Manutenção em uma linha de produção terminou em morte dentro de uma fábrica de embalagens no Alto Vale do Itajaí, mobilizando bombeiros, Polícia Civil e perícia. O caso envolve uma extrusora industrial, circunstâncias ainda sob apuração e informações esclarecidas após o atendimento.
Um trabalhador de 23 anos morreu durante a manutenção de uma linha de produção em uma fábrica de embalagens situada na Rua Francisco Klaumann, na comunidade de Santa Tereza, em Aurora, no Alto Vale do Itajaí, por volta das 15h de quarta-feira (08).
Identificado como Wgennyfer Ferreira, o jovem era natural de Apicum-Açu, no Maranhão, e havia se mudado para Santa Catarina em busca de oportunidades profissionais, deixando esposa, familiares e amigos, conforme informações divulgadas após a confirmação de sua identidade.
Acionadas para atender uma ocorrência envolvendo uma pessoa presa em uma máquina industrial, as equipes de emergência encontraram o trabalhador sob o equipamento e constataram, ainda dentro da fábrica, que ele já estava sem vida quando o socorro chegou.
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Acidente com extrusora ocorreu durante manutenção
Segundo as informações repassadas ao Corpo de Bombeiros Militar no local, Wgennyfer realizava um serviço de manutenção na linha de produção quando foi tracionado pelo mecanismo de uma extrusora, cuja dinâmica de funcionamento durante o acidente ainda será esclarecida pelas autoridades.
Registrado na tarde de 08 de julho de 2026, o atendimento envolveu uma máquina utilizada no processo produtivo da fábrica, mas não houve divulgação sobre o modelo do equipamento, seu estado de conservação ou o procedimento de manutenção executado naquele momento.
Depois da avaliação da vítima e da confirmação da morte, a área do acidente foi isolada para permitir a preservação do espaço e a realização dos levantamentos necessários, evitando alterações que pudessem comprometer a análise técnica das circunstâncias da ocorrência.
Localizada na Rua Francisco Klaumann, a fábrica funciona em Santa Tereza, comunidade pertencente ao município de Aurora, no Alto Vale do Itajaí, região de Santa Catarina onde equipes de segurança e emergência foram mobilizadas para atender ao chamado.
Polícia Civil e Polícia Científica apuram o caso
Com a morte confirmada, a Polícia Civil e a Polícia Científica assumiram os procedimentos legais, enquanto os profissionais responsáveis pela perícia examinaram o ambiente, a posição da máquina e outros elementos considerados relevantes para a reconstrução do acidente.
A partir dos vestígios encontrados, o trabalho pericial deverá identificar os fatores relacionados ao acionamento do mecanismo, embora ainda não exista uma conclusão oficial sobre eventual falha técnica, problema operacional ou qualquer outra circunstância associada à morte do trabalhador.
Também não foi esclarecido se havia outros funcionários próximos à linha de produção naquele momento, quem solicitou o atendimento, quanto tempo transcorreu até a chegada das equipes ou se a máquina estava desligada antes do início da manutenção.
Além dos elementos recolhidos no local, a apuração poderá considerar relatos prestados às autoridades, porém não foram divulgados resultados da perícia, depoimentos de testemunhas ou informações sobre a abertura de outros procedimentos relacionados às condições do ambiente de trabalho.
Vítima de 23 anos foi identificada após o acidente
Nas primeiras informações divulgadas sobre a ocorrência, a identidade de Wgennyfer Ferreira ainda não havia sido revelada, sendo confirmada posteriormente por reportagens locais que informaram sua origem maranhense e a mudança para Santa Catarina em busca de trabalho.
Após receberem a notícia, familiares publicaram mensagens de despedida nas redes sociais, enquanto um portal de Apicum-Açu também noticiou o caso e prestou homenagem ao jovem nascido no município localizado no litoral ocidental do Maranhão.
Em uma das manifestações, uma familiar escreveu que era difícil acreditar no ocorrido, enquanto outra afirmou que ainda não havia assimilado a perda, sem acrescentar detalhes sobre o acidente ou sobre a rotina profissional mantida por Wgennyfer na empresa.
Embora as informações disponíveis indiquem que o trabalhador recebeu atendimento no local, ele não resistiu, e não foram divulgados os horários do velório e do sepultamento, nem detalhes sobre eventual traslado do corpo para sua cidade de origem.
Empresa preferiu não comentar o acidente
Procurada depois da identificação da vítima, a empresa informou que preferia não se pronunciar naquele momento, em respeito aos familiares, enquanto o nome da fábrica permaneceu ausente das informações publicadas, apesar da divulgação do endereço e do ramo de produção.
Esse posicionamento atualizou a informação inicial de que a companhia ainda não havia se manifestado, mas não trouxe esclarecimentos sobre protocolos de segurança, treinamentos, acompanhamento da manutenção ou eventuais medidas internas adotadas depois do acidente ocorrido na linha de produção.
Até a publicação das informações consultadas, as autoridades não haviam apresentado prazo para a conclusão dos exames periciais, permanecendo sem divulgação as causas definitivas do acidente e as circunstâncias que permitiram que o trabalhador fosse alcançado pelo mecanismo da extrusora.
Sob responsabilidade dos órgãos competentes, o caso deverá reunir registros do atendimento, vestígios encontrados na fábrica e demais elementos necessários à investigação, enquanto seguem pendentes informações capazes de esclarecer como ocorreu o acionamento da máquina durante o procedimento de manutenção.
Quais medidas podem evitar que outros trabalhadores sejam atingidos por máquinas durante serviços de manutenção em linhas industriais?
