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Tubarão da Groenlândia com idade estimada em quase 400 anos chama atenção por viver séculos com metabolismo extremamente lento

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 09/01/2026 às 11:44
Assista o vídeoTubarão da Groenlândia com idade estimada em quase 400 anos chama atenção por viver séculos com metabolismo extremamente lento
Um gigante das águas frias pode alcançar 392 ± 120 anos e expõe como a vida em ritmo lento impacta a conservação da espécie
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Um gigante das águas frias pode alcançar 392 ± 120 anos e expõe como a vida em ritmo lento impacta a conservação da espécie

O tubarão da Groenlândia se tornou um dos animais mais impressionantes já estudados por um motivo simples: a idade estimada pode chegar a 392 ± 120 anos.

Esse número coloca a espécie como o vertebrado mais longevo já documentado, com uma biologia que desafia o ritmo normal do mundo animal.

A combinação de crescimento muito lento, maturidade tardia e vida em águas geladas ajuda a explicar por que esse tubarão atravessa séculos e por que a conservação virou um ponto crítico.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

A idade foi estimada por datação por radiocarbono em proteínas do cristalino do olho, um tecido que se forma cedo e não é renovado ao longo da vida.

A análise considerou 28 fêmeas e apontou uma vida mínima de 272 anos em um dos indivíduos avaliados.

O maior animal medido tinha cerca de 502 cm, com estimativa de nascimento muito anterior ao período moderno, o que aumenta a margem de incerteza, mas mantém o resultado dentro da faixa de séculos.

Como o tubarão consegue viver tanto tempo

O corpo opera em um ritmo extremamente econômico, com metabolismo baixo e crescimento frequentemente descrito como de apenas 1 cm por ano.

A água fria reduz a velocidade de reações químicas e tende a diminuir o gasto energético, favorecendo uma vida longa em condições estáveis.

A longevidade também se conecta a uma estratégia de vida lenta, com menos pressa para crescer, amadurecer e se reproduzir.

O que a ciência já mediu sobre metabolismo e energia

Estimativas publicadas conseguiram quantificar a taxa metabólica do animal, incluindo valores de repouso e de rotina ativa, usando medições de consumo de oxigênio em condições de campo.

Essas medições ajudam a transformar a ideia de vida lenta em parâmetros fisiológicos, ligados ao custo de manter o corpo funcionando em baixa temperatura.

O resultado reforça a imagem de um tubarão adaptado para gastar pouco, se mover com economia e sobreviver por longos períodos com demanda energética reduzida.

O que se sabe sobre coração, pressão e pulsação

A circulação chama atenção pela pressão arterial estimada na aorta ventral, na faixa de 2,3 a 2,8 kPa, considerada muito baixa quando comparada a outros tubarões.

Esse padrão combina com um sistema cardiovascular feito para operar de forma estável e com baixo custo ao longo de muito tempo.

A frequência cardíaca aparece na literatura de divulgação como muito baixa em repouso, com menções de 4 a 6 batimentos por minuto, e também como um possível teto fisiológico em torno de 12 a 20 batimentos por minuto em certas condições.

Por que a reprodução vira um ponto crítico para a conservação

A maturidade sexual das fêmeas é estimada em 156 ± 22 anos, um dos dados mais importantes para entender a fragilidade populacional.

Quando um animal leva mais de um século para chegar à fase reprodutiva, qualquer mortalidade extra pesa por décadas, porque a reposição de indivíduos acontece muito devagar.

Esse ritmo torna a espécie especialmente vulnerável a quedas populacionais e aumenta a necessidade de reduzir impactos ao longo do tempo.

Onde essa espécie vive e o que isso muda na prática

O tubarão da Groenlândia vive em ambientes frios e profundos do Atlântico Norte e do Ártico, com registros comuns na faixa de 400 a 700 m.

A presença também aparece em uma faixa mais ampla de profundidade, chegando a 100 a 1.200 m, o que dificulta observações diretas e medições contínuas.

Esse estilo de vida em profundidade favorece baixa atividade e ajuda a explicar por que muitos dados fisiológicos ainda dependem de estimativas e métodos indiretos, sem mudar o fato central de que a espécie opera em escala de séculos.

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O tubarão da Groenlândia reúne números raros em qualquer vertebrado, com idade estimada de 392 ± 120 anos e maturidade sexual em 156 ± 22 anos.

Na prática, isso significa uma espécie que vive muito, mas se recupera lentamente, com uma biologia que exige atenção constante para evitar perdas que podem levar muitas décadas para serem revertidas.

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ferney
ferney
12/01/2026 06:57

Buenos días, Es excelente lo que hace EEUU Acabar con las dictaduras de esos países ****. Lo qué hace el comunismo es empobrecer el pais y obligar a las personas a que vivan bajó sus leyes. Un país comunista no prospera y no dejan prosperar a las personas ni el país prospera., dónde llega el comunismo el país se estanca se devuelve 100 años atrás . Viven bueno los mandatarios.

Pepe
Pepe
Em resposta a  ferney
12/01/2026 10:31

Yo estoy en Vietnam un país comunista. Sin apenas delincuencia sin paro apenas , donde se vive muy tranquilo y bastante bien, con un nivel cultural que ya quisieran muchos países capitalistas , y una industria floreciente .

Walter
Walter
11/01/2026 19:54

Que espantosa traducción mí Dios!!!!

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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