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Tubarão laranja brilhante de cerca de 2 metros aparece a 37 metros de profundidade e deixa pesquisadores intrigados com duas condições raríssimas

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 20/12/2025 às 18:01
Tubarão-lixa laranja de 2 metros é encontrado a 37 m no Caribe e reúne xantismo confirmado com albinismo ocular raro, segundo estudo científico.
Tubarão-lixa laranja de 2 metros é encontrado a 37 m no Caribe e reúne xantismo confirmado com albinismo ocular raro, segundo estudo científico.
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Encontrado a 37 metros de profundidade no Caribe, o tubarão-lixa de cerca de 2 metros apresentou coloração laranja intensa associada a xantismo confirmado e sinais de albinismo ocular, combinação genética rara jamais documentada simultaneamente na espécie.

Pescadores esportivos capturaram e soltaram em 2024, no Caribe ao largo da Costa Rica, um tubarão-lixa de 2 metros, laranja brilhante e olhos brancos, primeiro caso confirmado de xantismo na espécie, com sinais de albinismo, descrito em estudo publicado em agosto.

Captura ocasional e liberação imediata

A descoberta ocorreu por acaso na costa leste da Costa Rica, quando pescadores esportivos fisgaram o tubarão a cerca de 120 pés, equivalentes a 37 m, abaixo da superfície, durante uma atividade recreativa em 2024.

O animal foi puxado até a embarcação por Garvin Watson, proprietário do hotel Parismina Domus Dei, na vila de Parismina, que relatou surpresa imediata ao observar a coloração laranja intensa sob a luz solar.

“Não conseguíamos acreditar no que estava diante de nossos olhos”, afirmou Watson em entrevista por e-mail ao Live Science, descrevendo o brilho incomum do tubarão durante a captura.

O tubarão apresentava xantismo total, com a pigmentação anômala cobrindo todo o corpo. (Crédito da imagem: Garvin Watson e Parismina Domus Dei. Bar Parismina Limón, Costa Rica.)

Características físicas e registro fotográfico

O tubarão, identificado como tubarão-lixa, media aproximadamente 6,6 pés, cerca de 2 metros, e apresentava pele laranja viva, contraste marcante com a coloração típica amarelada a marrom-acinzentada da espécie.

Após fotografar o animal, os pescadores removeram cuidadosamente o anzol de sua boca e o devolveram ao mar do Caribe, encerrando o episódio sem ferimentos aparentes ao tubarão.

As imagens registradas serviram de base para análises posteriores realizadas por pesquisadores, que examinaram detalhadamente a pigmentação da pele e as características dos olhos do animal.

Estudo científico e confirmação inédita

O evento foi descrito em um estudo publicado em 1º de agosto na revista Marine Biodiversity, que confirmou tratar-se do primeiro caso definitivo de xantismo documentado em um tubarão-lixa.

O xantismo, também chamado de xantocromismo, é uma condição rara que aumenta a pigmentação amarela na pele e já foi observada em sapos, aves e peixes, mas nunca havia sido confirmada nessa espécie.

Segundo o estudo, embora existissem relatos esporádicos de colorações incomuns, incluindo albinismo, nenhum caso havia sido cientifcamente comprovado até então.

Albinismo associado e comparações anteriores

Além do xantismo, os pesquisadores observaram que o tubarão não possuía as íris negras típicas, indicando provável albinismo ocular, combinação rara conhecida como albino-xantocromismo.

Uma condição semelhante foi documentada em 2018 em uma espécie de raia, Raja montagui, no Mar da Irlanda, mas nunca havia sido registrada em tubarões-lixa.

“Ficamos muito surpresos e animados ao ver o xantismo nas fotos”, declarou o autor principal do estudo, Marioxis Macías-Cuyare, doutorando em oceanografia biológica, também ao Live Science.

Causas possíveis e sobrevivência do animal

Os pesquisadores destacam que o xantismo geralmente está associado a fatores genéticos, embora estresse ambiental, temperaturas elevadas e desequilíbrios hormonais também possam influenciar a pigmentação, conforme discutido no estudo.

A sobrevivência do tubarão até a fase adulta chama atenção, já que cores tão chamativas costumam representar desvantagem ecológica para espécies que dependem de camuflagem no ambiente marinho.

Macías-Cuyare ressaltou que múltiplos fatores podem influenciar esse resultado, mas que todas as explicações permanecem especulativas até que variáveis genéticas e ambientais sejam testadas de forma controlada.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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