Gervaso da Silva Oliveira e Maria Antônia, produtores de Alexânia, em Goiás, passaram de 25 para 70 quilos diários de queijo artesanal após assistência técnica do Senar, segundo publicação de 12 de junho de 2023, em uma pequena queijaria familiar ligada ao leite, à gestão e ao campo goiano.
O queijo artesanal mudou a rotina produtiva de Gervaso da Silva Oliveira e Maria Antônia, casal de produtores da Queijaria Sítio das Oliveiras, na zona rural de Alexânia, em Goiás. Segundo publicação do Senar, em 12 de junho de 2023, a produção passou de 25 para 70 quilos por dia após acompanhamento técnico.
A história acontece em uma propriedade localizada a cerca de 90 quilômetros de Brasília, onde o leite retirado na primeira ordenha, às 4h30, passou a abastecer uma pequena agroindústria familiar. O caso mostra como assistência técnica, organização da produção e melhoria de estrutura podem alterar o desempenho de uma queijaria no campo.
Produção começou com leite da própria propriedade
Gervaso e Maria Antônia chegaram à pequena propriedade em Alexânia depois de deixarem o Distrito Federal, cerca de oito anos antes da publicação do Senar. A fonte informa que o casal buscava um lugar mais tranquilo para viver e encontrou no campo a base para construir a nova atividade.
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No início, Gervaso começou a criar gado e tirar leite. Com o tempo, Maria Antônia sugeriu transformar parte dessa produção em queijo artesanal, abrindo uma alternativa para melhorar o aproveitamento do leite e estruturar uma fonte de renda ligada à própria propriedade.
Queijaria ganhou direção com assistência técnica

A produção de queijo já existia, mas ainda precisava de ajustes para alcançar melhor resultado. Segundo o Senar, o casal procurou cursos voltados ao leite e ao queijo e passou a receber acompanhamento por meio da Assistência Técnica e Gerencial, conhecida como ATeG.
O técnico de campo Allan Passos começou as visitas ainda durante a pandemia e identificou potencial para aprimorar a produção. A mudança não veio de uma promessa simples, mas de orientação técnica, diagnóstico da propriedade e acompanhamento contínuo da rotina produtiva.
Produção saltou de 25 para 70 quilos por dia
O dado mais concreto da transformação está no volume. De acordo com Allan Passos, técnico de campo do Senar, Gervaso e Maria Antônia tinham uma produção diária de 25 quilos e passaram para uma média de 70 quilos por dia.
Esse crescimento mostra o impacto da organização produtiva na pequena queijaria. O queijo artesanal deixou de ser apenas uma tentativa inicial e passou a ocupar um lugar mais estruturado na propriedade, com melhoria no processo e aumento da capacidade diária.
Equipamentos ajudaram a melhorar o processo

Após os primeiros diagnósticos técnicos, Gervaso comprou um resfriador e um tanque para aquecer o leite. A fonte informa que, depois dessas mudanças, ele começou a perceber diferença nos resultados da produção.
Esses equipamentos são relevantes porque ajudam a entender o salto produtivo. Em uma queijaria, controle de temperatura, armazenamento adequado do leite e padronização de etapas podem influenciar diretamente qualidade, regularidade e volume final.
Senar acompanhou a evolução da propriedade
O acompanhamento técnico não foi pontual. Segundo a publicação, Allan Passos visita periodicamente o casal para acompanhar o trabalho da ATeG na propriedade e orientar a evolução da atividade.
A coordenadora de ATeG do Senar Goiás, Luciana Valadão, também é citada na fonte ao destacar o acompanhamento da evolução dos produtores. A presença da instituição reforça o papel da assistência técnica como ferramenta de gestão no campo, não apenas como treinamento isolado.
Queijo artesanal virou eixo da renda familiar

A produção de queijo artesanal permitiu que Gervaso e Maria Antônia aumentassem a renda, segundo a publicação do Senar. A fonte também informa que a casa simples foi pintada e reformada com os resultados obtidos na atividade.
O texto não detalha valores de faturamento, margem de lucro ou canais de venda. Por isso, a informação deve ser tratada com cautela: o que a fonte confirma é o aumento da produção, a melhora da renda e os efeitos dessa mudança na estrutura familiar.
Filhos também sentiram a mudança na rotina
Gervaso e Maria Antônia têm três filhos: Ana Clara, de 17 anos, Gabriel, de 15, e Arthur, de 12, conforme a fonte. A publicação informa que eles estudam e passaram a desfrutar das melhorias proporcionadas pelos pais.
A internet no sítio, por exemplo, passou a auxiliar os filhos nos trabalhos escolares. Ana Clara também relatou que, antes, precisava ir até a cidade para usar a internet, mostrando como a melhora na estrutura da propriedade impactou a rotina familiar.
Pequena agroindústria aproximou trabalho e família

A queijaria também aparece como espaço de trabalho familiar. A fonte mostra Maria Antônia cuidando da rotina da pequena agroindústria, enquanto Gervaso atua na produção e recebe orientações técnicas para aprimorar o processo.
Esse ponto é importante porque o queijo artesanal não aparece apenas como produto final. Ele organiza uma cadeia dentro da propriedade: ordenha, leite, equipamentos, preparo, gestão, assistência técnica e participação da família no funcionamento do negócio.
Alexânia entrou no mapa da história
A propriedade fica na zona rural de Alexânia, município goiano próximo a Brasília. Esse recorte territorial ajuda a situar a pauta dentro do agro de Goiás e da produção familiar ligada ao leite.
A localização também reforça a relação entre campo e mercado regional. Embora a fonte não detalhe clientes, canais de distribuição ou preço do queijo, o caso mostra uma pequena produção rural que ganhou escala com orientação técnica e melhoria de processo.
ATeG atuou como ferramenta de gestão
A Assistência Técnica e Gerencial do Senar não aparece na história apenas como apoio ao produto. O programa entra como método de acompanhamento, diagnóstico e melhoria da atividade no campo.
No caso da Queijaria Sítio das Oliveiras, a ATeG ajudou a organizar a produção de queijo artesanal a partir de visitas técnicas e orientações aplicadas à realidade da propriedade. O resultado citado pela fonte foi o aumento da produção média diária.
Crescimento não elimina necessidade de planejamento
O salto de 25 para 70 quilos por dia é expressivo, mas não deve ser lido como fórmula automática para qualquer propriedade. Cada queijaria depende de leite disponível, equipamentos, estrutura sanitária, mão de obra, mercado e capacidade de gestão.
Por isso, a história funciona melhor como exemplo de processo produtivo acompanhado. A melhoria veio da combinação entre conhecimento técnico, investimento em equipamentos e continuidade do trabalho na propriedade.
Uma produção que abriu novo degrau no campo
Gervaso afirmou, segundo a publicação do Senar, que a família já pensava em alcançar outro degrau. A frase indica intenção de continuar evoluindo, mas sem detalhar planos específicos de expansão, novos produtos ou investimentos futuros.
A leitura jornalística deve manter esse limite. O que está confirmado é que o queijo artesanal cresceu em volume diário, ajudou a reformar a casa, melhorou parte da estrutura familiar e deu ao casal uma nova etapa dentro da atividade rural.
O papel do conhecimento na pequena produção
A história da Queijaria Sítio das Oliveiras mostra como conhecimento técnico pode alterar a escala de uma produção familiar. Antes da assistência, o casal já produzia queijo; depois do acompanhamento, passou a operar com mais volume e melhor estrutura.
Esse tipo de caso reforça uma discussão importante no agro: pequenos produtores podem ganhar eficiência quando têm acesso a orientação adequada, diagnóstico de processo e acompanhamento contínuo. No campo, tecnologia nem sempre começa por máquinas grandes; muitas vezes começa por gestão.
Queijaria familiar como retrato do agro goiano
O caso de Gervaso e Maria Antônia reúne leite, queijo, assistência técnica, família e propriedade rural em Alexânia. A história mostra uma pequena agroindústria que se organizou melhor a partir do apoio do Senar e da adaptação da produção.
A experiência também revela o peso do queijo artesanal dentro de atividades familiares no campo. Quando o produto ganha padrão, regularidade e volume, pode abrir novas possibilidades para a propriedade sem depender de promessas fáceis.
Uma história sobre produção, técnica e família
A trajetória do casal de Alexânia mostra como uma pequena queijaria pode mudar de escala quando recebe acompanhamento técnico e investe em estrutura. O salto de 25 para 70 quilos por dia, informado pelo Senar, dá dimensão concreta ao avanço.
O queijo artesanal virou o centro produtivo da família, aproximou os filhos da rotina da propriedade e abriu um novo degrau para Gervaso e Maria Antônia no campo. Você acredita que mais pequenos produtores poderiam crescer com assistência técnica constante? Deixe sua opinião nos comentários.

