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Sem chefe por perto, sem trânsito e com mais conforto em casa, o trabalho remoto ganhou milhões de fãs, mas agora estudo liga o modelo a um aumento preocupante do sofrimento mental

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 06/06/2026 às 20:33
Atualizado em 06/06/2026 às 20:38
Estudo com 580 mil americanos liga trabalho remoto a mais isolamento, sofrimento mental e uso de remédios após a pandemia.
Estudo com 580 mil americanos liga trabalho remoto a mais isolamento, sofrimento mental e uso de remédios após a pandemia.
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Estudo publicado na revista Science analisou dados de mais de 580 mil trabalhadores americanos entre 2011 e 2024 e associou a expansão do trabalho remoto ao aumento do isolamento, de dias sem contato humano, de consultas de saúde mental e de prescrições para depressão e ansiedade no período pós-pandemia.

O trabalho remoto pode responder por cerca de um terço do aumento do sofrimento mental observado nos Estados Unidos após a pandemia, aponta um estudo com mais de 580 mil trabalhadores americanos, publicado na revista Science.

Trabalho remoto avançou depois da pandemia

A expansão do home office ganhou força desde o início da pandemia de COVID-19 e se consolidou como uma modalidade valorizada por muitos profissionais. Atualmente, cerca de um em cada quatro americanos trabalha de casa.

A flexibilidade, a eliminação do deslocamento diário e a melhora percebida no equilíbrio entre vida profissional e pessoal ajudam a explicar a preferência. O novo estudo, porém, mostra que os ganhos práticos podem vir acompanhados de custos sociais.

A pesquisa analisou cinco estudos com trabalhadores americanos realizados entre 2011 e 2024. A comparação envolveu ocupações com maior possibilidade de trabalho remoto, como marketing e engenharia de software, e funções que exigem presença física, como enfermagem e engenharia mecânica.

Os pesquisadores observaram fatores como horas diárias passadas sozinho, dias sem contato humano e prescrições de medicamentos para depressão e ansiedade. A análise também controlou fatores de confusão, incluindo exposição ocupacional à inteligência artificial e diferenças individuais de sofrimento mental.

Isolamento aparece como ponto central

Os resultados indicam que trabalhadores em ocupações que se tornaram muito mais remotas após a pandemia passam, em média, 1,1 hora a mais acordados sozinhos por dia útil, em comparação com profissionais de ocupações menos remotas.

Também foi identificada uma probabilidade quatro vezes maior de permanecer em casa durante todo o dia. O grupo ligado ao trabalho remoto ainda apresentou aumento no número de dias sem qualquer contato humano.

O efeito foi mais forte entre pessoas que não moram com a família. Para esse grupo, o isolamento associado ao trabalho remoto aparece ligado a piora mais clara nos indicadores de saúde mental.

Saúde mental teve piora mensurável

O estudo associa o trabalho remoto a uma parcela relevante do aumento do sofrimento mental nos Estados Unidos entre o período pré-pandemia, de 2011 a 2019, e o período pós-pandemia, de 2022 a 2024.

Trabalhadores remotos apresentaram maior probabilidade de consultar profissionais de saúde mental. Também houve aumento de aproximadamente 50% nas prescrições de medicamentos para depressão e ansiedade, em comparação com os níveis anteriores à pandemia.

Os autores destacam que os custos para o bem-estar podem não ser percebidos de imediato pelos trabalhadores. A piora tende a se acumular ao longo do tempo, especialmente quando a rotina em casa reduz interações sociais presenciais.

O que você acha dessa relação entre trabalho remoto, isolamento e saúde mental? A experiência de trabalhar em casa trouxe mais equilíbrio ou mais solidão para sua rotina? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa mudança afetou seu dia a dia.

Clique aqui para ver o estudo.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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