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Arqueólogos revelam em Anfípolis a Tumba Kasta com 140 metros de diâmetro e 497 metros de mármore branco do Monte Pangeon, o maior túmulo já descoberto na Macedônia antiga

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 16/05/2026 às 06:30
Atualizado em 16/05/2026 às 06:32
Tumba Kasta Anfípolis Grécia 140 metros mármore
Tumba Kasta em Anfípolis: o maior túmulo macedônico já descoberto, com 140 metros de diâmetro e peribolos de mármore de 497 metros.
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Tumba Kasta em Anfípolis revela 140 metros de diâmetro e cerca de 497 metros de mármore intacto

Em maio de 2026, arqueólogos gregos divulgaram os primeiros resultados da escavação completa da Tumba Kasta em Anfípolis, no norte da Grécia.

Conforme reportou o Heritage Daily, é o maior túmulo já encontrado na Macedônia antiga.

O monumento tem mais de 140 metros de diâmetro. Em comparação, o famoso túmulo de Aigai (associado a Filipe II) mede 110 metros.

De acordo com a equipe arqueológica, o perímetro completo de mármore alcança 497 metros. Trata-se da maior estrutura funerária jamais erguida pela civilização macedônica.

Tumba Kasta supera o de Filipe II em diâmetro e revela a escala do poder pós-Alexandre Magno

A túmulo macedônico data do final do século IV a.C. Por outro lado, especialistas ainda discutem a identidade exata do ocupante.

As datas batem com o período imediatamente posterior à morte de Alexandre o Grande, em 323 a.C.

Conforme detalhou a equipe de restauração ao Archaeology Magazine, hipóteses incluem Hefestião (general próximo a Alexandre), Roxana (esposa) ou Olímpia (mãe).

Em outras palavras, o sítio pode abrigar restos de figura central do círculo macedônico. Naquele momento, o império se fragmentava entre os Diádocos, generais sucessores.

Muro de 497 metros em mármore branco do Monte Pangeon foi totalmente revelado

Muro de mármore branco Kasta Tomb 497 metros perímetro
Perímetro de mármore branco da Tumba Kasta, com 497 metros, foi totalmente exposto durante a fase atual de restauro. Imagem: Representação editorial.

O peribolos é o muro circular que cerca o tumulus. Conforme aponta o estudo, a estrutura usa blocos de mármore branco extraídos do próximo Monte Pangeon.

De fato, a equipe de conservação já recompôs 105 metros do muro sul. O trabalho utiliza blocos originais recuperados durante a escavação.

Além disso, conservadores acrescentam pedra artificial apenas quando o suporte estrutural exige. Por consequência, o resultado mantém autenticidade histórica máxima.

Duas esfinges de mármore guardam a entrada principal do monumento funerário

Na entrada principal há duas esfinges esculpidas em mármore. Conforme o registro arqueológico, as figuras estavam parcialmente destruídas quando descobertas em 2014.

Por outro lado, partes das cabeças e asas foram localizadas dentro da terceira câmara do túmulo. Em seguida, a equipe pretende reinstalar as esfinges na entrada original.

Da mesma forma, o leão Anfípolis (escultura de mármore separada que decorava o topo) será reposicionado sobre o tumulus.

Naquele momento, o conjunto recuperará a aparência aproximada do século IV a.C.

  • Diâmetro: mais de 140 metros
  • Perímetro de mármore: 497 metros
  • Reconstruído: 105 metros do muro sul
  • Data: final do século IV a.C.
  • Esfinges: 2 na entrada principal (parcialmente recuperadas)
  • Investimento: mais de €15 milhões

Restauro custa €15 milhões e reabertura ao público está prevista para 2028

Câmara interna Tumba Kasta Anfípolis arqueologia Macedônia
Câmaras internas da Tumba Kasta estão sendo restauradas ao mesmo tempo em que peças originais retornam à entrada. Imagem: Representação editorial.

O orçamento total do projeto supera €15 milhões. Segundo Greek City Times, o financiamento combina recursos da União Europeia e do governo grego.

Em comparação, outros sítios arqueológicos europeus dependem majoritariamente de patrocínio privado. Por isso, o caso da Tumba Kasta serve de modelo para futuras intervenções no Mediterrâneo.

De acordo com o Ministério da Cultura grego, a abertura ao público está prevista para o início de 2028.

Da mesma forma, parte das peças originais retornará ao local após restauração no Museu Arqueológico de Anfípolis.

Anfípolis foi colônia estratégica grega no rio Strymon controlando rotas comerciais

Anfípolis fica no norte da Grécia, próximo à fronteira com a Macedônia do Norte. Conforme registros históricos, a cidade foi fundada como colônia ateniense em 437 a.C.

Naquele momento, controlava rotas comerciais e minas de ouro e prata do Monte Pangeon. Por outro lado, a cidade passou para domínio macedônico em 357 a.C., conquistada por Filipe II.

Em outras palavras, Anfípolis tornou-se sede regional de poder no auge do império de Alexandre. Por isso, justifica-se a presença de um monumento funerário de tal escala no local.

Pesquisadores brasileiros têm acesso limitado a sítios da Macedônia antiga

Leão de Anfípolis escultura mármore antiguidade Macedônia
Leão de Anfípolis, escultura monumental de mármore associada à Tumba Kasta, será reposicionado sobre o tumulus durante a próxima fase. Imagem: Representação editorial.

O Brasil mantém parcerias arqueológicas internacionais por meio do Museu Nacional da UFRJ e do MAE-USP.

Em comparação, o acesso a sítios na Macedônia depende de bolsas específicas do governo grego.

Conforme dados das instituições brasileiras, há poucos pesquisadores nacionais ativos em arqueologia clássica grega.

Em comparação, países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha mantêm escolas arqueológicas permanentes na Grécia há mais de um século, com equipes anuais em sítios como Olímpia, Delfos e Corinto.

Por isso, a Tumba Kasta atrai escavadores de mais de uma dezena de nacionalidades. Naquele momento, o sítio funciona como hub de formação para arqueólogos do leste europeu e do Mediterrâneo.

Da mesma forma, projetos como o uso de fotogrametria 3D, ressonância magnética geofísica e modelagem por LiDAR ganham espaço em Anfípolis. Por consequência, novas tecnologias permitem mapear áreas internas sem escavação destrutiva.

Outras descobertas recentes globais incluem o descobrimento de pirâmides escondidas na Amazônia boliviana, mapeadas com LiDAR. Da mesma forma, o tumulus de Saqqara, no Egito, foi recentemente aberto pela primeira vez em 2.300 anos.

Da mesma forma, o Brasil tem tradição mais forte em arqueologia pré-colonial sul-americana. Por isso, intercâmbios universitários e doutorados sanduíche permanecem como principal canal de acesso.

Próximas etapas: porta de mármore retorna ao lugar e cabeça da esfinge é restaurada

A fase seguinte do projeto envolve a reinstalação da porta dupla de mármore. Em seguida, será o turno da cabeça que falta a uma das esfinges.

De acordo com a coordenação, a recuperação acrescenta peças talhadas em pedra similar quando o fragmento original não foi localizado.

Naquele momento, o critério é restituir o conjunto sem mascarar o que é antigo do que é moderno.

Por consequência, a equipe pretende abrir o sítio em circuitos guiados a partir de 2028.

Conforme estima o Ministério grego, a Tumba Kasta poderá atrair mais de 200 mil visitantes ano nos primeiros cinco anos.

Há limitações reconhecidas. A identidade do ocupante segue desconhecida apesar de décadas de pesquisa.

Será que novas análises de DNA dos ossos encontrados na câmara funerária poderão um dia revelar quem foi sepultado neste túmulo de 140 metros de Anfípolis?

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Cida Mucci
Cida Mucci
16/05/2026 11:07

Maravilhoso

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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