelhou, chorou e depois começou a rir ao perceber o que havia encontrado.

Diamante para aliança de noivado motivou busca no Arkansas

Fox, moradora de Manhattan, decidiu procurar pessoalmente a pedra que usaria no anel de noivado, em vez de comprar uma joia pronta em uma loja tradicional.

A ideia havia sido planejada por cerca de dois anos, segundo relatos divulgados pelo parque.

Durante a viagem, ela passou boa parte de julho explorando o terreno aberto ao público no Crater of Diamonds.

O parque permite que visitantes procurem diamantes e outros minerais mediante pagamento de ingresso, com a regra de que cada pessoa pode ficar com o que encontrar.

A pedra apareceu apenas no último dia de busca, quando Fox viu algo reluzente próximo aos pés.

Inicialmente, ela pensou que pudesse ser uma teia de aranha coberta de orvalho, mas o brilho permaneceu visível depois que ela tocou o objeto com a bota.

Depois de recolher a pedra, a visitante a levou para avaliação no local.

Funcionários do parque confirmaram que se tratava de um diamante branco natural, com peso de 2,30 quilates, registrado oficialmente como uma das maiores descobertas daquele período.

Crater of Diamonds permite que turistas fiquem com pedras encontradas

Turista de Nova York acha diamante de 2,30 quilates no Crater of Diamonds, parque vulcânico dos EUA onde visitantes ficam com gemas raras.
Turista de Nova York acha diamante de 2,30 quilates no Crater of Diamonds, parque vulcânico dos EUA onde visitantes ficam com gemas raras.

O Crater of Diamonds State Park é conhecido por oferecer uma experiência rara nos Estados Unidos: qualquer visitante pode procurar diamantes em uma área de origem vulcânica e levar para casa as pedras encontradas.

A área de busca aberta ao público tem 37,5 acres, segundo dados oficiais do parque.

Ela fica sobre a superfície erodida de uma antiga cratera vulcânica, formada por processos geológicos que trouxeram minerais profundos para regiões mais próximas da superfície.

O local integra uma formação associada ao conduto vulcânico de Prairie Creek, em uma região historicamente conhecida pela presença de diamantes.

As primeiras descobertas documentadas na propriedade ocorreram em 1906, antes da criação do parque estadual.

Desde que se tornou parque estadual, em 1972, o Crater of Diamonds já registrou mais de 35 mil diamantes encontrados por visitantes, de acordo com o Arkansas State Parks.

A contagem histórica reforça o interesse turístico e científico pela área.

Origem vulcânica explica presença de diamantes no solo

Os diamantes encontrados no parque se formaram em profundidade, sob condições extremas de pressão e temperatura.

Depois, foram transportados por atividade vulcânica antiga até a região que hoje compõe o parque no Arkansas.

Com o passar do tempo, a erosão expôs parte desse material.

Chuvas, enxurradas e mudanças no solo ajudam a revelar minerais mais densos, especialmente após períodos de tempestade, quando a camada superficial de terra pode ser deslocada.

Por isso, alguns visitantes encontram pedras na superfície, sem escavar profundamente.

Ainda assim, funcionários do parque costumam orientar que a descoberta depende de paciência, observação e também de condições naturais favoráveis.

O terreno é revolvido periodicamente para facilitar a busca.

Mesmo com essa manutenção, diamantes maiores são considerados incomuns, já que a maioria das pedras registradas no parque tem tamanho bem menor que a encontrada por Fox.

Achado entrou para a lista de grandes descobertas de 2025

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Quando foi anunciado, o diamante de Micherre Fox ocupava a terceira posição entre os maiores achados de 2025 no Crater of Diamonds State Park.

Posteriormente, novos registros alteraram a ordem do ranking daquele ano, incluindo uma pedra marrom de 2,79 quilates encontrada em setembro.

Essa atualização não diminui a relevância do Fox-Ballou Diamond, já que pedras com mais de dois quilates continuam sendo raras no parque.

Em 2025, o próprio Arkansas State Parks destacou que o ano havia sido incomum pela quantidade de diamantes grandes registrados.

O caso também chamou atenção porque a pedra tinha destino definido: integrar uma aliança de noivado.

Para Fox, a busca representava uma forma de dar significado pessoal à joia, associando o anel à experiência vivida no parque.

A lapidação, caso seja feita, deve reduzir o peso final da gema, como ocorre normalmente com diamantes brutos.

O corte e o polimento removem parte do material para melhorar brilho, simetria e aproveitamento da pedra em uma joia.

Uncle Sam reforça história do parque de diamantes

O parque também abriga uma das histórias mais conhecidas da mineração de diamantes nos Estados Unidos.

Em 1924, antes da criação do parque estadual, foi encontrado na área o diamante Uncle Sam, com 40,23 quilates em estado bruto.

A pedra é considerada o maior diamante já descoberto nos Estados Unidos.

Após ser lapidada, ficou com 12,42 quilates em formato esmeralda e passou a integrar a coleção de minerais e gemas do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian.

Esse histórico ajuda a explicar a popularidade do Crater of Diamonds entre turistas, colecionadores amadores e interessados em geologia.

O local combina atividade recreativa, preservação histórica e contato direto com uma formação natural pouco comum.

Para os visitantes, a principal regra segue simples: procurar, identificar e registrar o achado no parque.

A chance de encontrar uma pedra grande é baixa, mas casos como o de Fox mantêm o interesse de quem percorre o campo em busca de um brilho no solo.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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