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Texugo-do-mel desafia toda lógica, engana humanos por anos, abre trancas em sequência, empilha pedras como escadas, usa ferramentas esquecidas, invade casas durante a madrugada e transforma qualquer prisão em um jogo mental que ninguém consegue vencer, nem mesmo seus cuidadores experientes

Publicado em 20/01/2026 às 20:52
Atualizado em 20/01/2026 às 20:53
Assista o vídeoTexugo-do-mel Stoffel desafia qualquer recinto, planeja fuga após fuga, abre ferrolho, engana cuidadores e transforma cativeiro em jogo impossível.
Texugo-do-mel Stoffel desafia qualquer recinto, planeja fuga após fuga, abre ferrolho, engana cuidadores e transforma cativeiro em jogo impossível.
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No interior de um recinto criado para conter o texugo-do-mel, Brian viu o animal planejar fugas em série com a parceira Hammy: primeiro destravou dois ferrolhos, depois usou árvores, pedras, um ancinho esquecido e até uma bola de lama para escapar e entrar na casa na madrugada, sem parar mais.

Viúvo da tranquilidade e cercado por tentativas frustradas de contenção, Brian passou anos enfrentando o mesmo problema na própria propriedade: o texugo-do-mel Stoffel não apenas escapava, ele “resolvia” o cativeiro como se fosse um quebra-cabeça, repetindo fugas até quando parecia impossível.

Tudo começou quando Brian decidiu que precisava controlar o animal e montou um recinto novo, além de trazer Hammy para ajudá-lo a desestressar. A intenção era simples, manter o controle e reduzir o risco de novos episódios, mas o resultado foi o oposto: o texugo-do-mel mostrou uma inteligência tão difícil de prever que cada reforço virava apenas mais um desafio.

Um recinto novo, uma ideia simples e um problema que só cresceu

Brian tentou o caminho mais direto: um espaço recém construído, cercamento e rotina.

A lógica era que uma barreira física bem feita encerraria as tentativas de fuga.

Só que, em vez de se acomodar, Stoffel reagiu como se tivesse recebido um convite para testar limites.

A convivência com Hammy, introduzida para aliviar o estresse, também mudou a dinâmica.

O que parecia uma dupla mais tranquila virou uma dupla estratégica.

O comportamento do texugo-do-mel não era aleatório: as fugas tinham sequência, insistência e adaptação a cada obstáculo.

A primeira grande virada: o portão com dois ferrolhos virou “trabalho em equipe”

A cerca tipo tela foi a primeira aposta, e falhou. Logo depois veio o portão com dois ferrolhos, que deveria ser um ponto final.

Stoffel, no entanto, montou um plano que dependia de cooperação e timing.

Ele subia, abria o primeiro ferrolho e segurava o portão, esperando Hammy.

Em seguida, ela subia até o topo e retirava o segundo ferrolho.

Só então o portão abria de vez, os dois desciam e fugiam juntos.

A fuga não foi por acaso: havia ordem, divisão de etapas e uma execução repetida até dar certo.

“Alcatraz” particular: quando o reforço ficou caro e mesmo assim não bastou

Depois de múltiplas tentativas e um grande gasto, Brian chegou ao limite e decidiu construir uma contenção máxima, descrita por ele como uma espécie de Alcatraz para o texugo-do-mel.

A aposta era que um muro e um sistema mais robusto eliminariam qualquer chance de saída.

A sensação de vitória durou pouco. Ainda naquela noite, veio a ligação que derrubou qualquer certeza: Stoffel estava fora.

A primeira reação foi de incredulidade, porque o projeto havia sido feito justamente para tornar a fuga impossível.

A realidade mostrou que, para Stoffel, “impossível” era só mais uma fase do jogo.

Árvores viraram ponte e a saída apareceu onde ninguém estava olhando

A explicação para a fuga não veio de um buraco óbvio ou de um portão aberto.

Havia árvores no local, e Stoffel subiu nelas, inclinou o corpo por cima do muro e saiu.

A saída não estava no chão, estava na altura.

A resposta de Brian foi imediata: cortar todos os galhos e deixar as árvores “no meio”, sem oferecer uma passagem para o topo do muro.

Só que, ao fechar uma rota, ele sem querer acendeu outra disputa. Stoffel não parou, ele apenas mudou a estratégia.

Pedras empilhadas como escada: força, paciência e precisão contra o muro

Com os galhos cortados e a rota aérea bloqueada, Stoffel buscou o que tinha no próprio ambiente.

Ele desenterrou pedras, rolou com os pés de trás até a parede e empilhou cuidadosamente, camada por camada, até alcançar altura suficiente para vencer o muro.

Quando a equipe tirava as pedras, ele recomeçava.

Para ele, era como um jogo mental: cada medida de contenção virava um problema a ser resolvido.

A repetição não era teimosia, era método.

A fuga passou do recinto para dentro de casa e explodiu o risco da rotina

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O momento mais assustador ocorreu à 1 da manhã. A esposa de Brian o acordou com um alerta: alguém na casa, uma janela quebrada, a suspeita imediata de ladrões.

A tensão durou segundos, até a descoberta que ninguém esperava.

Era Stoffel na porta do quarto, tentando entrar.

A fuga já não era apenas “sair do recinto”, era atravessar a propriedade e chegar ao espaço mais íntimo da casa.

A contenção havia virado um problema de segurança doméstica, e o texugo-do-mel estava testando limites que ninguém planejou enfrentar.

A bola de lama e o “degrau” improvisado que enganou todo mundo

Quando perguntavam se aquilo era treinamento, Brian negava de forma direta.

Ele não treinou o animal para executar nada daquilo, e nem imaginava esse tipo de solução.

O que ele viu foi um improviso desconcertante: Stoffel fez uma bola de lama, amassou para aumentar, rolou para posicionar, subiu em cima e usou isso como base para ganhar altura e sair.

A criatividade apareceu como uma ferramenta, mesmo sem “ferramenta” no sentido convencional.

O ancinho esquecido e a prova de que qualquer objeto pode virar ferramenta

Em outra cena marcante, um tratador deixou um ancinho no recinto. Stoffel se coçou, deitou de lado e ficou como quem pensa. A descrição de Brian é simples e reveladora: “computadores funcionando”.

Depois, o animal pegou o ancinho, colocou nas costas e encostou na parede, criando uma espécie de apoio para ganhar altura e sair. O detalhe mais perigoso não é o objeto em si, é a capacidade de enxergar função onde ninguém vê.

Quando o cativeiro vira um jogo e a equipe começa a perder antes de começar

O ponto central dessa história não é apenas a fuga repetida.

É a sensação de que cada tentativa humana de conter Stoffel se transformava em rodada nova de um jogo, no qual o texugo-do-mel parecia sempre estar um passo à frente.

Brian resume isso como engano constante: cada plano elaborado por ele virava, para Stoffel, uma chance de descobrir como superar aquilo.

E quanto mais experiente a equipe, maior ficava o choque ao perceber que a “solução final” nunca era final.

Você acha que um animal como esse deve ser mantido em recinto, mesmo com tantos riscos, ou o desafio de contenção já vira um perigo grande demais para qualquer cuidador?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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