Estratégia dos EUA combina pressão econômica, articulação política e uso do caso Venezuela como alerta direto ao regime cubano, segundo o Wall Street Journal
Desde o início de 2025, a política externa dos Estados Unidos voltou a mirar diretamente Cuba. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal, que revelou articulações da administração do presidente Donald Trump para provocar uma mudança de regime ainda neste ano.
Segundo o jornal, a Casa Branca avalia que o governo cubano atravessa seu momento mais frágil em décadas. A análise considera fatores econômicos, políticos e diplomáticos. Além disso, autoridades americanas acreditam que o isolamento internacional aumentou de forma significativa.
Por isso, interlocutores do governo dos EUA passaram a buscar pessoas influentes em Havana. O objetivo é intermediar um acordo político capaz de encerrar o regime comunista, que governa a ilha há quase 70 anos.
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Embora não exista um plano militar formal, Washington aposta em uma estratégia clara. O governo combina pressão econômica, isolamento diplomático e estímulo a fissuras internas.
Pressão econômica acelera crise e enfraquece o regime cubano
De acordo com o Wall Street Journal, autoridades dos EUA avaliam que a economia cubana está próxima do colapso. A escassez de combustíveis, a queda da produção interna e a falta de crédito externo agravam o cenário.
Além disso, o governo americano destaca a perda de um aliado estratégico fundamental: a Venezuela. A captura de Nicolás Maduro, durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos, alterou o equilíbrio político da região.
Para Washington, o episódio funciona como exemplo e advertência direta a Havana. O recado é claro: regimes isolados podem ruir rapidamente quando perdem apoio econômico e político.
Em 11 de janeiro, Trump reforçou essa posição em uma publicação nas redes sociais. Ele afirmou: “Sugiro fortemente que façam um acordo. Antes que seja tarde demais”. Na mesma mensagem, declarou que nenhum petróleo ou dinheiro seria enviado a Cuba.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, reagiu publicamente. Ele afirmou que Cuba tem o direito soberano de importar combustível e manter relações comerciais sem interferência externa.
Caso Venezuela vira referência e alerta estratégico para Havana
Apesar da pressão crescente, autoridades americanas admitem que não existe um plano concreto para derrubar o governo cubano neste momento. Ainda assim, o caso venezuelano passou a ocupar papel central na estratégia dos EUA.
No dia 3 de janeiro, forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela. A operação resultou na captura de Nicolás Maduro. Segundo Havana, 32 cidadãos cubanos morreram durante a ofensiva.
Para o Departamento de Estado, o episódio demonstrou como regimes aliados podem entrar em colapso rapidamente. Em comunicado oficial, o órgão afirmou que a segurança nacional dos Estados Unidos exige um governo democrático em Cuba.
O texto também reforçou a preocupação com a presença de serviços militares e de inteligência de países adversários na ilha.
Analistas avaliam que Washington evita uma intervenção direta. Em vez disso, aposta em pressão econômica contínua, isolamento político e negociação indireta. O objetivo é evitar um conflito regional de grandes proporções.
A leitura predominante nos EUA é direta: ou Havana negocia uma transição política, ou enfrentará um isolamento ainda mais severo. No atual cenário econômico, o regime cubano tem pouco espaço para resistir.
Você acredita que a pressão dos Estados Unidos pode realmente provocar uma mudança política em Cuba, ou o regime resistirá mais uma vez?
