1. Início
  2. Geopolítica
  3. Trump articula mudança de regime em Cuba até o fim do ano, mira colapso econômico e pressiona Havana após ofensiva contra a Venezuela
Faça um comentário 3 min de leitura

Trump articula mudança de regime em Cuba até o fim do ano, mira colapso econômico e pressiona Havana após ofensiva contra a Venezuela

Imagem de perfil do autor Jefferson Augusto
Escrito por Jefferson Augusto Publicado em 22/01/2026 às 09:27 Atualizado em 22/01/2026 às 09:28
Donald Trump analisa cenário político de Cuba em meio a pressão dos Estados Unidos
Trump intensifica pressão política e econômica sobre o regime cubano
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Estratégia dos EUA combina pressão econômica, articulação política e uso do caso Venezuela como alerta direto ao regime cubano, segundo o Wall Street Journal

Desde o início de 2025, a política externa dos Estados Unidos voltou a mirar diretamente Cuba. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal, que revelou articulações da administração do presidente Donald Trump para provocar uma mudança de regime ainda neste ano.

Segundo o jornal, a Casa Branca avalia que o governo cubano atravessa seu momento mais frágil em décadas. A análise considera fatores econômicos, políticos e diplomáticos. Além disso, autoridades americanas acreditam que o isolamento internacional aumentou de forma significativa.

Por isso, interlocutores do governo dos EUA passaram a buscar pessoas influentes em Havana. O objetivo é intermediar um acordo político capaz de encerrar o regime comunista, que governa a ilha há quase 70 anos.

Embora não exista um plano militar formal, Washington aposta em uma estratégia clara. O governo combina pressão econômica, isolamento diplomático e estímulo a fissuras internas.

Pressão econômica acelera crise e enfraquece o regime cubano

De acordo com o Wall Street Journal, autoridades dos EUA avaliam que a economia cubana está próxima do colapso. A escassez de combustíveis, a queda da produção interna e a falta de crédito externo agravam o cenário.

Além disso, o governo americano destaca a perda de um aliado estratégico fundamental: a Venezuela. A captura de Nicolás Maduro, durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos, alterou o equilíbrio político da região.

Para Washington, o episódio funciona como exemplo e advertência direta a Havana. O recado é claro: regimes isolados podem ruir rapidamente quando perdem apoio econômico e político.

Em 11 de janeiro, Trump reforçou essa posição em uma publicação nas redes sociais. Ele afirmou: “Sugiro fortemente que façam um acordo. Antes que seja tarde demais”. Na mesma mensagem, declarou que nenhum petróleo ou dinheiro seria enviado a Cuba.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, reagiu publicamente. Ele afirmou que Cuba tem o direito soberano de importar combustível e manter relações comerciais sem interferência externa.

Caso Venezuela vira referência e alerta estratégico para Havana

Apesar da pressão crescente, autoridades americanas admitem que não existe um plano concreto para derrubar o governo cubano neste momento. Ainda assim, o caso venezuelano passou a ocupar papel central na estratégia dos EUA.

No dia 3 de janeiro, forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela. A operação resultou na captura de Nicolás Maduro. Segundo Havana, 32 cidadãos cubanos morreram durante a ofensiva.

Para o Departamento de Estado, o episódio demonstrou como regimes aliados podem entrar em colapso rapidamente. Em comunicado oficial, o órgão afirmou que a segurança nacional dos Estados Unidos exige um governo democrático em Cuba.

O texto também reforçou a preocupação com a presença de serviços militares e de inteligência de países adversários na ilha.

Analistas avaliam que Washington evita uma intervenção direta. Em vez disso, aposta em pressão econômica contínua, isolamento político e negociação indireta. O objetivo é evitar um conflito regional de grandes proporções.

A leitura predominante nos EUA é direta: ou Havana negocia uma transição política, ou enfrentará um isolamento ainda mais severo. No atual cenário econômico, o regime cubano tem pouco espaço para resistir.


Você acredita que a pressão dos Estados Unidos pode realmente provocar uma mudança política em Cuba, ou o regime resistirá mais uma vez?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Jefferson Augusto

Atuo no Click Petróleo e Gás trazendo análises e conteúdos relacionados a Geopolítica, Curiosidades, Industria, Tecnologia e Inteligência Artificial. Envie uma sugestão de pauta para: jasgolfxp@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x