Um gigante das águas frias pode alcançar 392 ± 120 anos e expõe como a vida em ritmo lento impacta a conservação da espécie
O tubarão da Groenlândia se tornou um dos animais mais impressionantes já estudados por um motivo simples: a idade estimada pode chegar a 392 ± 120 anos.
Esse número coloca a espécie como o vertebrado mais longevo já documentado, com uma biologia que desafia o ritmo normal do mundo animal.
A combinação de crescimento muito lento, maturidade tardia e vida em águas geladas ajuda a explicar por que esse tubarão atravessa séculos e por que a conservação virou um ponto crítico.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A idade foi estimada por datação por radiocarbono em proteínas do cristalino do olho, um tecido que se forma cedo e não é renovado ao longo da vida.
A análise considerou 28 fêmeas e apontou uma vida mínima de 272 anos em um dos indivíduos avaliados.
O maior animal medido tinha cerca de 502 cm, com estimativa de nascimento muito anterior ao período moderno, o que aumenta a margem de incerteza, mas mantém o resultado dentro da faixa de séculos.
Como o tubarão consegue viver tanto tempo

O corpo opera em um ritmo extremamente econômico, com metabolismo baixo e crescimento frequentemente descrito como de apenas 1 cm por ano.
A água fria reduz a velocidade de reações químicas e tende a diminuir o gasto energético, favorecendo uma vida longa em condições estáveis.
A longevidade também se conecta a uma estratégia de vida lenta, com menos pressa para crescer, amadurecer e se reproduzir.
O que a ciência já mediu sobre metabolismo e energia
Estimativas publicadas conseguiram quantificar a taxa metabólica do animal, incluindo valores de repouso e de rotina ativa, usando medições de consumo de oxigênio em condições de campo.
Essas medições ajudam a transformar a ideia de vida lenta em parâmetros fisiológicos, ligados ao custo de manter o corpo funcionando em baixa temperatura.
O resultado reforça a imagem de um tubarão adaptado para gastar pouco, se mover com economia e sobreviver por longos períodos com demanda energética reduzida.
O que se sabe sobre coração, pressão e pulsação
A circulação chama atenção pela pressão arterial estimada na aorta ventral, na faixa de 2,3 a 2,8 kPa, considerada muito baixa quando comparada a outros tubarões.
Esse padrão combina com um sistema cardiovascular feito para operar de forma estável e com baixo custo ao longo de muito tempo.
A frequência cardíaca aparece na literatura de divulgação como muito baixa em repouso, com menções de 4 a 6 batimentos por minuto, e também como um possível teto fisiológico em torno de 12 a 20 batimentos por minuto em certas condições.
Por que a reprodução vira um ponto crítico para a conservação
A maturidade sexual das fêmeas é estimada em 156 ± 22 anos, um dos dados mais importantes para entender a fragilidade populacional.
Quando um animal leva mais de um século para chegar à fase reprodutiva, qualquer mortalidade extra pesa por décadas, porque a reposição de indivíduos acontece muito devagar.
Esse ritmo torna a espécie especialmente vulnerável a quedas populacionais e aumenta a necessidade de reduzir impactos ao longo do tempo.
Onde essa espécie vive e o que isso muda na prática
O tubarão da Groenlândia vive em ambientes frios e profundos do Atlântico Norte e do Ártico, com registros comuns na faixa de 400 a 700 m.
A presença também aparece em uma faixa mais ampla de profundidade, chegando a 100 a 1.200 m, o que dificulta observações diretas e medições contínuas.
Esse estilo de vida em profundidade favorece baixa atividade e ajuda a explicar por que muitos dados fisiológicos ainda dependem de estimativas e métodos indiretos, sem mudar o fato central de que a espécie opera em escala de séculos.
O tubarão da Groenlândia reúne números raros em qualquer vertebrado, com idade estimada de 392 ± 120 anos e maturidade sexual em 156 ± 22 anos.
Na prática, isso significa uma espécie que vive muito, mas se recupera lentamente, com uma biologia que exige atenção constante para evitar perdas que podem levar muitas décadas para serem revertidas.


Buenos días, Es excelente lo que hace EEUU Acabar con las dictaduras de esos países ****. Lo qué hace el comunismo es empobrecer el pais y obligar a las personas a que vivan bajó sus leyes. Un país comunista no prospera y no dejan prosperar a las personas ni el país prospera., dónde llega el comunismo el país se estanca se devuelve 100 años atrás . Viven bueno los mandatarios.
Yo estoy en Vietnam un país comunista. Sin apenas delincuencia sin paro apenas , donde se vive muy tranquilo y bastante bien, con un nivel cultural que ya quisieran muchos países capitalistas , y una industria floreciente .
Que espantosa traducción mí Dios!!!!