Sem ônibus escolar na zona oeste de Macapá, avô usa carrinho de recicláveis e escola do bairro do Trilho tem salas vazias
As salas da Escola Municipal Gerson Trindade, no bairro do Trilho, estão esvaziando por causa da falta de transporte escolar. De acordo com reportagem do portal Seles Nafes, publicada em fevereiro de 2026, a maioria das crianças não consegue chegar ao colégio sem os ônibus que atendiam a comunidade.
Pais foram informados de que dois ônibus que fazem a rota estão com defeitos mecânicos e sem previsão de retorno. A unidade fica na zona oeste de Macapá, próxima ao Marabaixo, com acesso pela Rodovia AP-440 (Ramal do KM-9), o que agrava a dependência do transporte escolar.
Nesse cenário, um catador de recicláveis, identificado como Seu Manoel, tem levado a neta até a escola usando o próprio carrinho de coleta. O trajeto parte do Marabaixo III, na 12ª Avenida, e se repete todos os dias úteis, segundo o relato feito à reportagem.
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A escola, que funciona há cerca de 20 anos, tem mais de 500 crianças matriculadas para o ano letivo de 2026, conforme a comunidade. Além da ausência do transporte, a rua de acesso está tomada por lama e buracos, o que dificulta ainda mais a chegada de alunos e servidores.
Transporte escolar parado em Macapá, salas vazias na Escola Gerson Trindade
Segundo o Seles Nafes, as salas estão “cada vez mais vazias” por causa da interrupção dos ônibus escolares. Sem alternativa pública, famílias que dependem do serviço ficam sem conseguir levar as crianças ao colégio, o que compromete a frequência e o aprendizado.
Para 2026, a unidade soma mais de 500 matrículas, mas a presença diária cai quando o transporte falha. A direção e a comunidade relatam que o problema atinge especialmente quem mora mais distante, como no Marabaixo, onde muitos estudantes não têm outro meio de deslocamento.
Ônibus quebrados e acesso precário dificultam chegada dos alunos
De acordo com os pais, os dois ônibus da rota estragaram e não há prazo informado para conserto. A incerteza impede o planejamento das famílias e expõe crianças a trajetos longos e inseguros.
A via de acesso à escola está em condições ruins, com muita lama e buracos, o que também desestimula o transporte particular e aumenta o risco de acidentes. Em dias de chuva, o cenário piora e a circulação de veículos se torna limitada.
Sem o serviço regular, o colégio vive um ciclo de faltas e atrasos já no início do ano letivo de 2026. A permanência dos estudantes em sala, condição básica para a aprendizagem, fica comprometida por um fator logístico que deveria ser assegurado pelo poder público.
Moradores disseram que a comunidade foi apenas comunicada da quebra dos veículos, sem detalhes técnicos e sem calendário para normalização. A ausência de informações claras eleva a angústia das famílias e fragiliza a confiança na solução rápida do problema.
O bairro do Trilho é vizinho do Marabaixo e depende do acesso pela AP-440 (Ramal do KM-9), rota onde as distâncias e o piso ruim tornam o ônibus escolar ainda mais essencial. Sem o transporte, crianças pequenas ficam, literalmente, sem caminho.
Avô leva neta em carrinho de reciclagem, rotina que revela urgência
Enquanto a frota está parada, Seu Manoel, catador de materiais recicláveis, improvisa o deslocamento da neta no próprio carrinho de coleta. Ele sai do Marabaixo III, pela 12ª Avenida, e afirma cobrar diariamente a volta dos ônibus, mas nada avança.
O esforço físico e o risco no trajeto expõem a vulnerabilidade das famílias e a falta de alternativas seguras. Além do desgaste, a criança enfrenta um percurso irregular, sujeito a lama e buracos, em condições que não condizem com o direito à educação.
O caso, registrado pela reportagem em fevereiro, simboliza a pressa por uma solução e escancara como a falta de transporte escolar afeta diretamente a presença em sala. As imagens, creditadas à jornalista Eliane Dias, reforçam o cenário de abandono da rota.
Histórico recente de interrupções amplia desgaste com a prefeitura
Em novembro de 2025, a escola ficou duas semanas sem aulas e, segundo o Seles Nafes, os pais não foram informados pela prefeitura de Macapá sobre os motivos. Na ocasião, dezenas de mães protestaram em frente à unidade, cobrando transparência e regularidade.
A repetição de falhas, agora com ônibus quebrados e sem previsão, aumenta o desgaste entre comunidade e poder público. O acúmulo de interrupções evidencia a necessidade de plano emergencial e comunicação clara para garantir o direito de estudar.
E você, o que pensa? A prefeitura deve priorizar a recuperação imediata da frota e a melhoria da via de acesso, ou há outra solução mais eficaz para o bairro do Trilho e o Marabaixo? O carrinho de recicláveis como saída temporária é aceitável ou revela um problema que não pode mais ser tolerado? Deixe seu comentário e participe do debate sobre transporte escolar e educação pública em Macapá.

Isso é um absurdo. Verba pra gabinete de políticos tem, pra compra de lagosta para ministros do STF tem, para pagar penduricalhos tem. Então nada disso nus surpreende Brasil.
KD o governo local, o que está fazendo que não toma uma atitude caramba! Eu fico indignada com uma situação desta, e logo logo estes infelizes estão mas portas pedindo foto e tratando o povo como lixo depois!
Ii Esse é o nosso Brasil do descaso de governo populista que alardeia,suas demagógicas propagandas que faz e acontece na saúde,na educação e na segurança pública. A mentira é a sua ideologia enganadora!0
É assim que pensa quem tem ex presidente presidiário preferido, quem o presidente comando o Brasil,o estado e o município né seu mentecapto
O seu presidente deve ser o atual presidiário, um ****. Simplesmente **** sua expressão. Cobre das autoridades locais..