O envelhecimento populacional acelera e revela diferenças profundas nas condições de vida dos idosos, influenciadas por fatores como renda, saúde, escolaridade, ambiente social e políticas públicas que moldam oportunidades para quem ultrapassa os 60 anos
O crescimento da expectativa de vida modificou o cenário global, porque a proporção de adultos na idade da aposentadoria aumentou de forma significativa. Hoje, existem cerca de 901 milhões de pessoas idosas com 60 anos ou mais no planeta. Esse número seguirá em expansão, portanto a tendência aponta para um avanço constante ao longo das próximas décadas.
Em 2050, a projeção indica que haverá 2,1 bilhões de pessoas nessa faixa etária. O total representará aproximadamente 21,5% da população mundial.
Esses dados mostram uma transformação demográfica profunda, que impacta políticas públicas, sistemas de saúde e a qualidade de vida em diversos países.
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As experiências vividas pelos idosos variam bastante. Isso ocorre porque fatores como renda, educação e infraestrutura determinam realidades muito diferentes, mesmo quando os indivíduos têm idades semelhantes.
Como funciona o Índice Global AgeWatch
O Índice Global AgeWatch avaliou 96 países. O objetivo foi identificar quais locais oferecem melhores condições de vida para idosos.
Esses países representam mais de 90% da população mundial com 60 anos ou mais, além de reunir dados comparáveis sobre saúde, renda e bem-estar.
A metodologia utilizou quatro pilares. O primeiro foi o estado de saúde dos idosos. O segundo considerou a segurança de renda.
O terceiro avaliou a capacidade, medida pelo nível de escolaridade e pela taxa de emprego. O quarto analisou o ambiente favorável, que envolve transporte público, segurança física, conexões sociais e liberdade cívica.
Esse conjunto de fatores permitiu comparar contextos muito distintos. Além disso, ajudou a destacar políticas que funcionam e revelam caminhos para melhorar a vida das pessoas mais velhas.
Suíça lidera o ranking internacional
A Suíça ficou em primeiro lugar entre todos os países analisados. As políticas e programas do país foram citados como exemplo, porque promovem saúde e um ambiente positivo para os idosos.
Uma pessoa com 60 anos pode viver, em média, mais 25 anos. Desses, 19 são considerados anos com boa saúde.
Os moradores relatam elevada satisfação com conexões sociais e liberdade cívica. A cobertura previdenciária chega a 100% entre adultos com mais de 65 anos.
Apesar disso, a taxa de pobreza nessa faixa etária é de 16,1%, acima da média regional.
Esse contraste mostra como, mesmo em países bem avaliados, ainda existem desafios estruturais que afetam parte da população idosa.
Noruega mantém posição de destaque
A Noruega também aparece entre os primeiros colocados. O país se sobressaiu na categoria capacidade, porque tem uma taxa de emprego de 71,1% entre idosos. Esse índice supera a média regional em quase 15 pontos percentuais.
Outro ponto relevante é o nível de escolaridade. A Noruega possui a maior taxa de escolaridade entre pessoas com mais de 60 anos.
Além disso, apresenta a segunda menor taxa de pobreza entre idosos, de apenas 1,8%.
A cobertura previdenciária é universal para adultos acima de 65 anos. Esses fatores ajudaram o país a manter bom desempenho em todas as dimensões avaliadas.
Suécia mantém desempenho acima da média
A Suécia se destaca em emprego e escolaridade entre pessoas com mais de 60 anos. O país aparece com índices superiores às médias regionais nesses quesitos. Os idosos suecos relatam alta satisfação com segurança, liberdade cívica e transporte público.
Esses elementos reforçam a percepção de que o país oferece uma estrutura sólida para quem já passou dos 60 anos. Portanto, isso contribui para um bem-estar mais consistente.
Alemanha se sobressai em capacidade e liberdade cívica
A Alemanha conquistou posição elevada por causa do desempenho no domínio das capacidades. O país registrou a segunda maior taxa de escolaridade entre idosos. Também apresenta bons indicadores de conexão social e liberdade cívica.
A expectativa de vida e a expectativa de vida saudável se aproximam das médias regionais. Essa combinação mantém a Alemanha entre os países com melhores condições para a população idosa.
O Canadá fecha o grupo dos cinco primeiros
O Canadá alcançou resultados expressivos na categoria saúde. O país registrou expectativas de vida e de vida saudável acima da média.
A segurança de renda também se mostrou positiva, com cobertura previdenciária de 97,7% e taxa de pobreza de 6,8%.
Esses números colocaram o país entre os cinco melhores lugares para viver após os 60 anos.
Países Baixos aparecem com baixa taxa de pobreza
Os Países Baixos ficaram em sexto lugar no ranking. O país tem uma taxa de pobreza de apenas 3% entre idosos e cobertura previdenciária de 100%. Moradores relatam alta satisfação com integração social e liberdades civis.
Essas condições ajudam a explicar o bom posicionamento no índice.
Islândia combina baixa pobreza e alta expectativa de vida
A Islândia apresenta a menor taxa de pobreza entre idosos, com 1,6%. O país tem expectativa de vida adicional de 25 anos após os 60. Quase 18 desses anos devem ser vividos com saúde.
Os idosos relatam satisfação acima da média em conexão social, segurança, transporte e liberdade cívica. No entanto, apenas 40,9% da população acima dos 60 anos possui ensino médio ou superior, índice mais de 20% inferior aos números regionais.
Japão mantém destaque global em longevidade
O Japão possui a maior proporção de idosos no mundo. Um terço da população tem mais de 60 anos.
O país lidera na área da saúde, porque registra expectativa de vida adicional de 26 anos nessa faixa etária. Mais de 20 anos são vividos com saúde.
Os idosos relatam altos níveis de satisfação com conexão social, segurança e liberdade cívica.
Estados Unidos ocupam o nono lugar
Os Estados Unidos mantêm alta taxa de escolaridade entre idosos, chegando a 96%. A população relata satisfação elevada com segurança e conexões sociais. As expectativas de vida e vida saudável estão na média regional.
O desempenho em segurança de renda é menor, porque a taxa de pobreza nessa faixa etária chega a 18%.
Reino Unido encerra o top 10
O Reino Unido completa a lista. Os idosos relatam alta satisfação com conexões sociais, liberdade cívica, segurança e transporte público.
O país garante cobertura previdenciária para todos acima de 65 anos. A taxa de pobreza é de 9,3%, ligeiramente acima da média regional.
Com informações de CBS News.

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