1. Início
  2. / Geopolítica
  3. / Trump ordena que Marinha dos EUA atire e elimine barcos que lancem minas em Ormuz e diz que caça-minas já limpam o estreito, enquanto Pentágono avalia que remover explosivos pode levar até seis meses
Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 0 comentários

Trump ordena que Marinha dos EUA atire e elimine barcos que lancem minas em Ormuz e diz que caça-minas já limpam o estreito, enquanto Pentágono avalia que remover explosivos pode levar até seis meses

Escrito por Carla Teles
Publicado em 23/04/2026 às 23:49
Trump ordena que Marinha dos EUA atire e elimine barcos que lancem minas em Ormuz e diz que caça-minas já limpam o estreito, enquanto Pentágono (1)
Trump ordena Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz contra minas navais; Pentágono prevê até seis meses para limpar a rota.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Com ordem de Trump, a Marinha dos EUA intensifica caça-minas no Estreito de Ormuz contra minas navais, enquanto o Pentágono estima que a limpeza pode durar até seis meses.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) que ordenou à Marinha dos EUA que “atire e elimine” qualquer embarcação que esteja lançando minas nas águas do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a determinação vale para “qualquer embarcação, por menor que seja”, e não deve haver “hesitação” na ação.

Trump também afirmou que navios “caça-minas” da Marinha dos EUA já estão “limpando” o estreito “neste momento” e disse ter ordenado que essa atividade continue “em escala triplicada”. A declaração ocorre no mesmo dia em que o The Washington Post publicou que o Pentágono avalia que a retirada de minas navais na passagem marítima pode levar até seis meses.

O que Trump disse sobre a operação da Marinha dos EUA em Ormuz

Trump ordena Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz contra minas navais; Pentágono prevê até seis meses para limpar a rota.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou ter dado ordem para que a Marinha dos EUA ataque qualquer embarcação que esteja colocando minas em Ormuz. Ele também declarou que os caça-minas norte-americanos já estariam atuando para retirar os explosivos no local.

Em outra publicação, Trump disse que Ormuz está “sob controle total” dos EUA e afirmou que “nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha dos Estados Unidos”, descrevendo o estreito como “completamente selado” até que o Irã seja capaz de fazer um “acordo”.

Por que as minas em Ormuz viraram o ponto mais sensível da guerra

A questão das minas navais posicionadas pelo Irã no Estreito de Ormuz ganhou destaque nas últimas semanas, em meio a negociações entre Washington e Teerã para reabrir a passagem marítima.

Segundo a base, navios comerciais foram impedidos de passar pelo estreito, que foi fechado pelos iranianos no início da guerra, e há receio de navegar na área por causa dos explosivos. Ormuz é descrito como uma das principais rotas marítimas do comércio mundial, o que amplifica o impacto de qualquer bloqueio ou ameaça no local.

O contraste de prazos: “limpando agora” vs. até seis meses, segundo o Pentágono

Enquanto Trump afirmou que a Marinha dos EUA está limpando o Estreito de Ormuz “neste momento”, a reportagem citada do The Washington Post aponta uma avaliação do Pentágono de que a retirada das minas pode levar até seis meses.

Essa diferença de horizonte ajuda a dimensionar o tamanho do desafio: minas navais exigem operações especializadas, e o processo de remoção pode ser complexo, especialmente em uma área estratégica, sob tensão militar e com tráfego marítimo sensível.

O que muda na prática para navios comerciais e para a navegação na região

Com o estreito fechado pelos iranianos no início da guerra, a base relata que navios comerciais foram impedidos de passar e que há temor de transitar por conta do risco de explosivos.

A ordem de Trump para a Marinha dos EUA atacar embarcações que lancem minas e a afirmação de que o estreito estaria “sob controle” colocam o tema da segurança marítima no centro da crise. Ao mesmo tempo, a estimativa do Pentágono de até seis meses sugere que, mesmo com ação imediata, a normalização completa pode não ser rápida.

Negociações travadas, cessar-fogo indefinido e o impasse sobre Ormuz

Os EUA e o Irã estão em um cessar-fogo de prazo indefinido na guerra entre eles, que já dura quase dois meses, segundo a base. Ainda assim, as negociações para um fim definitivo do conflito estariam travadas por impasses em “diversos termos”, incluindo o urânio enriquecido iraniano e o Estreito de Ormuz.

Até o momento, não haveria nova rodada de tratativas em vista. Nesse cenário, a Marinha dos EUA aparece como peça central tanto na ação operacional de caça-minas quanto na estratégia anunciada por Trump de controle e bloqueio do estreito.

As próximas etapas: limpeza do estreito e pressão por acordo

Com Trump dizendo que a Marinha dos EUA deve manter a operação “triplicada” e o Pentágono projetando até seis meses para remover explosivos, o próximo capítulo tende a girar em torno de dois pontos: o ritmo real de limpeza das minas e o avanço ou não de negociações que permitam reabrir a passagem.

Enquanto isso, Ormuz segue como um dos principais termômetros do conflito, com o tráfego comercial preso entre o risco no mar e a incerteza política.

Você acha que a ordem de Trump para a Marinha dos EUA acelera a reabertura de Ormuz ou aumenta o risco de escalada no estreito?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x