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“Trem de satélites” Starlink pode cruzar o céu do Brasil como uma fila de luzes em movimento, surpreendendo moradores que confundem o fenômeno com OVNIs logo após novos lançamentos da SpaceX

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 21/05/2026 às 16:14
Atualizado em 21/05/2026 às 16:17
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Trem de satélites Starlink pode cruzar o céu do Brasil
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Moradores de diferentes regiões do Brasil voltaram a registrar nos últimos meses uma sequência de luzes alinhadas cruzando o céu durante a noite e a madrugada. Em muitos casos, os vídeos viralizam rapidamente nas redes sociais acompanhados de perguntas sobre possíveis OVNIs ou fenômenos inexplicáveis. Mas o fenômeno tem origem conhecida. As luzes fazem parte do chamado “trem de satélites” da Starlink, rede espacial criada pela SpaceX para fornecer internet via satélite em escala global. Logo após cada lançamento, os satélites permanecem temporariamente agrupados em uma formação linear extremamente visível antes de se espalharem gradualmente em suas órbitas definitivas.

Segundo o Space.com, a constelação já ultrapassou 10 mil satélites em órbita em 2026, tornando-se uma das maiores estruturas artificiais já colocadas ao redor da Terra.

Os satélites aparecem como uma fila luminosa cruzando o céu

O aspecto visual do fenômeno é justamente o que mais chama atenção. Em vez de um único ponto luminoso, o observador vê dezenas de pequenos pontos brilhantes alinhados, atravessando o céu na mesma direção como se formassem um “comboio espacial”.

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Segundo o Space.com, esse efeito acontece porque os satélites ainda estão próximos uns dos outros logo após serem liberados pelo foguete Falcon 9.

Durante os dias seguintes, cada unidade começa lentamente a subir para sua órbita operacional definitiva, fazendo o “trem” desaparecer gradualmente. É exatamente nesse período inicial que o fenômeno se torna mais impressionante visualmente.

Os satélites viajam a cerca de 27 mil km/h em órbita baixa

Os Starlink orbitam a aproximadamente 550 quilômetros de altitude em órbita terrestre baixa. Nessa região, os satélites se deslocam a velocidades próximas de 27 mil km/h, suficientes para completar uma volta ao redor da Terra em aproximadamente 90 minutos.

Isso explica por que o fenômeno costuma durar poucos minutos no céu antes de desaparecer no horizonte.

Também explica por que, em algumas situações, os satélites podem voltar a ser vistos menos de duas horas depois em outra passagem orbital.

O fenômeno fica mais visível logo após o pôr do sol ou antes do amanhecer

Os especialistas afirmam que o melhor momento para observar os satélites ocorre:

  • pouco após o pôr do sol;
  • ou antes do amanhecer.
"Trem de satélites" Starlink pode cruzar o céu do Brasil como uma fila de luzes em movimento, surpreendendo moradores que confundem o fenômeno com OVNIs logo após novos lançamentos da SpaceX
Trem de satélites Starlink pode cruzar o céu do Brasil

Nesses horários, o solo já está escuro, mas os satélites ainda recebem luz solar em altitude elevada, refletindo essa iluminação na direção da Terra. É exatamente essa reflexão que transforma os objetos em pontos brilhantes visíveis a olho nu.

Segundo estudos sobre brilho orbital, os painéis planos dos satélites podem refletir luz de maneira extremamente intensa dependendo do ângulo entre Sol, satélite e observador.

Muitas pessoas confundem o fenômeno com objetos voadores não identificados

A aparência incomum dos “trens” Starlink fez o fenômeno viralizar repetidamente nos últimos anos. Vídeos publicados em redes sociais frequentemente mostram moradores acreditando estar diante de:

  • naves extraterrestres;
  • comboios militares secretos;
  • drones;
  • ou fenômenos misteriosos.

O próprio Space.com destaca que as formações lineares da Starlink geraram enorme repercussão mundial justamente porque o público não estava acostumado a ver dezenas de objetos cruzando o céu perfeitamente alinhados.

Em alguns casos, pilotos também relataram estranhamento ao observar reflexos repetitivos causados por grandes grupos de satélites.

A SpaceX pretende expandir ainda mais a constelação

O crescimento da Starlink ainda está longe do fim. A SpaceX já colocou mais de 10.280 satélites operacionais em órbita e os planos regulatórios discutidos ao longo do projeto mencionam possibilidade de expansão para dezenas de milhares de unidades no futuro.

O objetivo da empresa é criar cobertura global de internet de alta velocidade, especialmente em áreas remotas onde cabos terrestres tradicionais são limitados.

Os satélites utilizam comunicação em órbita baixa para reduzir latência em comparação com sistemas tradicionais de internet via satélite geoestacionária.

Astrônomos começaram a demonstrar preocupação com o aumento dos satélites

Apesar da popularidade do fenômeno entre observadores do céu, o crescimento da constelação gerou forte preocupação entre astrônomos.

Pesquisadores afirmam que o brilho dos satélites pode interferir em observações astronômicas profissionais, especialmente em imagens de longa exposição feitas por telescópios.

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A União Astronômica Internacional chegou a criar iniciativas específicas para monitorar impactos das megaconstelações sobre a astronomia observacional.

Também existem estudos analisando possíveis impactos ambientais ligados ao aumento de lançamentos e à reentrada de satélites queimando na atmosfera.

Existem sites que mostram horários exatos para observar o fenômeno

Hoje já existem plataformas que permitem rastrear as passagens visíveis da Starlink em praticamente qualquer cidade. Ferramentas como o FindStarlink mostram:

  • horário da passagem;
  • direção no céu;
  • intensidade do brilho;
  • e duração aproximada da observação.

Isso permite que moradores acompanhem previamente quando o “trem de satélites” poderá aparecer sobre determinada região.

O céu noturno está começando a mudar por causa das megaconstelações

Talvez esse seja o aspecto mais impressionante do fenômeno. Durante praticamente toda a história humana, as luzes vistas no céu noturno eram naturais: estrelas, planetas, meteoros e cometas.

Agora, enormes constelações artificiais começaram a modificar visualmente o céu da Terra.

E os “trens” Starlink acabaram se transformando justamente em um dos primeiros sinais visíveis dessa nova era espacial, em que milhares de satélites passam a cruzar o céu todas as noites diante de milhões de pessoas ao redor do planeta.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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